A festa foi muito legal, tirando a parte de conhecer a Ashley, affs, que mulherzinha mais vulgar é essa? Já não gostei dela. Agatha casou-se ontem, mas ela vai para a lua de mel depois do meu casamento, que será daqui a três dias. Agora ela está aqui no meu quarto, me dizendo que após o meu casamento, ela vai viajar para outro país, porque os pais do Oliver precisam dele para cuidar da empresa.
— Não acredito que vou te perder. — Falo e a abraço bem forte.
— Você nunca vai me perder. — Ela fala, alisando o meu cabelo. — Você é e sempre será minha amiga irmã, eu te amo. — Ela fala, chorando.
— Também te amo muito. — Falo entre lágrimas.
Agatha e eu passamos a tarde toda juntas. Vou sentir muita falta dela, pois ela sempre esteve comigo em tudo. Nos conhecemos no primeiro ano do ensino médio, mas é como se nos conhecêssemos em outra vida, louco né? Mas ela é como uma irmã de outra mãe. Lembro-me quando nos conhecemos naquela época. Vamos dizer que eu não era muito de me enturmar com as outras garotas. Era o primeiro dia de aula e estava com medo de ninguém querer ser minha amiga. Nos outros anos, claro, eu tinha uma amiga, mas ela tinha se mudado. Então passei a ficar sozinha. Estava entrando na escola, vendo várias garotas conversando e rindo. Fiquei um pouco triste por ninguém vir falar comigo. Abaixei a cabeça e comecei a andar de cabeça baixa, quando uma pessoa apareceu na minha frente com um grande sorriso.
— Oi, me chamo Agatha. Quer ser minha melhor amiga? — Ela fala, eufórica, com um sorriso enorme.
— Isso é normal, sair nomeando uma pessoa que você não conhece como melhor amiga? — Pergunto.
— Não sei, acho que sim. — Fala pensativa. — Mas sei que se você aceitar, vamos ser melhores amigas para sempre. Então, aceita? — Pergunta, esperançosa.
— Se eu aceitar, posso ficar maluca igual a você? — Pergunto, sorrindo.
— Minha fia, é claro que sim. — Fala ela.
— Então... hum — Finjo estar pensando, olhando para a cara dela de esperança. — Okay, eu aceito ser sua melhor amiga. — Assim que falo, ela pula em cima de mim e começamos a rir, chamando a atenção de todos.
Sinto saudades do ensino médio. Foi uma experiência incrível. Pena que não podemos voltar no tempo para reviver esse tempo. Seria ótimo. Saio dos meus devaneios com a Agatha me chamando.
— No que tanto pensa? — Pergunta ela.
— Em quando a gente se conheceu. — Falo.
— Belos tempos. — Fala ela, pensativa. — Eu disse que nós iríamos ficar melhores amigas para sempre. — Fala, convencida.
— Claro, como eu iria saber que uma estranha apareceria na minha frente pedindo para ser minha melhor amiga e dizendo que seríamos amigas para sempre? — Falo, sarcástica. Ela pega um travesseiro e joga em mim, e eu pego outro e jogo nela. E vice-versa. Parecemos duas crianças brincando, mas não ligamos. E assim passamos a tarde brincando, conversando e relembrando da nossa infância, mesmo nos parecendo duas crianças de 21 anos.
O resto da tarde foi assim, como se estivéssemos voltadas no tempo do ensino médio. Assistimos a várias séries e filmes, comemos bastante. Essa foi a melhor parte: a brincadeira. Falamos sobre nossas vidas, como mudaram do ensino médio para cá.
— E aí, vai continuar fazendo Psicologia no Canadá? — Sei que vou ficar triste com a ida dela, mas isso vai ser bom para eles. Só espero que ela seja feliz.
— Vou, e além disso, consegui um estágio. — Fala ela, feliz. Fico muito feliz por ela. Ela é muito boa em dar conselhos e em ouvir as pessoas. Então, ela se dará bem em Psicologia.
— Parabéns, você merece. — Falo, abraçando-a. — Vou sentir falta dos seus conselhos.
— Ai, amiga, não me faz sentir mal por estar te deixando aqui. — Fala ela.
— Desculpa, amiga, longe de mim fazer isso. — Falo e fico abraçada a ela.
— Que tal irmos ao shopping? — Sugere ela.
— Acho uma boa ideia, vamos aproveitar enquanto você está aqui. — Falo, me levantando e indo até o closet. Pego uma calça apertadinha e uma blusa cropped, me visto, arrumo meu cabelo e passo uma maquiagem bem leve. Pego minha bolsa e estou pronta.
— Pronto, vamos? — Falo e vejo ela rindo. — O que foi, garota, pirou é? — Essa daí é biruta.
— Nunca vi você se arrumar tão rápido. — Fala, entre risos.
— Ei. — Taco um travesseiro nela. — Eu nem demoro tanto assim.
— Claro que não, quem disse que você demora? — Falo, irônica.
— Affs, chata, vamos logo. — Falo.
Fomos para o shopping, fizemos compras, assistimos filmes e claro, comemos. Se você não sabe, comida é vida, e Nutella também. Ficamos até umas 17:00 no shopping. Depois fomos embora, pois a Agatha tinha que organizar umas coisas para a viagem. Hoje foi muito legal passar a tarde com ela. É a melhor coisa, pois com ela, eu choro, rio, é sempre uma alegria. Disso, vou sentir falta, e muito. Mas ela me disse que vai me visitar e que na formatura dela é para eu ir, mesmo que seja de ônibus. Maluca, né?
Chego em casa, e o Sr. Anthony está na sala com meu pai.
