Ciúmes na boate (Nícolas e Camille)

Levar Camille para a Torre Eiffel foi uma ideia de última hora. Eu já sabia que quando chegássemos em Paris, ela iria querer sair, então passei a viagem toda pensando em algum lugar para levá-la. A ideia só surgiu quando vi um panfleto no hotel, indicando vários lugares para jantar. No entanto, havia um lugar especial que se destacava: o jantar na Torre. E não, eu não estou interessado em Camille de uma forma romântica. Quero dizer, somos apenas amigos, e acredito que ela pensa o mesmo. A noite de ontem foi muito divertida. Depois de jantarmos na Torre Eiffel, ficamos observando a cidade e depois dançamos ao som de um violinista que tocava excepcionalmente bem. Conversamos sobre várias coisas e a noite foi realmente agradável.

Levanto-me do sofá e vou diretamente para o banheiro para fazer minha higiene depois vou para a cozinha, onde encontro Camille preparando o café da manhã observo sem que ela me perceba, até que ela se vira rapidamente e me assusta, me fazendo soltar uma gargalhada incontrolável.

— Do que você está rindo? Não tem graça. - Ela diz, cruzando os braços na altura do peito.

—Na verdade, tem graça sua expressão foi hilária. - Falo entre risos.

Camille me lança um olhar mortal e volta ao que estava fazendo. Sento-me em uma mesa alta e continuo observando-a se movimentar de um lado para o outro.

— Eu não sabia que você cozinhava. - Comentário.

— Pois é, há muitas coisas que sei fazer e você não sabe. — Ela se vira para me encarar e dou um sorrisosinho malicioso ela joga um pano em cima de mim.

— Ei, não é isso que você está pensando. - Ela protesta, e eu levanto as mãos em sinal de rendição.

— E no que eu estava pensando, senhorita Camille?

— Você sabe muito bem, mas não vou dizer isso enfim, o café está pronto.

Desço e me sento junto a ela olho para a mesa e percebi que ela fez um ótimo trabalho, passamos toda a manhã conversando descubro que, quando Camille estava no primeiro ano do ensino médio, ela era uma garota dedicada aos estudos, quase uma nerd e no meio do bimestre, uma garota nova entrou em cena – essa garota se tornou sua melhor amiga e a transformou Camille ela passou de uma garota nerd que era constantemente zoada (nas palavras dela) para uma mulher determinada, que não abaixaria a cabeça para ninguém, fiquei emocionado com a transformação dela.

— Então, o que faremos hoje? — Pergunto a ela, que está deitada no outro sofá.

— Hum... Que tal visitar a Catedral de Notre-Dame? — Ela pergunta animada.

— Ok, vou me arrumar. - Responda e vou para o banheiro tomo um banho relaxante, faço minha higiene, visto uma calça preta e uma blusa branca justa por cima, coloco um sobretudo e dou uma bagunçada no cabelo finalizo com um pouco de perfume e saio do banheiro, esperando Camille sair do quarto não demora muito, e uau, ela está linda e ao mesmo tempo sexy.

— Nicolas?

CAMILA

— Nicolas? - o chamo novamente, e ele parece sair de um transe.

— Sim, hum... você está linda. - Ele me olha de cima a baixo, confirmando o que disse, o que me faz corar.

— Obrigada hum, você também está ótimo. - Responde, ele estende o braço eu pego e saímos. Estou usando um vestido um pouco apertado na parte de cima, um pouco rodado na parte de baixo, com meia-calça preta e botas de cano baixo. Por cima do vestido, use um sobretudo bege que vai até os joelhos.

Saímos do hotel, pegamos um táxi e fomos à Catedral ela fica a poucos minutos do nosso hotel no caminho não consigo parar de olhar a vista de Paris, é realmente lindo aqui penso que um dia quando tiver filhos quero trazê-los para visitar esse lugar.

Chegamos à Catedral e entramos com nosso guia Nicolas não diz nada, mas posso ver a respeito em seu olhar, o que me deixa feliz. Durante todo o passeio não consigo entender uma única palavra do guia pois estou absorvendo cada detalhe da Catedral é um lugar incrível que me traz uma sensação de paz.

— Camille, você está bem? - Pergunta Nicolas, e faço que sim com a cabeça ele olha para a frente e em seguida volta o olhar para mim. - É que desde que saímos, você não disse uma palavra sequer.

— Ah, sei lá Isso aqui é tão incrível que eu simplesmente não tenho palavras para descrever.

— Eu entendo quando vim aqui pela primeira vez, fiquei da mesma forma, sem palavras.

— Espera, você já esteve aqui antes? - Pergunto incrédula.

— Sim, quando eu tinha uns 16 anos. - Ele dá de ombros.

Depois de sairmos da Catedral, fomos a um restaurante e em seguida passamos pela cidade foi uma experiência incrível Paris é realmente linda. Amanhã de manhã, iremos embora, mas Nicolas decidiu que vamos a uma balada que terá aqui esta noite e estou muito ansiosa, após explorarmos praticamente toda a cidade voltamos para descansar antes da noite de hoje.

