Levanto-me bem cedo, arrumo minha irmã para ir para a escola dou café a ela e a levo para a escola, que não fica muito longe daqui então vamos a pé.
— Lisse, quando é que o papai vai voltar? Estou com muita saudade dele. — fala Gaby com sua voz meiga.
— Ah, meu anjinho, ele está... ele está com o papai do céu lá em cima e agora ele é nosso anjinho. — falo agachada na frente dela.
— E quando é que ele volta, Lisse? — Pergunta ela.
— Ele não vai voltar meu amor, agora ele vai cuidar de nós lá com o papai do céu, como eu disse. — Falo com calma e paciência.
Levo-a para a escola e volto para casa, minha mãe ainda está no trabalho e desde que o meu pai morreu ela só vive lá, afogando as suas dores no trabalho mei pai faleceu há menos de um ano num acidente voltando para casa um camião desgovernado o acertou sinto muita falta dele, pois era ele quem sempre me dava conselhos sobre tudo eu o amava muito e depois que ele se foi, minha mãe ficou arrasada.
O meu nome é Clarisse Montez, tenho 21 anos e moro com a minha mãe e a minha irmã não somos ricas, mas temos uma boa vida sem faltar nada para nós eu preciso arranjar um emprego ou estágio rapidamente para a faculdade chego em casa e vejo a porta entreaberta, sinal de que minha mãe tinha chegado entro em casa e começo a chamá-la até encontrá-la no quarto, deitada.
— Mãe. — Chamo por ela, que está dormindo.
— Oi, querida. — Fala ela, despertando.
— Mãe, você precisa parar de ficar de plantão olha só a senhora está exausta. — Falo, acariciando seu cabelo que é igual ao meu só que mais curto.
— Eu sei meu amor mas é que eles precisam de mim lá. — Fala ela.
— Não precisa, mãe quem precisa da senhora somos eu e a Manu. — Falo para ela, que começa a chorar. — Por que está chorando, mãe? — Falo, limpando suas lágrimas.
— Me desculpe por não estar dando atenção a você e a Manu. — Fala e abraço-a.
— Não se preocupe, mãe eu entendo a senhora, mas não fique fazendo muitos plantões, okay?
— Okay, filha. — Fico ali deitada com ela até a hora de ir para a faculdade começo a me arrumar, coloco uma calça rasgadinha nas pernas e uma blusa um pouco colada pego minha bolsa e saio direto para a faculdade, decidindo pegar o carro da minha mãe, já que se eu for de ônibus, vou chegar atrasada chego na faculdade faltando alguns minutos para a aula começar, entro na sala e vejo a garota de ontem, acho que se chama Camille sento em uma mesa e assisto à aula.
O tempo passou muito rápido e nem percebi que já estava na hora de ir embora arrumo minhas coisas e alguém me chama.
— Clarisse. — Fala com dúvida se acertou o meu nome.
— Sim, sou eu. — Falo olhando para a garota de ontem. — Hmm... Camille? Pergunto também.
— Camille. — Fala e dá uma risada. — Tudo bem com você?
— Tudo sim, e você? — Falo, dando um sorrisinho.
— Também. — Fala gentilmente.
Conversamos por um bom tempo e depois fui embora para casa, pois tinha que procurar um estágio ainda…
Camille
Após passar algumas horas conversando com Clarisse, decido visitar a empresa de Nicolas pego o meu carro e dirijo até a empresa que fica a poucos minutos da faculdade antes de chegar à empresa, paro em um Starbucks e peço um cappuccino em seguida, estaciono o carro e entro na empresa cumprimento algumas pessoas pelo caminho até o elevador e ao chegar aperto o botão para o último andar ao sair do elevador vou em direção à secretaria de Nicolas, mas ela não está em sua mesa decido então entrar na sala dele e bato duas vezes na porta antes de entrar...
— Nicolas, eu... — Paro abruptamente ao ver a cena à minha frente — que merda é essa? — Pergunto, elevando o tom de voz.
