Revelações e Surpresas

Após a cerimônia, fomos cumprimentar alguns convidados. Fiquei conversando com algumas senhoras que são amigas da Sofia, até que vejo Clara se aproximando.

— Olá, Camille, meus parabéns pelo casamento. — Fala.

— Mas você sabe que... — Não termino de falar, pois ela me interrompe.

— Sim, eu sei que você o ama muito. — Fala ela, e olho para ela sem entender. Em seguida, ela faz um sinal discreto para eu olhar para trás. Discretamente, percebo Ashley escutando nossa conversa. Entendi o que está acontecendo, mas como ela conhece essa pessoa? Vou perguntar mais tarde. Agora, preciso desempenhar o papel de esposa apaixonada.

— É, amiga, amo ele tanto. Não viveria sem ele. — Falo, fingindo um suspiro.

— Parece que ele também está completamente apaixonado por você. Olhe só como ele te olha. — Clara comenta, e sinto um arrepio na espinha. Uma sensação como a de descer em uma montanha russa.

— Ai, amiga, estou tão feliz. — Digo, e vejo Ashley sair pisando duro. Coitado do chão, que nem teve culpa. Eu e Clara começamos a rir. — Espera, como você sabe dessa pessoa? — Pergunto.

— Estava andando por aí, e ouvi ela falando mal de você para outra mulher. — Explica.

— Cadê seus filhos? — Pergunto, mudando de assunto.

— Eles estão com minha mãe, ali. — Ela aponta em direção aos seus filhos.

— Mille, estava casando onde estava? — Pergunta Agatha.

— Eu nem saí daqui. — Falo, e vejo Ag olhar para Clara com a sobrancelha arqueada. Lembro-me de que não apresentei Clara a Agatha. Se Agatha não tivesse ido embora, elas provavelmente teriam se dado muito bem. — Clara, essa é Agatha, minha melhor amiga. Agatha, esta é Clara, uma amiga que conheci recentemente. — Apresento e sorrio, observando as duas se encarando até que Agatha sorri.

— Prazer, como ela disse, meu nome é Agatha. — Fala ela toda empolgada.

— Prazer, Clara. — Fala e sorri. — Então, Clara, eu quero ver seus filhos. — Digo.

— Espera, você tem filhos? — Pergunta, surpresa.

— Sim, tenho dois. São gêmeos. — Explica ela.

— Ai, meu Deus, quero ver. — Agatha adora crianças.

Fomos até a mãe de Clara, que estava brincando com as crianças. Quando Emmily me olha, ela corre e pula no meu colo. Acho que ela gostou de mim.

— Oi, meu amor. — Dou-lhe um beijo. — Nossa, como você está linda.

— Obrigada, tia Camille. — Ela me chama de tia, e é a coisa mais fofa. Ela estava vestindo um vestidinho florido rosa e branco, a coisa mais fofa. — Titia, quem é essa moça? — Pergunta, apontando para Agatha.

— Esta é minha amiga Agatha. — Explico, e ela sai do meu colo e vai para o colo de Agatha. Que menina esperta, gente. — Clara, você tem certeza de que ela tem 6 anos? — Pergunto a Clara, e ela confirma com a cabeça. — Ela é muito inteligente e esperta.

— Posso te chamar de tia? — Pergunta, com sua voz doce.

— Eu também posso? — Pergunta Pedro, agitado.

— Claro, que podem, meus amores. — Fala Clara, feliz. — Ganhei um sobrinho e uma sobrinha, só falta você, Mille. — Fala, me olhando maliciosamente.

— Pode parar. Entre mim e ele, não vai acontecer nada. — Falo.

— Quem garante? Quem sabe você não se apaixona por ele? Vocês dois juntos são tão fofos.

— Ela tem razão, quem garante que você não se apaixonará por ele? — Falam elas, e fico sem saber o que dizer. Elas têm razão. Quem garante que eu não começarei a gostar dele? Saio dos meus devaneios quando Nícolas toca minha cintura, fazendo-me dar um pulo de susto.