Nícolas

Termino de me arrumar e vou para a sala esperar a Camille terminar de se arrumar fico sentado esperando que ela termine, passa meia hora e ela não sai do quarto decido ir até lá quando me levanto para procurá-la, ela aparece e fico impressionado, ela está deslumbrante em um vestido preto curto ela está linda e sexy ao mesmo tempo, não entendo como ela consegue.

— Uau. - Fico sem palavras.

— O que foi? Está estranho? - Pergunta ela, passando a mão no vestido como se estivesse amassado.

— Não, não longe disso você está linda. - Falo.

— Obrigada você também está lindo. - Ela fala, corando.

— Hum, vamos então? - Pergunto, e ela assente.

Fomos de táxi mesmo que eu não vá beber muito não demora muito para chegarmos à festa assim que nos aproximamos, já dava para ver as pessoas nas esquinas e na porta da festa já sabia que estaria lotado, pois é uma das melhores baladas da cidade.

Pago o táxi e vamos em direção à entrada como somos convidados VIPs, não esperamos muito para entrar, já que a fila dos VIPs não está grande, entramos e nos dirigimos ao bar para pegar uma bebida pego uma tequila e uma água para a Camille, já que ela não quer beber ficamos em uma mesa conversando terminamos de beber e a convido para dançar ela aceita na hora, e vamos para o meio da pista começar a dançar algum tempo depois, Camille diz que vai ao banheiro resolvo voltar para a mesa enquanto ela vai.

Vou até o bar, peço mais uma tequila e volto para a mesa até que uma moça vem na minha direção e se senta sem ser convidada.

— E aí, gato, sozinho? - Pergunta ela.

— Não. - Falo simplesmente ela apoia o braço na mesa e exibe o decote, dando uma bela visão de seus seios.

— Hum... está com um amigo? - Ela tenta fazer uma voz sexy, mas soa engraçado.

—Não... estou com minha esposa. - Falo, dando um gole na tequila. - E se fosse você, iria saindo daqui. Se ela te ver, é bem capaz dela te tirar pelo cabelo. - Falo calmamente, embora com vontade de rir.

— Ah, não sabia que era casado. - Ela fica um pouco sem graça.

— Pois é, e muito bem casado. - Fala Camille, aparecendo ao meu lado.

— É, desculpa, não sabia que era casado, como disse antes. - A moça parece constrangida.

— Bem, agora já sabe pode ir andando. - Camille fala de forma brusca.

A garota sai e Camille me olha com um olhar furioso.

— Quero ir embora. - Ela diz.

— Mas por que? - Pergunto.

— Porque eu quero, Nicolas, e pronto.

Levanto e seguimos até a saída no estacionamento, chamo um táxi e voltamos para o hotel ao chegarmos, pago o táxi e sigo para o elevador Camille entra comigo, mas ela está muito quieta decido quebrar o silêncio.

— Por que está com raiva? - Pergunto, virando-a para ficarmos cara a cara.

— Eu não estou com raiva. - Ela parece um pouco magoada.

— Então, o que é que você tem, Camille?

— Eu não tenho nada, Nicolas. - Ela já parece um pouco estressada.

— Então, por que está tão estressada?

— Eu não estou estressada, Nicolas. - Ela responde, um pouco irritada.

— Sei, por que está toda estressadinha. - Falo, provocando-a.

— Idiota. - Ela fala e me dá um tapa no ombro. - Eu não estou com ciúmes, hum.

— Sim, está com ciúmes da garota da boate.

— Você não é nem um pouco convencido, né?

— Não, agora admite você estava com ciúmes pode falar. - Chego perto do ouvido dela e falo baixo. - Não vou contar para ninguém.

— Eu não estou com ciúmes, okay? - Ela dá tapas em mim.

— Então, eu posso pegar o número da garota da boate e ligar para ela. - Falo, pegando um número, mas esse não era o número da garota.

— Pode pegar, nem ligo. - Ela dá de ombros.

— Então tá. - Começo a digitar o número falso e aperto para ligar. - Oi, tudo bem? Estou bem também queria te fazer um pedido... - Meu celular é tirado da minha mão e jogado longe.

— Se você ousar ligar para essa garota de novo, eu acabo com a sua vida. - Ela me ameaça.

— Nossa, se isso não é ciúmes, então o que é? - Falo, me aproximando dela.

— Nã-não, eu não estou com ciúmes. - Ela gagueja. Chego mais perto dela e estava prestes a beijá-la quando o elevador se abre e ela sai na minha frente, desfilando e cara, essa garota vai acabar com o meu psicológico.

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Comments

Odailma

Odailma

O livro tá tão bom, que não estou vendo erro ortográfico nenhum!

2024-12-27

0

Elis

Elis

🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

2023-09-28

0

tom

tom

Gosto que não tem muita enrolação

2023-09-03

2

Ver todos

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