— Leander, Leander, socorro…— Fernando imita a minha voz com zombaria. — Ele não vem para este lado querida, Leander é um homem que trabalha demais para dar importância a você!
— Por favor, as minhas mãos estão doendo. Solte-me para eu subir.
— Solte as suas mãos. Flora você está segura em meus braços. — Eu sabia que ele estava olhando embaixo do meu vestido. Isso é muito vergonhoso.
— Que visão maravilhosa. Essa bocetinha escondida debaixo desse pano é tudo que desejo ter! — Diz com a voz embriagada pelo desejo. Queria um buraco para enfiar a minha cabeça. Preciso fugir desse assediador, preciso de ajuda…
— Leander por favor… Ahh…— é a última coisa que consigo falar antes de ser puxada com tudo e soltar a corda. Nos braços de Fernando encontro-me e agora?
— Não adianta gritar, os seguranças ficam afastados da casa. Leander está ocupado e com certeza está a usar os fones de ouvido. Aqui é muito grande e ninguém ouvirá você gritar. Nice está a conversar com a Karen ! Somos só eu e você! Sabe, Florinha? — Estou travada nos braços dele, a mão dele tapou minha boca. — Eu senti que você não levou a sério as minhas palavras, a Nice relatou que você não ficou desesperada como uma garota normal, mas eu garanto que ficará.
— Hum-hum… Ssssss… — tento falar sim. Queria que ele entendesse que não afundei na depressão, eu tinha uma casa enorme para explorar. Fernando está a pressionar o meu corpo. O que será de mim?
O pânico e o medo fazem as lágrimas quase caírem, porém eu segurei-as. Não posso chorar, ele não merece ver o meu desespero.
— Uma garota tão linda que não teme um homem como eu, é insulto, não acha?— Fernando seguia por trás da mansão, eu não havia ido até ali, não sabia onde iríamos chegar. As nuvens pesam, aqui é um lugar onde a chuva cai do nada. E se chover? Céus, será mais difícil para eu conseguir salvar-me dele. — O que seu pai falou com você, Flora, e não minta?— Tentei menear a cabeça em negativo. O que meu pai tem com este senhor? Nem sei por quanto tempo ele andou comigo, senti as primeiras gotas da chuva cair sobre nós. — Uma boa noite para chover não acha? — eu não conseguia olhar para trás e ver onde estava a casa, só via a luz da lua, e meu destino trágico à frente.
— Ai, Não, por favor, não…— Implorei assim que ele jogou-me no chão e pela pouca luz eu vi que ele a abrir a calça.
— Eu disse que ser o seu primeiro? Garota imbecil, eu sou um homem que cumpre a palavra dita.— Arrastei-me tentando afastar dele, mas Fernando juntou o meu rabo de cavalo puxando-me para ele.
— Ai, está machucando, o meu pai não falou nada, deixe-me ir, por favor.
— Agora que estamos aqui, eu não posso te deixar ir! É uma questão de honra.
— Senhor, se tocar em mim, meu marido irá descobrir, eu não posso mentir para ele, eu irei... Ai... — gritei com o puxão forte que ele deu quase arrancando o meu couro cabeludo.
— Não importa o que diga, ele nunca vai acreditar em você, eu sou o funcionário que a irmã dele prezava. Sabe, Florinha, o Leander acredita que sou de confiança.
— Do que está falando? Aí, está machucando.— a chuva caia a molhar o meu corpo e a terra. Passei a mão em volta em busca de algo para defender-me. E um estalo vem à minha cabeça. A única coisa que tenho é a terra úmida, juntei somente um punhado bom de terra molhada nas duas mãos.
— Abre a boquinha, eu tenho algo para você chupar Ouça, como é a sua primeira vez, tem que chupar com carinho.
— Se colocar isso na minha boca, eu juro que irei te morder.
— Se você morder o meu pau. Eu quebro o seu pescoço e ninguém saberá que fui eu. Então, seja uma boa menina e tome o que eu irei dar.
— Tudo bem! — Assenti para ele soltar a minha cabeça, eu precisava estar livre, tinha que ser rápida no meu plano e correr o mais rápido possível para longe dele!
— Vou soltar você, faça tudo que eu mandar, tá bom?
