Marido Ciúmes Paris

Paris, uma cidade que sempre quis conhecer, mas nunca tive oportunidade. Depois que mamãe morreu, não tive mais ânimo para ir, ainda mais sozinha. É claro, tinha o papai, mas devido ao trabalho dele, não podia ir, mesmo ele sendo o chefe... Só que não acredito que estou na cidade do amor com uma pessoa que eu não amo loucura, não? Isso me deixa um pouco triste sei lá, só achei que se um dia eu viesse pra cá, eu viria com a pessoa que eu amo. Clichê, né? Está certo, ele pode ser a melhor pessoa do mundo para estar aqui, mas não sei por que estou feliz de estar aqui com ele. Só que não vou admitir isso pra ele. Bom, estou triste por não estar com o meu "grande amor" na cidade do amor.

Fico olhando as várias casas, lojas, lanchonetes, etc., passando diante de mim. Aqui é muito lindo. Não vejo a hora de explorar essa cidade maravilhosa. Sabe por que esse é um dos lugares que sempre quis conhecer? Porque minha mãe falava muito daqui. Ela falava sobre como a vista da Torre Eiffel é linda, ou como o Museu do Louvre é magnífico. Quando ela falava desses lugares, via-se um brilho nos olhos dela que me encantava. Um lugar que ela mencionou muito foi a Catedral de Notre-Dame. Ela me disse que quando ela e papai tirassem férias, iríamos todos para Paris.

Quando eu era mais nova, adorava ver mamãe e papai juntos. Era lindo como eles demonstravam amor um pelo outro. Os olhares deles um para o outro eram a coisa mais linda. Eu sempre dizia para mamãe que quando me casasse, queria que meu casamento fosse igual ao dela, cheio de amor. Ela me olhava com carinho e dizia que, mesmo diante das dificuldades, eu seria feliz com a pessoa que eu amo. Na época, não entendia o que ela queria dizer com isso, mas agora entendo. Muitas pessoas achariam isso estranho, mas eu sempre tive inveja do casamento de mamãe e papai. Claro, uma inveja saudável, sem mal nenhum. Ela sempre me contava como conheceu papai. Eu pedia várias e várias vezes para ela me contar. Pensando agora, entendo quando ela disse que, mesmo diante das dificuldades, eu seria feliz. Ela passou por dificuldades no começo da relação com papai. Ela me contou que o conheceu quando ela tinha 19 anos e ele 21. Ele trabalhava como jardineiro para pagar a faculdade de Administração. Ela admirava muito ele por trabalhar para pagar a faculdade e para ajudar a manter a casa de repouso da avó. Calma, ele não internou a avó por vontade própria. Foi por ordem médica. Nessa casa de repouso, tinha tudo que ela precisava para mantê-la viva, já que ela tinha uma doença que não lembro o nome. Mamãe dizia que toda vez que ele ia trabalhar, ela pegava um livro qualquer e ficava na varanda de seu quarto, de onde tinha vista para o jardim e para o jardineiro (risos). Desde jovem, minha mãe já era travessa. Bom, o tempo foi passando, eles foram conversando, até que começaram a descobrir o amor que ambos sentiam e começaram a namorar. Mas, claro, nem tudo são flores. Sempre há alguém ou algo para atrapalhar. Mamãe disse que meu avô não apoiava a relação deles. Achava que meu pai só queria aproveitar dela e do dinheiro... Meu avô era cabeça dura. Depois de muito tempo e muitas coisas acontecendo, finalmente ele viu que eles se amavam. Terminaram os estudos, se casaram e tiveram eu. Mas não vou entrar em mais detalhes sobre o casamento dos meus pais. A história é longa. Mesmo minha mãe tendo vivido pouco, posso dizer que eles foram muito felizes.

— Camille... Camille — saio dos meus devaneios com o Nicolás me chamando.

— O que foi? — pergunto.

— No que você tanto pensa? Deixa-me adivinhar — ele finge dar uma pausa. — Ian Somerhalder, Grant Gustin e talvez Zac Efron acertei, Camille? — Ele pergunta com um certo tom de raiva e ironia.

— O que você tem? Meu Deus, nós nem somos casados de verdade, então não precisa ficar com todo esse ciúme — falo já brava.

— O quê? Quem disse que estou com ciúmes de você? — ele pergunta, claramente nervoso.

— Sei lá, não está com ciúmes, né? — pergunto com uma certa ironia.

— Por que eu estaria? Você não é ninguém para mim — ele respondeu assim que ele terminou de falar, saí do carro em frente ao hotel onde iríamos nos hospedar.

— Camille... Camille — ele continua falando, mas finjo não ouvir não estou afim de falar, ele para de falar e vai pegar a chave do quarto, meu Deus o quarto! Me esqueci desse detalhe, mas uma coisa eu sei: não vou dormir com ele na mesma cama ele pega a chave e vamos direto para o elevador por um momento, ele fica quieto, até que decide abrir a boca novamente.

— Olha, me desculpa — finge que nem ouvi. Só que ele me vira e me prensa na parede, segurando meu braço.

— Camille? Camille, por favor me desculpa eu não queria dizer aquilo é que... — Não deixo ele terminar.

— É o quê, Nicolás? Vai falar que saiu sem querer ou que falou sem pensar? — É a mesma coisa.

— Tem como calar a boca ou parar de gritar? — Ele pergunta já nervoso.

— Não, não tem você não manda em mim, — falo ainda gritando de repente, ele para o elevador e fica me encarando, merda como não pensar que é o meu fim.

— Não vai ficar quieta não? — ele me pergunta de um jeito que me arrepia, Claro que ele percebeu. Que merda.

— Não, você não é ninguém para mandar em mim. — Ele levanta a sobrancelha com uma certa ironia. — Eu sei que estamos casados, mas sei lá.

— O que sou? Sou seu marido e posso fazer você calar a boca rapidinho.

— Duvido. Prove — falo.

Mais populares

Comments

Arisu75

Arisu75

Que emoção, cada capítulo é uma surpresa!

2023-08-21

3

Matilda

Matilda

Esta história é uma obra-prima, estou emocionada.

2023-08-21

1

CantStopWontstop

CantStopWontstop

Incrível como essa história me emociona.

2023-08-21

1

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!