— Se você aparecer assim do nada, me assustando, vou ser uma viúva no dia do meu casamento. — Falo, ameaçadora.

— Ok, foi mal. — Fala, levantando as mãos em rendição. — Aliás, vocês viram a Layla?

— Não, só a vi durante a cerimônia. — Falo, olhando em volta.

— Isso não é bom. — Diz ele.

— Por quê? — Pergunto.

— Porque quando ela some, é sinal de que vai aprontar. — Explica.

— Ou talvez esteja com algum rapaz. — Provoco, sabendo que Nícolas tem ciúmes de Layla.

— O QUÊ... — Ele grita, chamando a atenção de todos. A única coisa que consigo fazer naquele momento é rir da expressão dele. Ele ficou vermelho de raiva, percebendo que caiu na provocação. — Você ainda me paga. Vou me vingar por isso. — Diz, com um olhar perverso.

— Desculpa, queria ver sua reação de ciúmes. — Falo, rindo. Ele se aproxima mais de mim e diz:

— Fique esperta, vou me vingar. — Dá-me um beijo no pescoço, o que me faz arrepiar. Ele percebe e sorri antes de sair. Meu Deus, estou em apuros.

— Quer um lenço, amiga? — Pergunta Agatha.

— Hum? Quê? — Tento falar, mas não sai nada. Fico corada, e Agatha começa a rir.

Do nada, a música para e entra Layla, vestida de... Ai, meu Deus, ela não fez isso. Essa garota é completamente louca…

Meu Deus, eu achava que quando diziam que ela era doidinha, não estavam brincando, né? Ela está vestida com um pijama de unicórnio, mas o problema não é o pijama, é o fato de ela subir no palco improvisado e começar a cantar igual uma louca. Alguns convidados riem, outros estão assustados com a atitude dela. Eu, por minha vez, nem sei mais como respirar, de tanto rir. Pareço até uma hiena. Nunca pensei que ela tivesse tanta coragem. Nesse casamento, cheio de fotógrafos, amanhã vai dar o que falar. Nem quero ver a cara do senhor Anthony. Com certeza, ele ficará muito bravo com ela, mas parece que ela nem liga.

— Quem é essa doida? — Pergunta Clara, morrendo de rir também.

— É... É a irmã do Nicolás. — Falo entre risos.

— Meu Deus, essa aí é doidinha de pedra. — Diz.

Layla para de cantar e vem até nós com a maior cara de vitória.

— Meu Deus, você é muito louca. — Falo entre risos. — Gostei do pijama.

— Obrigada pelos dois elogios. — Fala.

— Bom, Layla, essa é Clara. — Apresento as duas.

— Prazer. — Fala Clara.

— Prazer é só na cama, satisfação. — Fala, fazendo-nos rir. Elas começam a conversar, e resolvo andar um pouco para cumprimentar mais alguns convidados que nem conheço. Depois de um tempo, começo a perceber a ausência de Nicolás e decido procurá-lo. Procuro por ele pelo jardim inteiro e não o encontro. Decido entrar na mansão, e quando entro, vejo-o conversando com um cara. Ele está de costas para mim, então me aproximo e dou-lhe um selinho.

— Estava te procurando. — Falo, olhando para ele. Ele está com a sobrancelha arqueada. Depois percebo o amigo dele. Esse aí é lerdo. O que me faz revirar os olhos mentalmente. Sim, consigo fazer isso. — Desculpa, eu estava aqui conversando com o Miguel sobre a viagem que ele fez a Nova Iorque e nem vi o tempo passar.

— Prazer, Camille. — Falo, cumprimentando-o.

— Prazer, Miguel. — Fala ele, dando um sorriso. — Linda sua mulher, Nic.

— Linda, né? Tive muita sorte. — Fala ele, me abraçando.

— Nem vem, Miguel. Eu sei que você sabe do contrato. — Falo com um sorriso vitorioso.

— Como descobriu? — Pergunta.

— Fácil. O Nicolás mente muito mal. — Falo, rindo.

— Isso temos que concordar. — Fala e ri.

— Obrigado pela parte que me toca. — Fala, fingindo estar ofendido.

