Sozinho no meu quarto, já de banho tomado e vestido somente com uma calça de moletom, eu observei da janela o movimento na tenda que mandei montar para a recepção! Ao meu entender estão lá, Nanda o marido e o filho, Tita e o marido Juarez, que é meu jardineiro, os porteiros Juan e Rômulo.
Rômulo é o filho de Tita e Juarez, ele é meu porteiro, cuida de toda segurança da casa, e como amigo faz vários favores para ajudar-me. Ele é de confiança, e está na pista com a esposa Mariana que é a minha lavanderia e a filha Yasmin de dois anos.
A música alta toca em ritmo dançante, imagino que os outros seguranças devem estar revezando para aproveitar a noite, se trouxeram namoradas ou esposas, eu não sei. Deixei de observar os que estão realmente felizes e olhei para o enorme quarto que ocupava sozinho.
Três andares e um terraço, esta é minha casa, com móveis luxuosos e uma solidão que não cabe dentro dos enormes cômodos. Tudo fica afastado, o chalé onde mora Tita e o marido, o chalé de Rômulo que fica ao lado do chalé dos pais. Minha mãe construiu o chalé mais afastado para eles terem privacidade. A família que ela amou e cuidou, a minha irmã amou, foi cuidado e cuidou. Eu fui cuidado por Tita e brinquei muito com Rômulo. Agora eu os cuido e eles cuidam-me. Eles são o que posso chamar família. Sentei-me, porém mesmo tendo duas mulheres na casa o silêncio é um calmante que por vezes causa agonia e isso não é calmaria.
— Porque estou a pensar isso agora? — Passo a mão no rosto e sinto a grossa aliança em meu dedo. — O que será que ela está fazendo? Bebendo, embriagando para aceitar o destino dela agora! Devo admitir que a baixinha tem garra, mas será que ela assustou com meus olhos e não quis demonstrar? Ela não viu a minha barriga, a enorme cicatriz causada pelo pai dela, se ele soubesse o quanto eu sofria por ter olhos violetas, ele não teria entrado na frente daquele carro e marcando também a minha pele. Até quando serei assombrado? As vozes das crianças ainda ecoam em minha mente... — Fechei os olhos e sinto a dor dos gritos " Leander tem olhos de besta fera, lá.. lá...", a música que nunca me saiu da mente ainda ecoa alto, fazendo o ódio crescer ainda mais dentro de mim. Merda! Soco várias vezes na cama como se isso aliviasse as vozes.
Odeio o Bullying, odeio o mundo, as pessoas são cruéis. O meu avô paterno foi cruel comigo, ele não me quis, sou rejeitado e tudo isso por ter nascido com olhos raros. Só eles amavam-me, a minha mãe, o meu pai e a minha irmã. Doía saber que o meu avô não gostava nem de saber de mim. Sou o neto rejeitado de olhos vermelhos sangue. A minha irmã afastou-se dele por mim. O infeliz morreu sem pedir-me nem desculpa. Porra, eu sou humano, tenho sentimentos. Por que o destino é assim? Os que amavam-me, os do meu sangue morrem, eles deveriam viver, não eu! Parece que estou destinado à solidão!
Ser feliz como, me fala porra? Tudo o que conheci foi o preconceito a maldade dos que deveriam ser meus amigos, e daquele que deveria me proteger das coisas ruins do mundo, o meu único avô negou-me! Essa é a minha vida, a solidão é minha companheira e eu gosto de saber que ela não pode me ferir. Deixo meus pensamentos de lado, ligo o aquecedor e fecho meus olhos. Preciso dormir só um pouco para acabar com as vozes lamento.
O sono não vinha, a mente não parava de borbulhar, sentei-me na cama pensando em como irei falar com Karen. Não sou bom nas palavras. Com ela também tive um momento humilhante, ela também mostrou-se temer os meus olhos.
— Inferno, eu nunca falei nada com ela, só fodi a mulher dia após dia!— Levantei a sair do meu quarto, segui pelo escritório, destranquei a porta e entrei para o corredor e abri a porta do quarto de Karen.
— Sou eu, não ligue a luz.— Sentei-me na beirada da cama dela.
— Pensei que o senhor não viria hoje, pois estaria em lua de mel?— As palavras saem amargas de sua boca.
— Não casei por amor Karen, não me tenho como um tolo apaixonado.
— Como será o nossos dias agora que casou?
— Não sei! Karen está livre para ir se quiser? — Ela ainda continua de costas para mim, respirando pesado.
— Eu não quero ir, aqui sinto-me segura. Não importa ser sua amante como sempre fui, se é isso que deseja saber?
— Você quem sabe. Essa é sua decisão final?
— Sim! Sei que tem uma esposa legítima, como disse antes, não desejo deixar-te.
— Tudo bem, você terá os mesmos privilégios da mulher que agora carrega meu sobrenome, não lhe tirarei nenhum benefício que já tem na casa!
