Observo tudo à minha frente pronto para o evento que acontecerá e por fim vejo-me a sorrir como nunca. Hoje a minha vingança terá o seu início!
A morena para ao meu lado observando pela janela o espaço montado para o 'show'
— Isso é loucura, eu não acho isso certo! — Nanda organizou tudo mesmo contrariada pelo jeito que decidi fazer as coisas.
Nanda era assistente da minha irmã e agora é minha assistente. O que eu faço, ou que sou? É simples! Eu sou o dono de vinte bancos espalhados pelo mundo. Todos os bancos mundiais O'REILLY são heranças minhas! Tenho um prédio de cinquenta andares onde é a sede de todos eles. E Nanda ao lado do marido Dener são meus braços direito. Eu resolvo tudo trabalhando em home office, das minhas reuniões aos fechamentos com grandes e pequenas empresas são tudo feito pelo computador!
— Está feito Nanda, não voltarei atrás! —Digo e sigo para a mesa do meu escritório, tomo minha cadeira e ela senta-se na cadeira à minha frente, os seus olhos cor de mel ficam analisando-me com preocupação.
— Até quando sofrerá e se punirá?
— Olhe-me!
— Eu sempre olhei, tenho quarenta anos e te conheço há vinte anos dele, sua irmã, minha amada amiga falava tanto de você que aprendi a gostar de você mesmo sem te conhecer direito!
— Ele... aquele velho, a tirou de mim! — Bato na mesa irritado.
— Eu sei, acha que só você sofreu, Lean? — Encostei a cabeça na poltrona e olhei para o quadro dela na parede.
— Acabou, ela não voltará mais, eu terei minha vingança!— Nanda balança a cabeça em negativo.
— Lean, você deveria pensar em levar isso a sério e ser feliz, seria a vontade de seus pais e sua irmã. Lean, você tem olhos diferentes e uma cicatriz na barriga, isso não te torna um monstro, precisa de terapia.
— Olhe-me, Nanda! — Nanda, como sempre, não me olha com repulsa.
— Você é o mesmo para mim, um homem de dois metros, corpo sarado e viril. Um modelo lindo de capa de revista! É isso que eu vejo! Pare de viver no passado, as crianças que te chamaram de olhos de besta, eu garanto que nenhuma delas tem a beleza que você possui!
— Você deveria ser terapeuta e não minha assistente! — Ela dá um lindo sorriso antes de me responder.
— Dener às vezes fala o mesmo, mas nosso Dener Filho simplesmente ignora meus conselhos, filhos! — Fala e dá de ombros. — Está tudo pronto do jeito que você pediu, Lean.
— Ótimo, era tudo o que eu queria! Quero ver a cara do velho quando ver o que será da filhinha amada dele! — Nanda assentiu. — Conseguiu encontrar os papéis em nome dele?— mudei de assunto.
— Sim, estão arquivados! Lean, eu procurei e nem nas câmeras tem algo sobre quem mexeu nisso naquela época! Como alguém paga algo sem passar pelas minhas mãos?
— Pois é, isso é realmente estranho, porém benéfico ao mesmo tempo, afinal eu tenho tudo que é do velho em minhas mãos!
— Eu tenho que me ir, se não irei me atrasar para o acontecimento do ano! —Assenti e ela levantou e saiu fechando a porta e deixando-me sozinho novamente.
'Deveria pensar em levar isso a sério e ser feliz, seria a vontade de seus pais e sua irmã!' Relembro as palavras dela sorrindo amargo. Nem Karen conseguiu olhar em meus olhos por mais de dois segundos naquela noite que teve pesadelos, gritou como se eu realmente fosse um monstro. Imagine uma estranha? Dou um longo suspiro, duas batidas na porta.
— Entre!
— Senhor, está tudo pronto!
— Obrigado! Irei arrumar, você faça o mesmo!
— Certo, com licença!— o meu segurança sai do meu escritório e por fim eu levantei seguindo para a porta do meu escritório que dá para o meu quarto. Tirei minha roupa e adentrei para o banheiro, ao abrir o chuveiro senti a água caindo sobre minha cabeça, deixei a água morna cair sobre minhas costas sentindo o corpo relaxar.
— Porra, porque? — Olho pra a enorme cicatriz no meu corpo e toco. — Maldito seja aquele velho. — Sorrio de escárnio. — Como ele se sentirá ao ver seu mundinho perfeito ruir?—
Com este pensamento, decidi tomar banho. Lavei meu cabelo que está precisando de um corte, mas por enquanto não o farei. Passei o sabonete líquido na bucha e dei atenção ao meu corpo. Após enxaguar puxo a toalha e me seco, vesti o roupão e saí do banheiro. Tita deve estar vindo fiscalizar! Penso, e como estava certo duas batidas na porta me provam isso.
— Eu sabia que não havia se arrumado ainda! Tudo eu nessa casa, será impossível! — Tita ralha comigo como sempre o fez. Embora eu tenha dado tarefas às minhas duas amantes, tenho mais funcionários externos. A família de Tita mora a mais tempo que eu de vida nas minhas terras.
— Velha intrometida, eu não pedi sua ajuda.— Dou as costas para ela e a mesma me segue. Abro meu closet e passo o dedo nos vários ternos feitos sob medida e escolho um preto de duas peças.
— De jeito nenhum! — Tita toma o terno das minhas mãos e vai até os demais cabides.
— Tita diga-me qual seu problema com o preto? Meu dia, minhas escolhas. — A morena de cabelo grisalhos com seus 50 anos ajeita o óculos e seus olhos escuros me olham com ternura.
— Eu te criei seu ingrato! Irá com este e pronto!
— Porque mesmo depois que cresci não te demiti?
— Porque me ama e só eu sei cozinhar para você, agora veste isso! — entrega-me um terno de três peças azul marinho, bufei antes de o pegar.
— Eu deveria mesmo te mandar embora!
— Pare de falar e vá logo se arrumar. — A senhora fofinha sai do closet, vesti a cueca box, passei meus produtos de higiene corporal, antitranspirante e meu perfume, vesti a calça social, a blusa social branca coloquei para dentro. E dei atenção ao sapato social que usaria, após ter calçado passei a toalha para secar mais meu cabelo e peguei um elástico e prendi um coque samurai.
Eu deveria descer e socar o saco de areia para ver se essa raiva passa. Não, talvez fosse melhor levantar pesos até me esgotar. Bem, tarde demais para voltar atrás. Pego uma gravata e coloco.
— Você fica lindo assim! — Sorrio sentindo um nó se formar na garganta, após lembrar da voz doce da minha irmã no dia que eu me vesti para o único evento que aceitei ir com ela na época eu tinha 16 anos!
Ela ficaria feliz de me ver vestido assim hoje! Afrouxei a gravata que parecia me sufocar, levantei a cabeça para buscar ar.
'Ela não pode me ver vestido assim, porque um maldito velho a matou.' Saí a passos largos do closet, fui até a gaveta.
A peça principal do show estava ali, peguei-a e saí do meu quarto pela passagem da rampa. É hoje!
Que o ‘show’ comece!...
...****************...
Continuação com Flora...
**Obrigada aos que estão a ler, e ...
Beijos no coração ❤️❤️❤️
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Atualizado até capítulo 85
Comments
Anatalice Rodrigues
Vixe, estou na expectativa pra saber o que vai acontecer.
2024-08-21
1
sasa
que história.....
2024-07-28
0
Solange Lemos
boa história
2024-03-15
4