Arya…
Acordo, faço a minha higiene pessoal, tomo um banho e vou tomar um café. Tem uma funcionária do prédio que está trabalhando para mim, nos seus horários vagos.
Então café da manhã, jantar e a faxina do apartamento, ela deixa pronto. Agora finais de semana vou ter que me virar.
— Que cheiro delicioso! — digo entrando na cozinha. — Bom dia, querida!
— Bom dia, senhorita!
— Pode me chamar de Arya! — digo sentando-me na cadeira.
Tomo o café conversando com meus pais por vídeo chamada, tem sido assim diariamente, querem saber como estou, se estou me alimentando direito e se preciso de alguma coisa. Minha família é muito protetora, meus irmãos também sempre estão me ligando.
Encerro a chamada e converso com Susan.
— E então Susan, onde mora?
— Moro numa vila no final desse quarteirão!
— Que coincidência, uma colega da faculdade também mora nessa vila!
— Qual o nome dela? Talvez eu conheça!
— Ariadne!
A mulher muda o semblante.
— Algo errado com ela?
— Com ela não…, mas com sua família! Melhor eu ficar quieta, não quero ter problemas, ainda mais com aquelas pessoas!
— Agora fiquei curiosa…
— Esquece isso, senhorita! Tem coisas que é melhor não saber!
— Caramba, Susan! Diz de uma vez, prometo que não vou contar para ninguém. Por favor…, por favor! — digo com as mãos juntas na frente do rosto, fazendo beicinho.
— Ariadne, é uma menina doce, mas todos na vila, desconfiam de que ela e sua mãe sofram violência do marido da sua mãe!
— Como assim?
— Elas sempre aparecem marcadas, principalmente a mãe dela!
— E por que não fazem a denúncia?
— Ele trabalha para um homem muito poderoso aqui do México e todos têm medo dele!
— E só por isso, podem sofrer na mão desses abutres?
— Infelizmente, aqui quem manda são eles!
— Isso é um absurdo!
— Ariadne tem uma meia irmã, mas ela foi obrigada a se casar, foi levada embora! Nunca mais tivemos notícias suas…, dizem que seu padrasto a vendeu para esse homem, pois era muito rico!
— E ninguém fez nada?
— Fazer o quê?! Moramos num lugar onde quem manda são os narcotraficantes e mafiosos poderosos! Tome cuidado com quem anda, com quem saí por aqui, pois não é brincadeira! Há respeito apenas entre eles e suas famílias! Nas últimas semanas, coisas estranhas vem acontecendo, garotas entre quinze e dezoito anos estão desaparecendo!
— Estou incrédula… Essas famílias têm que se unir, ir a polícia, exigir que façam algo!
— Todos são corruptos, fazem parte dos negócios sujos!
— Não sei nem o que dizer, mas agora que estou aqui vou investigar isso!
— Não se meta com esses bandidos, menina! São perigosos!
— Eu também sou! Não tenho medo de ninguém!
— Por favor, não conte a ninguém sobre o que contei, não quero ter problemas!
— Fique tranquila, ninguém vai saber!… Escuta, Susan, você não tem família?
— Somos apenas eu e meu filho, Damião! É um excelente filho…
Conversamos por mais alguns instantes, então me arrumo e vou dar uma volta pela cidade. Aproveitei e entreguei alguns currículos.
Confesso que fique estática com tantas coisas que descobri.
Caminhava quando encontrei com Ariadne na porta de uma lanchonete, ela limpava as mesas.
— Arya! Que coincidência!
— Pois é! Resolvi dar uma volta e entregar alguns currículos! Você trabalha aqui? — pergunto apontando para o estabelecimento.
— Sim!
— Tenho alguns minutos, quer beber algo?
— Pode ser!
Ela busca dois copos de suco e nos acomodamos nas cadeiras da mesa do lado de fora. Estava muito quente e a garota usava uma camisa de manga longa.
— Não está com calor, Adriane?
— Não! — disfarça.
— Amanhã vamos conhecer a cidade, o que acha?!
— Gostei da ideia!
Um carro preto, estaciona na frente da lanchonete, dois homens descem, parecem ser seguranças, abrem a porta do passageiro e um homem elegante desce, seu olhar recaí sobre mim, mas sinto algo estranho, um arrepio ruim percorre meu corpo.
— Quem é esse homem?
— Ramiro Garcia! Nem olha para esse homem, amiga! Ele é um dos homens mais poderosos daqui!
Era sim um homem bonito, mas nada que me atraísse, era um homem estranho… Ele senta-se numa mesa de frente para a minha, olha com malícia a todo momento para onde estávamos.
Reviro os olhos e volto a minha atenção, para Ariadne.
— Que homens estranhos!
— Ele é um dos narcotraficantes mais poderosos do México! Não se compara aos Fontana, mas ainda assim tem muito poder! — fala em tom baixo.
O homem não tirava os olhos de mim.
— Quem são essas Fontanas?!
— Blake Fontana, é o chefe da máfia, Fontana! É um homem frio, calculista e muito perigoso! Ninguém se mete com ele… é praticamente dono de tudo por aqui!
— Não fazia ideia de aqui era comandado pelo tráfico!
— Infelizmente é sim!… Arya, preciso voltar ao trabalho, já está na minha hora!
— Vai lá, amiga! Também vou voltar para o meu apartamento!
— Que tal sairmos para dançar hoje?!
— Eu topo, estou precisando sair um pouco e relaxar!
— Combinado então!
— Te espero na frente do meu apartamento!
Pago o suco, me despeço e sigo para o meu apartamento.
(imagem retirada da internet)
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Atualizado até capítulo 103
Comments
Amanda Nascimento
Sério Arya!? México e Brasil são iguais nisso.
2025-03-10
2
Heloísa Garbin
comecei 25/2/25
2025-02-26
0
Lorena
começando a ler 09/12/2024
2024-12-09
0