— Boa noite, minha filha. — Fala meu pai.
— Boa noite, pai. Olá, Anthony, tudo bem? — Pergunto.
— Olá, Camille. Tudo sim. E por favor, sem o Sr. — Fala ele, dá um sorriso, e faço que sim com a cabeça. Peço licença e subo para o meu quarto. Tomo um banho, coloco a minha roupa de dormir, pego um livro que amo desde os meus 16 anos. Chama-se "Cinderela Pop", é uma trilogia e amo os três livros. Começo a ler o livro e acabo pegando no sono.
Hoje é o dia do meu casamento. Só quero que este dia passe rápido. Eu só desejava que meu casamento fosse real, que estivesse me casando por amor, mas não. Estou me casando por um contrato, um maldito contrato. Vou me casar apenas porque é o desejo do meu pai. Aqui estou eu, olhando para mim mesma no espelho com este lindo vestido. A mãe de Nícolas tem um bom gosto. Este vestido é belíssimo. Fico olhando por mais um tempo e, sem perceber, uma lágrima escapa.
— Querida, por que está chorando? — Pergunta ela com uma voz doce.
— Só lembrei que minha mãe sempre quis me ver em um vestido de noiva. — Falo em parte, é verdade. Minha mãe sempre quis me ver em um vestido de noiva, mas eu não estava chorando por isso. Eu queria contar por que estou chorando, mas ela não sabe que este casamento é um contrato.
— Mesmo que ela não esteja aqui conosco, ela estará te observando, seja lá onde estiver. Então, vamos parar de chorar para não borrar a maquiagem, ok? — Ela fala e arranca um sorriso de mim. Arrumo minha maquiagem e termino o que tenho que fazer. O casamento não será na igreja; será no jardim da mansão Grey, que é enorme. Termino de me arrumar e fico conversando com Sofia e com Agatha. Depois de um tempo, Sofia desce para chamar meu pai, e fico conversando com Agatha. Escuto uma batida na porta e mando entrar. Meu pai aparece em seu típico terno azul.
— Nossa, minha filha, como está linda. — Fala ele, e vejo seus olhos brilharem. — Está parecida com sua mãe quando se casou.
— Obrigada, pai. O senhor também está muito elegante. Quem sabe não arruma uma namorada? — Falo, brincando.
— Não, ninguém nunca substituirá o amor de sua mãe. — Meu pai, depois que mamãe morreu, não quis mais se casar. Ele dizia que amou e amará apenas uma mulher. Tentei fazê-lo mudar de ideia e ter um novo relacionamento, mas não consegui nada. E ele sempre repetia a mesma coisa: "Ninguém nunca substituirá o amor de sua mãe". Ele estende o braço para mim, e pego, começando a me levar até o jardim onde acontecerá o casamento. Quando chegamos perto do jardim, começa a tocar "A Thousand Years". Amo essa música. Agora que começo a chorar de verdade.
Nícolas
Hoje é o dia desse maldito casamento. Não quero me casar, mesmo sendo de mentira. Claro que Camille está lindíssima, mas quero ser livre, sair, me divertir. Saio dos meus devaneios com alguém me chamando. Sigo até a porta e abro, encontrando minha mãe com um lindo sorriso no rosto. Sinto-me mal por estar enganando ela. Ela sempre foi uma boa mãe, e agora estou mentindo sobre uma coisa séria.
— Oi, mãe? Está tudo ok lá em baixo? — Pergunto.
— Está tudo bem lá em baixo. Só vim chamá-lo para descer. Sabe que quem chega atrasado é a noiva e não o noivo. — Fala ela com um tom brincalhão.
— Ok, mãe, já vou descer. — Falo.
— Não acredito que meu filho está se casando. — Fala ela com lágrimas nos olhos.
— Ei, não vai borrar a maquiagem. — Falo, brincando.
Fico mais um pouco no quarto e, depois de uns 10 minutos, decido descer. Desço e vou direto para o jardim, onde estão os convidados. Cumprimento algumas pessoas e, logo em seguida, vou conversar com meu pai. Uma coisa que eu não entendo é por que este casamento falso precisa de tantos convidados. Deveria ser mais formal. Termino de falar com meu pai e vou direto para perto do juiz de paz. Camille não quis que fosse um padre nem numa igreja. Ela também não queria que fosse num templo religioso. Estaria mentindo diante dele, não apenas diante dele, mas perante Deus também. Fico à espera de Camille, que está atrasada. Ironicamente, em pleno casamento de mentira, ela se atrasa. Escuto a música de entrada da noiva, que acho que é "A Thousand Years". Vejo Camille entrar com seu pai, em um lindo vestido de noiva. Olho para o rosto dela e vejo que está chorando. Muitos pensariam que é de alegria, mas pelo pouco que conheço Camille, sei que ela não está feliz. E eu não posso fazer nada. Ela chega perto de mim, dou um beijo em sua cabeça e ofereço meu braço para que ela segure. O juiz começa a cerimônia, mas tudo o que ele diz parece não ter importância. Percebo que Camille também não está prestando atenção. O juiz termina de falar, e um menininho com um terno aparece, trazendo as alianças. Pego uma e coloco no dedo de Camille, e ela faz o mesmo. Assim que ela coloca, o juiz diz que já podemos nos beijar. Sinto receio de fazer isso e acabo dando um selinho demorado nela...
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Atualizado até capítulo 26
Comments
Analú
Senti até o sentimento de preocupação dele pela tristeza dela
2024-03-17
0
#Dian#
Estou encantada com sua escrita, espero ler mais trabalhos seus!
2023-08-21
6
EatYourHeartOut
Incrível 🤯
2023-08-21
1