Queria ouvir que zueira era aquela no corredor, mas estava fechando um negócio com a metalúrgica Bevilacqua. Os pagamentos dos funcionários de lá serão feitos através do meu banco. E toda a segurança de lá de seus outros negócios também será feita pela minha empresa de segurança. Eu não poderia me dar ao luxo de ouvir o que acontecia ali, se o fizesse, eu perderia os lucros do negócio.
Hoje é sábado, o dia mais tranquilo da semana, não quis jantar, pedi somente um lanche para Tita. Ontem os pesadelos vieram assombrar novamente. Via a minha irmã como se fosse Flora e ela pedia socorro.
Isso tudo é uma droga, achei que me sentiria melhor depois de ter a filha de Lauro Hernández, mas a verdade é que não sinto-me em paz. A garota não come, não sai. Não sei o que fazer, se estou sendo negligente? Sim, sei estar! Talvez, eu ainda não tenha nada com ela por achar fascinante o fato de eu ter olhos vermelhos e ela ser ruiva.
Destino filha da puta! O meu maior trauma são os olhos e ela é toda ruivinha. Sacudi a minha cabeça com o pensamento de ver os pelinhos vermelhos de sua boceta. Ela é linda demais para ser um objeto de luxúria, se ela temer-me? Porra, eu tenho direito sobre todo o corpo dela, afinal, eu sou seu marido.
É uma porra mesmo, ter tantos pensamentos de uma só vez! Quer saber de uma coisa? Eu vou subir para o meu refúgio. Com tantas coisas acontecendo, eu acabei negligenciando um pouco a paixão da minha mãe e irmã. Abri a porta que dá para a escadaria e subi os degraus devagar para tentar espantar os pensamentos.
— Aqui não é lugar de pensamentos ruins!— Murmurei a abrir a porta para o terraço coberto pelos vidros. Aqui fica uma enorme biblioteca, um escritório com banheiro, tem o meu quarto de brinquedo, deixei de pensar sobre o local assim que parei em frente à estufa.
Segui até os vasos e quando toquei a terra para ver se estava muito seca me surpreendi ao ver que havia água.
— Alguém esteve aqui! Que merda, quem teria tal ousadia?— Resmunguei e peguei o molho de chaves, abri a porta que dá para o escritório, olhei cada canto e não vi ninguém.
— Na biblioteca? — Abri a porta e segui a olhar para todos os lados. — Está vazia, mas como? A água não se abriria sozinha!— Olho para o Puff e sobre ele tinha um livro, fui até lá a passos largos e peguei o livro" Como eu era antes de Você",
O livro estava marcado em uma página. O invasor deve querer fazer a continuação da leitura. Porra ainda ousou tomar as águas e meus Gatorades.
A porra da rampa, quem poderia ter? Não tem como subir aqui, teria que colocar algo e puxar a corda. A minha mãe nunca tirou o meu lugar de escalar e agora vejo que alguém o descobriu.
Karen, Nice, não… Flora! A única que não ditei as regras da casa. Ela irá me ouvir.
Coloquei o livro no mesmo lugar e sai vendendo azeite como dizem. Sem pegar um óculos para esconder os meus olhos, vi-me exposto. Por causa da garota intrometida terei que falar com os da casa!
Entrei para o meu escritório e sai direto no corredor dos quartos, puto da vida, abri a porta de Flora.
— Onde você está? Apareça agora, ou irá se arrepender. — Cuspi as palavras com ódio. Nada de vê-la no quarto, fui ao banheiro, no pequeno closet e nada de ver a garota. Sai do quarto batendo a porta.
— Karen… Karen…— Gritei a fazer eco no corredor.
— Senhor,eu estou aqui? — Karen abre a porta e abaixa a cabeça sem olhar em meus olhos como sempre faz.
— Onde está minha esposa?
— Eu não a vi, senhor Leander!
— Tem algum funcionário na casa, Karen? — fere muito saber que ela teme tanto olhar-me que chego a ranger os dentes. Sei desejar ficar pelo sexo e pelo meu dinheiro. Foda-se, que seja por isso! Dei um passo afastando-me dela. — Fiz uma pergunta, tem alguém na casa?
— Nice está na cozinha, senhor! — Não falei mais nada e sai correndo descendo os degraus de dois em dois. Como ela ousou tocar nas minhas coisas que eram a paixão da minha mãe e irmã? É uma sem noção intrometida mesmo. Assim que desci o último degrau corri até a cozinha.
— Nice, onde você está?
— Aqui senhor! — ela saiu de dentro da despensa. Observo a mulher magra de cabelos loiros, ela abaixa a cabeça e volta os olhos para o chão, sem encarar-me. Como dizem já sou vacinado desde pequeno com as pessoas fugindo do meu olhar. Mas essa não era a questão de estar aqui.
— Onde está minha esposa?
— Não sei senhor, eu não a vi!
— Será impossível que numa casa deste tamanho, onde vocês ficam de fofocas o dia todo, ninguém viu uma pequena garota?