— Camille? O que você está fazendo aqui? — Pergunta Nicolas surpreso, afastando Ashley de cima dele.
— Ah, não posso visitar o meu marido em seu local de trabalho? — Pergunto, enfatizando o termo "marido".
— Claro que pode... é por favor, deixe-me explicar o que aconteceu.
— Explicar o quê, Nicolas? Explicar por que essa mulher estava se atirando em cima de você? — Falo ainda exaltada. — Ah, me poupe, Nicolas. — Digo, saindo da empresa entro no carro e saio sem um destino definido no momento em que estava na empresa, segurei as lágrimas não queria demonstrar a ele o quanto aquilo havia me afetado e sinceramente aquilo mexeu muito comigo mais do que consigo explicar, avisto uma praça decido parar, sento em um banco e as lágrimas começam a fluir tento me acalmar mas é impossível oque deixa mais frustrada eu e Nícolas não temos nenhum tipo de relação além do acordo mas mesmo assim aqui estou eu em lagrimas, sem perceber uma senhora senta ao meu lado...
— Oh, por que está chorando, querida? — pergunta, e observo-a por um momento e depois respondo: — Desculpe-me, meu nome é Isabella.
— Prazer, Camille. — Falo, enxugando as lágrimas.
— E por que está chorando? — Pergunta ela novamente.
— É complicado, não sei se entenderia. — Respondo, dando um sorriso leve.
— Por que não tenta me explicar? — Ela fala tranquilamente. Olho fixamente para ela e decido compartilhar.
— Bem... — Começo a relatar toda a situação desde o início para ela, e ela escuta com atenção cada palavra. — E então, hoje, eu o peguei com outra mulher em sua sala. — Concluo e as lágrimas voltam a escorrer.
— Bem, minha querida você mencionou que o seu casamento é apenas um contrato, certo? — Concordo com a cabeça. — Há quanto tempo vocês estão juntos? — Ela pergunta, com um sorriso no rosto.
— Acho que quase dois meses, um mês antes do casamento e mais um mês depois. — Falo, sem entender onde ela quer chegar.
— Você gosta dele? — Pergunta direta.
— Sim, mesmo que às vezes ele me irrite eu gosto dele... de uma maneira estranha, não sei explicar. — Falo, pensativa.
— Entendo e o que ele faz para te deixar irritada? — Ela pergunta novamente.
— Na verdade tudo que ele faz me irrita ele adora me irritar, mas o que mais me incomoda é o sorriso irônico dele. — Falo.
— Camille, você já considerou que pode estar apaixonada por ele? — Ela questiona, calmamente.
— Não, isso é impossível. — Respondo, soltando uma risada sem humor ela me olha seriamente. — Desculpe, acabei de vê-lo com outra mulher em sua sala, em uma situação comprometedora.
— E você conhece essa mulher? — Pergunta ela.
— Sim e não ela é a ex-namorada de Nicolas. — Falo.
— E você não acha isso muito suspeito? — Ela pergunta, com desconfiança.
— Na verdade ao chegar à empresa achei estranho que a secretária não estivesse em sua mesa como de costume — falo, pensativa. — e ao entrar na sala, fiquei tão nervosa que nem quis ouvir a explicação de Nicolas.
— Sim, e você não acha isso muito estranho? — Ela pergunta novamente.
— Talvez um pouco. — Falo.
— Meu Deus olhe só as horas! Preciso ir, está ficando tarde. — Ela diz, olhando o relógio.
— Claro, foi um prazer conhecê-la. — Falo, abraçando-a.
— O prazer foi meu, querida, e não esqueça do que eu disse. — Ela fala, partindo.
Sinceramente, não acredito que esteja apaixonada por Nicolas, isso é impossível, não é?
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Elis
O problema da Camille é confiar em todo mundo aff, agora todo mundo que ela conhece sai falando sobre seu casamento, muito ingênua 😪
2023-09-28
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