— Tá bom, eu farei!— Assim que ele soltou-me, fiquei de joelhos com as mãos para trás. Tem que ser rápida Flora… um pulo, joga a terra nos olhos dele e corre... 1, ele puxa a cueca, 2, leva a mão dentro da calça, 3, é agora... Levantei-me rápido, dei um pulo abrindo as mãos e passando a terra nos olhos e em todo rosto dele.
— Vagabunda!— Ouço ele gritar e comecei a correr sem rumo. A chuva caía mais forte, mas isso não impede de eu salvar a minha honra. Eu não parei nem para respirar, continuei a correr. — Você não vai fugir, eu vou te comer. Vagabunda, eu vou acabar com você. Vagabunda, eu vou te pegar.—
Ele gritava e a voz parecia mais perto, as pernas dele são grandes e é mais fácil dele me alcançar. O meu coração estava acelerado pela adrenalina e todo o meu corpo estava em agitação.
No local não há mato alto, somente a terra, chuva e a sua imensidão. Merda e agora? Não tem onde esconder, só tenho que correr, o meu pensamento era só esse, até:
— Aaaaahhh…— Gritei com Fernando se jogando em cima de mim. O peso dele é muito, o impacto foi grande, eu senti minha costela sendo quebrada. …Ai… a dor é latejante, forte demais, o ar some dos meus pulmões e minha respiração falha.
— Eu te falei que não escaparia, sua puta desgraçada, queria cegar-me, né?—
… Ai… Murmurei com uma tapa que levei no rosto, não gritei mais nada, pois, não tinha forças nem para isso, as minhas costelas estavam a doer demais.
Novamente estava em suas mãos. Céus ajudem-me, preciso lutar, preciso sair daqui.
Salve-se Flora, antes que ele te mate. Ele está em cima de mim, o peso sufoca, porém o destino ainda deseja que eu salve a minha vida. A minha perna direita está entre as partes íntimas dele. Cadê a força para subir o joelho? Céus, dêem forças, alguém aí? Socorro…
— Não serei gentil, vai ser rápido e doloroso para. Você sempre foi minha! O seu pai é um maldito que deu-te a outro, se fosse André, talvez minha raiva fosse menos, mas Leander, isso é inadmissível.— Girei a minha cabeça e busquei controlar a respiração. Tenho que ignorar a dor. Preciso de forças. Ele terá que levantar para tirar o pênis para fora e será neste momento que... E como se ele lesse a minha mente, ele levantou.
— Toma desgraçado!— Com a força que os céus deram-me, chutei forte as bolas dele.
— Ai… Poorra! Filha de uma puta! — Fernando resmungou a fala e quando ele levou a mão onde eu havia ferido. Eu fiquei novamente livre.
— Desgraçado, eu não sou sua! — eu dei mais um chute no peito dele, afastei-o e com muito esforço consegui erguer o meu corpo. Comecei a caminhar abaixada com a mão na costela. Ferida, eu caminhava com dificuldade. — Por favor, alguém ajude! — enquanto eu murmuro, a chuva lavava em meu rosto as lágrimas que desciam. Dói muito, por favor alguém… nem sei o quanto consego afastar, mas senti medo novamente ao ouvir o grito de Fernando…
— Pica-pau, pegue-a agora! Eu já tinha armado tudo, você não voltará para Leander! Você é minha, vagabunda. — Olhei para os lados e não tinha ninguém, até…
— Não… — um enorme homem parou na minha frente. Esse seria o tal Pica-Pau? Céus, estou ferrada.
— Não se mova, será melhor para você. —
Deixei as lágrimas descerem e fechei os olhos, ainda segurando a cintura pensava:
Será que este será meu fim? Não, eu não aceito isso! Leander, onde você está? Ele não vem, vamos, pense em um jeito de salvar sua vida Flora…
...****************...
Continuação com Lean...
Obrigada aos que estão a ler, e... Beijos no coração ❤️❤️❤️
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Atualizado até capítulo 85
Comments
Anatalice Rodrigues
Ai que nervoso 😓. Capítulo tenso
2024-08-21
2
Karla Barbosa Marinho
que demora
2024-08-21
0
sasa
que aflição
2024-07-28
0