Marcelo Beltrão
Naquele momento, antes de solta-lá olho nos seus olhos eles têm uma cor que eu não consegui decifrar se era azul ou verde, mas num instante observei todo o seu rosto e não me era estranho.
Quando ela corre e abraça dona Cláudia aí a ficha caiu lembrei que eles realmente tinham uma filha, eu não fazia a mínima ideia do paradeiro desta menina, na verdade, eu não lembrava que ela existia e não fazia ideia que voltaria para casa dos pais,.
Não imaginei que ela ficaria tão diferente, agora lembro ser magra e alta com cabelo preto uma menina.
Mas isso não me importa, logo faço questão de avisar ao senhor António para manter esta garota longe do meu cavalo.
Ela parecia furiosa virou para falar algo comigo, mas a dona Cláudia logo puxa a moça que se contém.
Observo toda a sua emoção de encontrar os pais, radiante de tanta alegria, saio em seguida pensando comigo como pode umas pessoas ser tão felizes e outras tão tristes? Mundo injusto.
O meu tio liga-me em seguida:
— o que ouve aí Marcelo?
— o senhor agora está me espionando tio Miguel? Tudo que eu faço o senhor sabe em tempo real.
Ele stressa-se comigo e diz:
— olha não ofende o senhor João nem a dona Cláudia eles viram-te nascer sempre esteve ao seu lado suportando o seu mau-humor e as suas grosseria e desentende logo com a filha deles?
— tio me ligou para isso?
— estou falando serio Marcelo, eu soube que ela é uma ótima veterinária formou-se com êxito na faculdade da capital, maltratou a moça porque ela fez um carinho naquele bendito cavalo? Acha essa atitude normal Marcelo? já basta um investimento de milhões parado neste cavalo que você se recusa a tirar produção pra termos, retorno do lucro.
Agora eu totalmente sem paciência interrompi o sermão:
— tio Já falei para o senhor, este cavalo vai ficar parado lá até morrer isso é inquestionável.
— está bem sobrinho amanhã vou aí temos que conversar pessoalmente o nosso querido vizinho esta nos criando problemas.
— inferno! O que este maldito quer novamente?
— amanhã conversamos, pessoalmente.
Tio Miguel e encerra a ligação sem ao menos me adiantar o assunto.
Vou para o meu quarto penso na confusão que fiz agora a pouco, mas eu não ia adivinhar que a menina era filha do senhor João e dona Cláudia?
Mas também que mulher ousada entra na fazenda alheia assim, sem ser anunciada por que ela não avisou que viria? Eu não teria indo atrás dela na baía já estava informado de quem se tratava essa confusão com certeza seria evitada.
Observo as roupas de Luiza na cama e vejo esta confusão tirou até um foco das minhas lembranças e me sinto culpado por permitir isso.
Deito em cima das roupas e dormi, acordei cedo como sempre, faço minha higiene pessoal e desço até a cozinha, café pronto dona Cláudia com a outra funcionária já havia feito como sempre.
Aproximo-me dou bom dia! Olho para dona Cláudia com um olhar quero dizer sinto muito, mas não consegui as palavra nao saiu.
Vou para o escritório sento junto a uma janela e vejo a tal moça passando de longe a observo cumprimentar todos com muita simpatia e depois some da minha vista.
Levanto-me e vou ao curral e lá está ela intrometendo nos meus assuntos, eu sei que é veterinária, mas na minha fazenda só trabalha quem eu quero, será que ela pensa que já está empregada aqui só por ser filha do seu João?
Fui tirar satisfação, mas não esperava ela responder-me com tanta ousadia e petulância olhei para os seus Olhos queimando de raiva e constato serem verdes.
Nquele momento ela teve a petulância de chamar-me mal-educado e outros xingamentos, pedir que ela deixasse a minha fazenda agora mesmo.
Neste instante o senhor João aparece a dizer que iria com ela, é claro que eu não queria que as coisas chegassem a este ponto, mas essa garota desde ontem está-me a tirar toda a paciência.
Chega o meu tio e sócio Miguel dizendo:
— está tudo bem aqui? Vamos respirar senhor João ninguém vai sair daqui.
Acalmou os ânimos de todos o seu João disse:
—eu não estou a pedir que contrate a minha filha, senhor Marcelo, mas impedir que ela viva comigo e a sua mãe é muito cruel.
Ela levanta a voz e diz:
— não se preocupe pai eu não faço questão de trabalhar pra ele.
O meu tio pediu calma novamente dizendo:
— O meu sobrinho tem algo a falar né Marcelo?
Eu disse com voz grossa e imponente:
— tudo bem senhor João, o senhor não vai se separar da sua filha.
Aí ela levanta-se e aproxima de mim e olha nos meus olhos e diz:
— Mal-agradecido sofrimento não tira o sentimento de gratidão de ninguém o meu pai deixou de viver a propria vida para cuidar da sua e o que ele recebe é ingratidão.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Fatima Maria
ISTO É VERDADE UM FAZEIDEIRO NÃO PENSA NOS EMPREGADOS E ISTO É INGRATIDÃO MESMO, MESMO QUE GANHE DINHEIRO COMO EMPREGADO NÃO É OBRIGADO A ESCUTAR DESAFORO DE PATRÃO. JÁ DIZIA OS MAIS VELHOS MINHA EDUCAÇÃO COMEÇA QUANDO SUA TERMINA.
2025-02-05
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Tania Cassia
falou pouco e falou bonito, o pai dela e a mãe teve compaixão dele ,por isso não abandonou.E ninguém tem culpa do sofrimento do outro o que perdemos fazer é ajudar igual o Sr João e esposo fez 😳😳
2025-02-28
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Meire
desculpa mas uma coisa não tem nada a ver com outra, o pai dela recebia um salário pra trabalhar, não fez favor nenhum pro patrão!
2025-02-05
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