— Vocês dois juntos são tão bonitinhos. — Já vi que esse Miguel não tem nada de sério. Ele é mais do tipo brincalhão. Ele é um moreno bem bonito, com olhos verdes claros. Se não estivesse casada, eu até pegaria. Mesmo sabendo que esse casamento é de contrato, eu não vou traí-lo.

— Affs, Miguel, quem te quer vai. — Fala, com cara de tédio.

— Já estou casando. Uma pena não ter encontrado ainda. — Fala indignado.

Assim que ele fala, Clara aparece, avisando que está na hora de jogar o buquê. Meu Deus, até isso eu tenho que fazer. Affs. Percebo que Miguel ficou de olho em Clara. Isso vai dar namoro, aposto que sim. Saímos e fomos até os convidados. Minha sogra anuncia que é hora de jogar o buquê. Vou para frente das mulheres e viro de costas. Antes de jogar, vejo Ag empurrar Clara para o meio, contra a vontade dela. Isso me faz sorrir, porque tive uma ideia. Me posiciono para jogar o buquê, taco e ele cai em cima de Clara. Como ela estava de braços cruzados, cai bem em cima dela. O olhar dela fica de surpresa. Vejo Miguel com um sorriso bobo. Ele estava indo na direção dela, mas parou e ficou olhando com um olhar triste. Olho para Clara e a vejo segurando Emmily no colo. Já sei, ele deve pensar que ela é casada. Chego perto dele e pergunto:

— Miguel, está tudo bem? — Pergunto, sabendo que não.

— Ela é casada? — Pergunta ele, sem tirar os olhos de Clara.

— Não. — Falo.

— Hum. — Ele fica um tempo sem falar nada. — Aquela menininha é dela?

— Sim, e o garotinho com a senhora também. Eles são gêmeos.

— E o pai das crianças? — Agora sua expressão muda para carinho. Ele olha para Emmily e Pedro com doçura. Quem vê pensa que ele é pai das crianças da Clara.

— Ele a abandonou quando soube da gravidez dela. — Falo.

— Nossa, ele era um canalha por não querer os próprios filhos. Caras assim me dão raiva.

Fico observando-o. Ele olha as crianças e Clara. Saio de perto dele e vou até Clara, que conversa com Ag.

— Oi, meninas. Clara, poderia vir aqui por um minuto? Quero lhe apresentar alguém. — Peço.

— Oi, claro, está bem. — Fala ela e me segue até Miguel, que está com um olhar espantado. Dou um sorriso para acalmá-lo. Chego até ele e vejo os olhares trocados entre os dois. Clara está com um olhar de análise, e Miguel, o mesmo. Ele revira os olhos, porque ninguém disse nada, então decido começar.

— Bom, Miguel, essa é Clara, minha amiga. E, Clara, esse é Miguel, amigo do Nicolás e agora meu amigo. — Falo e dou uma piscadinha para ele, que dá um sorriso amigável.

— Prazer. — Falam os dois juntos. Quão fofo isso é. Decido deixar os dois conversando e vou à procura de Nicolás. Vejo-o com Ashley. Percebo que ele está procurando alguém. Até que seus olhos encontram os meus. Ele está pedindo ajuda, dá para ver só de olhar para ele. Sigo até perto dele e dou-lhe um selinho, fingindo nem ver Ashley.

— Onde você estava, amor? Eu estava te procurando. — Falo, olhando para ele. Ele está com a sobrancelha arqueada. Depois percebo a ausência de Layla e decido procurá-la também.

— Estava cumprimentando alguns convidados. — Diz.

— Amor, vamos. Temos que arrumar as coisas para a nossa lua de mel. — Falo e vejo Ashley sair, pisando duro. Coitado do chão. — Camille e Nicolás? Bem, esse é o nosso presente para vocês. — Fala Sofia, nos dando uma carta. Quando abro, meu Deus, eu não acredito...

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Comments

Ana alice Idelfonso

Ana alice Idelfonso

estou adorando o livro espero ler mas com sua autoria!!

2023-08-23

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