Eu não sei de onde aquela louca achou mesmo que vou embora, nem mesmo morta a Tàir vai me dar sossego? Se fosse para fugir eu teria ido com Neo, mas não posso, na verdade, nem quero.
Consegui perceber que Dìon estava escutando a nossa conversa e sinceramente me senti ofendida dele ter se assustado que eu que acertei o tapa na fuça daquela criatura.
Não vou permitir que ninguém venha pisar em mim, já bastou a Tàir ter feito aquele show todo antes, agora que eles já sabem de boa parte de tudo, não vou mais reprimir a minha verdadeira personalidade.
Durante esses dias Dìon não saiu do meu lado, eu cheguei até mesmo estranhar o fato dele não estar saindo com ninguém, eu queria muito que isso não me incomodasse.
Mas o meu sentimento por ele tomou grandes proporções e isso me assusta muito, Dìon não me dá uma direção do que ele está sentindo e pensando, as únicas vezes que ele demonstra é ciúme quando o seu irmão está perto.
Ele nem escondeu que escutou a nossa discussão, já que ficou trancado em se quarto o tempo todo. Resolvi tirar a tarde para mim e me cuidar, mas quem disse que consegui?
A minha mente estava sempre em Dìon e foi nessa hora que escutei a conversa dos dois e a passagem secreta também. Bom não somente essa, mas uma que dava direto na biblioteca.
Estava nas nuvens me sentindo a exploradora, mas essa alegria se desfez assim que voltava da biblioteca, a mocreia estava ali me esperando e não estava sozinha. Pior que para Dìon eu estava no meu quarto então não tinha para onde correr.
— Eu avisei que era para você ir embora, mas não, você resolveu se impor — a sua voz estava carregada de ódio e mais ao fundo um dos conselheiros do rei.
— Não sei do que você está falando — ameaço me mexer, mas um dos homens que estava ao seu lado nega com a cabeça.
— Mas é muito v@dia mesmo, achou mesmo que esse seu comportamento libidinoso não seria notado?
— Não fiz nada disso — os meus olhos percorriam o lugar procurando formas de escapar sem ser notada, mas seria impossível já que aquele conselheiro estava me olhando intensamente.
— Então como explica estar no andar do Rei? Vai negar na frente de todos que estava lá?
— Não lhe devo explicações Dìleas.
— Você não tem permissão para me chamar pelo primeiro nome sua escória — ela vem bufando de raiva pronta para me bater e infelizmente não posso revidar agora, mas antes que a sua mão toque no meu rosto Dìon a segura.
— Quem não tem permissão para estar aqui é vocês — a sua voz era firme e baixa, se eu não o conhecesse estaria com medo agora — Dìleas você está abusando da minha bondade que prometi a seus pais e não a você.
— Mas Dìon…
— Você não tem permissão para me chamar pelo primeiro nome — tive que morder a minha língua ou iria gritar aqui ao lado deles.
— Como explica então que essa funcionária qualquer tenha acesso a cômodos que somente você deveria ter — espera eu não poderia ir à biblioteca? Então por que Dìon me deixou livre por aqui? Espera ele me chamou de qualquer? Conselheiro ou não queria responder, mas Dìon foi mais rápido.
— Fìor não é uma funcionária qualquer, é a minha assistente que também foi vítima do atentado, devo a minha vida a ela, se não se lembra ela jogou o atirador contra a parede — o conselheiro se aproxima ainda me olhando como se fosse me matar, mas Dìon me puxou para ficar nas suas costas.
— Até onde fomos informados, ela é uma suspeita e deveria estar na cela…
— E você na sua casa, ou saem todos da minha frente, ou vocês que vão garantir uma estadia nas celas — raramente Dìon era rude dessa forma, mas não me importei, ele me defendeu e isso era o que me importava.
Assim que eles chegaram no final das escadas, os homens que estavam com a Dìleas perderam o seu posto diretamente pelo Bràthair, os dois homens tentaram alegar que estavam apenas cumprindo ordens do rei de retirar uma intrusa, pelo menos foi isso que Dìleas informou a eles.
Essa desculpa não colou, apenas piorou a situação deles, já que agora eles vão passar uns dias em interrogatório e nem preciso de detalhes para saber que eles serão punidos, isso sim.
— Onde estava? Não escutei a porta do seu quarto.
— Na biblioteca, fui pelas passagens secretas — o seu olhar assustado em fez sorrir — Descobri apenas algumas, inclusive uma dá no seu quarto, então não se atreva a usar.
— Mas você usou — ele tinha aquele sorriso arrogante no rosto e sem perceber acabo dando um tapa em seu braço — O que pensa que está fazendo?
Merda… mil vezes merda… dou alguns passos tentando me afastar dele, mas quando o seu sorriso aumenta sei que ele virá atrás, então a melhor coisa que posso fazer é correr.
Subi correndo aquelas escadas e fui o mais rápido que pude pelo corredor, mas para a minha surpresa a porta do meu quarto estava trancada, o pior foi lembrar que eu mesma havia trancado.
— E agora, vai correr para onde? — a sua voz estava mudando, afinal o seu Lycano estava assumindo o controle e isso não seria nada bom — Esse cheiro…
— Merda — sussurro mesmo sabendo que ele me escutou, já que o seu sorriso aumentou.
Aquela sua voz e ele me caçando estava me deixando excitada e agora definitivamente não era o momento, antes que eu pudesse pensar em algo ele me segura pela cintura me puxando contra outra porta.
Os nossos corpos estavam colados e claro que ele estava mais excitado que eu, mas assim que escutei barulhos no corredor o meu corpo gelou, a sua respiração no meu pescoço me lembrou com quem eu estava.
— A porta está trancada, ela deve estar lá embaixo ainda.
Não sei de quem é essa voz, mas antes que Dìon rosnasse eu colei os meus lábios no dele, os seus olhos que estavam azuis foram voltando devolvendo o controle para ele, mas ele não se afastou.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Josileia Chielle
O autora tudo és nota mil...um livro melhor que o outro.
2024-11-19
1
Valda Martins
Muito bom
2024-05-28
0
Rauana ❤
deu ruim pro lado dela agora kkkkk tô amando muito
2023-07-17
13