— Senhor, eu não sei, talvez ela tenha fugido, já que não come nada e não gosta nem do senhor, nem daqui. Senhor, eu não quero falar demais, mas ontem ela falou que se pudesse voltaria para a casa dela!
— O que está a falar mulher?— Rosnei rangendo os dentes.
— Ela gritou aqui na cozinha quando dei-lhe o café matinal. Senhor, eu tentei agradar e ela jogou-me o café em mim! Foi tão humilhante, eu só estava sendo gentil e cumprindo o meu dever. — Mila falou com voz embargada parecendo querer chorar. Era só o que faltava ter que lidar com choro também?
— Não tem como ela sai…— calei-me ao lembrar que se ela tivesse ido para o lado de trás e se afastado da casa, ela poderia estar em perigo. Eu deveria deixar ela cair da ribanceira até o lago para aprender, só que algo dentro de mim, fez-me lembrar do sonho. "Flora pedia socorro." — Onde está Tita, e porque você ainda está aqui? — Tita faz o jantar e Nice sai depois que lava as vasilhas, mas se eu não jantei, o que ela ainda faz aqui? Penso, esperando uma resposta.
— Ela estava conversando comigo, senhor Leander, é por isso que ainda está na casa! — Karen chega falando atrás de mim.
— Certo, se estava conversando com você está tudo bem. Nice, vá embora e Karen vá deitar! —
Sai da sala e fui para a área gourmet, abri a porta onde ficam as botas e capas de chuva. Calcei as botas e coloquei uma capa para evitar molhar, paguei uma lanterna, liguei-a e sai rápido a seguir para o local afastado da casa.
— Se ela tiver caído deve estar nadando, merda, se ela tiver mor... — Balancei a cabeça espantando os pensamentos negativos a seguir caminhando sem parar um segundo nem para respirar. A chuva lava os meus rastros, nem tenho para onde olhar. A chuva caiu e com ela trouxe uma escuridão. Com a lanterna, eu olhava para todos os lados, em busca da pequena garota.
— Garota idiota!— Ouvi alguns gemidos masculinos, e a única coisa que pensei foi:
' Pra porra, será que estão usando a minha prioridade como motel?' Faço a pergunta e sigo a tentar ouvir onde ecoavam. 'E se for a…' Corri ao pensar que alguém poderia estar a abusar da minha mulher.
'Flora saiu, veio para cá e tinha alguém aqui, este viu minha esposa e está abusando dela! O pensamento fazia-me quase gritar de desespero. Nem eu toquei nela. Que não seja isso, por favor!'
Quanto mais eu corria mais longe os gemidos pareciam estar, só que não! Bati a lanterna e vi alguém de joelhos, eu conheço este sujeito. Segui devagar e passei, parei em sua frente, o homem estava de joelhos e segurava as partes íntimas. Então, era quem gemia?
— O que está a fazer aqui, Fernando?___
— Eu vim buscar Nice e vi sua a esposa, ow porra, como isso dói.
— Te fiz uma pergunta, caralho.
— A sua esposa estava correndo, segui-a e fui atingido por um homem que estava perseguindo-a. Leander, a sua esposa corre perigo, perdoe-me, eu fui atingido, não pude ajudá-la!
— Onde? Fale-me agora Fernando, onde ela foi?— Passei a mão no meu rosto já entrando em pânico e em desespero!
— Siga em frente, ela correu para lá, mas ele foi atrás, tenha cuidado, Leander, ele é um homem grande.
— E eu o que sou?— Perguntei e ouvi seu riso insuportável.
— Um gigante de pedras! Vá e tome cuidado!
— Sai daqui Fernando! — Ele assentiu e conseguiu levantar.
Corri para onde ele havia falado e com a lanterna eu buscava ver um dos dois. Tenho que mandar cercar esta imensa área, mas como farei com o rio? Droga, isso é para os engenheiros, não é hora de se preocupar com isso!
— Não por favor não!— Ouço a voz de Flora, girei a lanterna para os lados.
— "Flora, cadê você?" — Gritei, porém não ouço uma resposta. Merda, talvez ela pense que sou outro perseguidor. Então só restava gritar:
— "Flora, sou eu, o Leander, o seu marido, de olhos cor violentas!"
— "Leander, o meu marido, Aaaaahhh…"— Corri ao ouvir o grito pouco a frente.
— Não, não, por favor não! — Falei quando o meu pé derrapou, quase caí ribanceira a baixo. Levei a mão à cabeça e quase chorei pelo meu atraso.
"Não posso aceitar, nem acreditar que a Flora caiu no rio!
...****************...
Continuação com Flora…
Obrigada aos que estão a ler, e... Beijos no coração ❤️❤️❤️
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Atualizado até capítulo 85
Comments
Ana Maria Cabral Ferreira Dos Passos
autora que estória cativante
2025-02-17
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Antonia Da silva Peixoto
puts a história e essa pessoal estou a delirios
2024-03-20
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Van Faquini
me desculpe mas um homem frouxo assim ninguém merece , o cara nem presta pra saber o que acontece na sua casa .....merece sofrer sozinho e ser explorado por suas amantes , essas sim mandam nesta casa pelo que vi 🙄
2024-03-17
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