— Obrigada senhor Leander! O senhor quer que eu lhe dê prazer? — Encarei a parede antes de dar-lhe uma resposta. Eu poderia esperar a festa acabar indo ao quarto de Flora e fazer valer a pena eu ter me exposto, poderia eu começar a usar o corpo da garota, porém… pela primeira vez na minha vida, não tenho uma resposta. Ir até Flora ou aceitar Karen? Desviei o olhar da parede…
— Você quer?— Talvez minha pergunta seja um jeito de agradar a mulher que aceitou ser minha somente para manter minha luxúria.
— Eu sempre quero senhor!— Afirma e vira-se para meu lado. O quarto escuro será mais uma vez testemunha de um sexo onde a luz nao pode jamais ser acessa. A mão dela passou pelo cós da minha calça e desce para meu membro, fecho os olhos e deixo que ela faça o que quiser com ele. Karen puxa meu pau para fora, o seu dedo passa na cabeça do meu pau e eu rosno querendo a boca dela chupando.
Parecendo ouvir meu pensamento, Karen deita-se na cama, segurando com as duas mãos o meu pau passa a língua na cabeça dele e suga para dentro, engolindo com vontade, fazendo meu corpo todo responder ao estímulo. Gemi baixinho sentindo meu pau crescer a cada subida e descida que ela dá mamando sedenta. Segurei a cabeça de Karen e joguei a minha cabeça para trás gemendo baixo. Movido pelo tesão, eu levantava o quadril empurrando meu pau até o limite de sua garganta, o que cabia se acomodava e ela não parava, sugava e me engolia com vontade. Fechei os olhos e involuntário vejo o rosto lindo de Flora. Engoli em seco ao imaginar a boca vermelha com o batom rosa que não escondia a cor original dos lábios da ninfeta …Hmmm… não consigo parar de foder a boca de Karen, comecei a gemer mais rouco com a imagem de Flora chupando-me agora. Quanto mais sua imagem invade a minha mente, mais rápido movo o meu quadril sem dar chance de Karen deixá-lo sair da boca. Os meus gemidos roucos ecoam e eu só vejo Flora chupando.
A cena da pequena faz-me começar a gozar e gemer mais alto. Karen tortura-me passando a língua na cabeça do meu pau dentro de sua boca e suga forte, puxando, já querendo tomar leitinho! A loira tem seus gemidos de prazer sufocados, pois está entalada com meu membro na boca. Segurei a cabeça de Karen e enterro tudo o que cabe e rosno já com o pau pulsando e dando as vibrações deliciosas, as convulsões no pau, a boca de Karen, sua língua trabalhando, os gemidos abafados, e com o desejo gritando por Flora eu gozo prensado a cabeça de Karen sem deixar sair. O meu pau vai dando espasmos deliciosos e minha porra jorra em sua garganta. Soltei a loira para ela respirar e enquanto puxo a respiração, tiro a pica da sua boca
Safada e gulosa por leitinho, Karen segura nas mãos o meu pau e passa a língua na cabeça dele limpando cada gota que ainda saia, a putinha ia engolindo com voracidade!
— Você é perfeita, Karen! Agora vá dormir!— ela deitou a suspirar alto.
— Não vai ficar mais um pouco comigo? Eu estou molhada e preciso do senhor dentro de mim! Por favor, fique! — Súplica com a voz doce carregada de tesão. Guardei meu pau antes de responder:
— Hoje não, mas prometo lhe recompensar!— dou um beijo em sua cabeça a levantar-me da cama. Não queria ficar, isso é estranho, tudo foi estranho demais? Já tive um boquete onde desejei que fosse Flora a chupar. Não quero foder Karen. Merda, que porra.
Saí do seu quarto, fechei a porta, comecei a caminhar pelo corredor e parecia uma merda de um ímã, eu parei em frente a porta onde presumo que Flora irá dormir. O meu desejo é abrir, porém a razão diz para não fazer. Encostei a testa na porta e engoli em seco lembrando do seu rosto, da boca dela e do gozo tão intenso que tive só pensando que a boca de Karen era a dela.
'Porra, não sou um idiota iludido apaixonadinho para ter estes pensamentos. Flora merece o meu ódio, o sangue dela é de Lauro Hernández. Ela também tem sangue assassino!' Sai de perto da porta e fui para meu quarto, dormir será o melhor que posso fazer agora!
...****************...
Continuação com Flora...
Obrigada aos que estão a ler, e... Beijos no coração ❤️❤️❤️
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Atualizado até capítulo 85
Comments
Teresa Cristina Santos De Souza
Olá autora primeira vez leio sua obra, interessante, gostei do conteúdo, parabéns, bem explicado o contexto.
2025-01-17
0
Anatalice Rodrigues
Eiita. Kkkk
2024-08-21
0
Nalva Batista
/Facepalm//Facepalm/
2024-02-13
5