"— Pai, não existe outra forma de resolver essa situação sem que eu precise me casar? — Pergunto, buscando alternativas.
— Sinto muito, minha filha. Infelizmente, não vejo outra solução senão declarar falência. — Meu pai responde com um semblante carregado de tristeza.
— Tudo bem, pai. Eu aceito me casar. — Falo, rendendo-me à realidade.
— Obrigado, filha. Lamento muito que você precise passar por isso, mas quero que saiba que te amo, independente de tudo. Estamos juntos nisso, OK? — Ele sorri com um alívio visível.
— Também te amo, pai. — Minhas palavras são seguidas por um abraço apertado, transmitindo meu apoio.
Meu pai é a pessoa mais importante da minha vida. Perdi minha mãe aos 16 anos, uma situação que muitas vezes afasta pais e filhos. No entanto, a minha relação com meu pai se fortaleceu. Ele sempre esteve ao meu lado quando mamãe estava viva, e agora estamos ainda mais unidos. Após a morte dela, houve um momento em que ele parecia se afastar, passando dias inteiros trabalhando e chegando tarde em casa. No entanto, com o tempo, as coisas mudaram. Minha mãe era de uma família rica, herdando a empresa dos pais. Após sua morte, meu pai assumiu o negócio, mas por alguma reviravolta triste, a empresa está à beira da falência.
Quanto a mim, meu nome é Camille de Almeida Cooper. Tenho 21 anos e estou estudando medicina. Tenho uma melhor amiga chamada Agatha, que sempre foi como uma irmã para mim. Atualmente, moro em São Paulo, Brasil. Sou filha única e estou disposta a me casar para ajudar meu pai. No entanto, a verdade é que eu não desejo me casar neste momento. Quero concluir minha graduação e seguir minha carreira. Estou me sentindo jovem demais para casar agora. Claro, quero casar eventualmente, mas no meu tempo e com a pessoa certa.
— Vou organizar um jantar para que você possa conhecer o seu futuro noivo e ter uma ideia de como será esse "casamento" — Diz ele, fazendo aspas com os dedos ao falar sobre o casamento.
— Tudo bem, eu concordo. — Respondo um tanto hesitante. A ideia de me casar com alguém que nunca vi antes me deixa nervosa. Isso definitivamente não parece normal. Como é possível casar com alguém que nunca sequer encontrei?
Meu pai deixa o meu quarto e eu fico deitada na cama, refletindo sobre tudo o que está acontecendo em minha vida. Meu olhar se perde no teto até que meu celular interrompe meus pensamentos. Pego o aparelho e vejo a foto de Agatha piscando na tela, indicando que ela está me ligando. Atendo a chamada.
— Oi, minha querida! — Ela fala cheia de entusiasmo.
— Oi, Agatha. — Respondo, sem muita animação.
— Uau, você parece um tanto sem ânimo. O que aconteceu? — Ela nota meu tom de voz abatido.
— Sim, aconteceu algo. — Respondo com a voz trêmula.
— O que foi, amiga? Parece algo sério. — Sua preocupação é palpável.
— Bem, é que... eu vou me casar. — Digo, e a palavra "casar" soa estranha em meus lábios.
— Espera aí, você falou mesmo? Você vai casar? Como assim? — Ela parece quase gritar de surpresa.
— Sim, é isso mesmo. Vou me casar. — Digo com um toque de resignação. — Vou explicar melhor, mas por telefone é complicado. Preciso de um tempo para assimilar tudo.
— Certo, mas você promete que vai me contar tudo nos mínimos detalhes depois, certo? — Ela soa mais tranquila, mas determinada.
— Prometo, Agatha. Vou te contar tudo o que quiser saber. Até logo. — Desligo o celular e volto a encarar o teto do meu quarto.
Como será que esse casamento vai acontecer? E como será o meu "noivo"? Espero que ele não seja chato ou muito mais velho do que eu. Confio que meu pai não permitiria que eu me casasse com alguém muito mais velho. Pelo menos tenho essa esperança. Passo horas deitada no meu quarto até que finalmente decido descer. No andar de baixo, encontro meu pai acompanhado por outros dois homens. Um deles aparenta ser muito mais jovem que meu pai, enquanto o outro é claramente mais velho. Ao completar a descida, percebo que eles notaram minha presença. Observando mais atentamente, o senhor parece ter por volta de 50 anos, e o outro, cerca de 27. O homem mais jovem está me encarando há algum tempo, o que me faz corar involuntariamente. Meu pai intervém, quebrando o silêncio constrangedor.
— Antony, quero que conheça minha filha, Camille. — Meu pai faz as devidas apresentações.
— É um prazer conhecê-la, Antony Grey. — Cumprimento-o, aceitando o aperto de mão oferecido. — E este é Nícolas, meu filho. — Antony se vira para o outro homem.
— Prazer, Camille. — Nícolas sorri de maneira amigável.
— O prazer é meu. — Respondo, notando uma certa malícia no olhar de Nícolas, embora só eu pareça ter percebido isso.
— Filha, este é o seu noivo, Nícolas Grey. — Meu pai anuncia, e minha surpresa é clara. Parece que vou me casar com um homem incrivelmente atraente. Pelo menos alguma coisa positiva está acontecendo.
— Vamos conversar no escritório então. Fiquem à vontade para se conhecerem melhor. — Antony sugere e parte, seguido por meu pai.
— Há algum problema, garota? Vai se vender por dinheiro? — Nícolas questiona com raiva, o que me deixa furiosa, pois ele parece acreditar que estou me casando por interesse financeiro. De certo modo, há um aspecto de verdade nisso, mas não da forma que ele está imaginando.
— Escuta, eu não estou me vendendo. Se vou me casar, é para impedir que a única lembrança que tenho de minha mãe vá à falência. — Respondo, elevando um pouco o tom de voz. Ele continua a me encarar, sua expressão me causando um arrepio desconfortável.
O jantar com eles transcorre sem problemas, exceto pelo fato de que Nícolas não tira os olhos de mim um segundo sequer. Meu pai me explicou um pouco sobre esse contrato, que terá duração de um ano, e que inclui várias regras, sendo a mais crucial delas a fidelidade. Se um de nós trair, o contrato será anulado e o traidor terá que pagar um milhão de reais.
Subo para o meu quarto e fico mexendo no celular até que o sono finalmente me domina."
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Adryelle de jesus😍
só esta faltando fotos
2025-03-12
0
Slimezinho
Comecei agora e já estou adorando
2023-08-26
1