Observar Bràthair sair com a Fìor no colo não foi nem de longe a forma como eu queria terminar esse dia, mas algo não estava correto, nenhum dos dois foram afetados pelo meu comando.
— Levem a suspeita para sede — o meu comando fez Bràthair travar no lugar, os seus olhos deixaram claro que ele não gostou nem um pouco.
— Se tocarem na cisquinho podem se considerar mortos — o meu irmão não falava e sim rosnava, isso me deixou com mais ciúmes.
— Está contrariando a minha ordem? A ordem do seu Alfa? Do seu rei? — eu estava exagerando, mas os ciúmes estavam falando por mim.
— Longe de mim, contrariar os ciúmes da vossa majestade, mas como o responsável pela sua segurança eu mesmo vou cuidar da… Suspeita — a sua voz era amarga e contra o seu argumento eu não poderia fazer mais nada.
Os seus homens recolheram o homem de forma sorrateira tanto que quando me virei o local já estava limpo. Usando essa distração, Bràthair saiu na frente, ele não ousaria me desobedecer, mas deixou claro que não vai ser do meu jeito.
Assim que chegamos a sede, vou direto para a prisão onde Fìor deveria ser interrogada, mas como esperado nenhum dos dois estava ali. Eu precisava me recompor ou acabaria explodindo na frente de todos.
Alguns conselheiros vieram prestar o seu luto pela Tàir, mas eu nem lembrava mais dela, eles falaram mais alguma coisa que vou me arrepender de não ter prestado atenção, mas meu lobo estava assumindo o controle me forçando forçando sair dali.
Isso não era o comum, na verdade, a última vez que ele fez isso foi naquele baile, o mesmo que ainda tenho as minhas dúvidas se é mesmo a Fìor. Preciso entender ainda o motivo disso tudo.
Fui andando perdido nos meus pensamentos sem nem saber para onde estava até que bati contra a porta do quarto do Bràthair, não entendi de início o motivo de estar ali, mas quando o cheiro dela estava ali…
Acabei rosnando apenas com a possibilidade de a Fìor estar dentro do quarto do meu irmão, o meu lobo se agitou tanto que perdi quase o controle. A porta se abriu com tudo e parece que voltei no tempo, quando Bràthair me lançava aquele olhar, deixando claro que estou encrencado.
— Some Dìon.
— Não — encaro ele de volta, ou melhor, o meu lobo o encara de volta.
— Está fazendo muito barulho e ela precisa descansar.
— Ela é uma suspeita, deveria estar nas celas.
— Já perguntou para o seu lobo onde ela deveria estar?
— Minha — o meu lobo assumiu o controle novamente e empurrou Bràthair para sair da sua frente enquanto corria até a cama, as suas garras tocaram com tanto carinho os seus cabelos que eu cheguei a me assustar — Minha Ômega.
— Quem é você? — Bràthair se aproximou, mas teve que se afastar da cama, pois o meu lobo voltou a rosnar, não entendi a pergunta dele, afinal ainda sou eu.
— Ela ainda corre perigo, mas desta vez não vou deixar nada acontecer.
Volto a ter controle do meu corpo, mas não tenho nenhuma vontade de sair perto dela, Bràthair toca o meu ombro ciente que tem algo acontecendo, mas o que exatamente eu não sei.
Ele me explica que ela acordou quando chegou e chorou até dormir, isso explica o rosto inchado dela. Ainda quero descobrir o que ela falou e fez tudo aquilo, mas tudo mudou com a declaração do meu lobo.
— Tem noção que perigo é esse?
— O lobo é seu, como eu vou saber? — nem precisava olhar para ele para saber que estava rindo da minha cara — Ela não é perigosa.
— Você observou o que ela fez com os seus melhores homens.
— Eu sei Dìon, mas conheço outras pessoas que são muito ágeis e habilidosas, só me assustei — olho para ele, mas quando ele sorri que percebo que ainda estou segurando os cabelos de Fìor — Não que isso seja ruim, a cisquinho é muito mais que a sua assistente calada.
— Isso que preciso descobrir.
A pego no colo com todo carinho e cuidado pronto para sair do quarto, mas o meu irmão resolveu ser uma muralha na minha frente e saiu apenas quando apontei com a cabeça para ele me seguir.
Posso não saber o que está acontecendo, mas sempre confiei a minha vida nas mãos dessa criatura e não vai ser agora que vou começar a duvidar disso, só vou ficar em cima para descobrir o máximo possível.
Estava um andar acima e do lado oposto do quarto de todos, então quando fui nesta direção já tive que escutar as gracinhas do meu irmão, mas ele se silenciou quando apontei para o meu quarto.
Nem mesmo Tàir tinha permissão para entrar ali, os nossos encontros eram sempre feitos em um quarto a parte, o meu quarto era um lugar sagrado que apenas o meu irmão e alguns funcionários tinham acesso.
— Vai tomar um banho eu fico…
— Não, vá providenciar algo para comer, ela deve acordar com fome — o interrompo enquanto ajeito o seu corpo nas minhas cobertas.
— Dìon, me escuta por favor — ele me puxava para longe da cama, me obrigando para olhar nos seus olhos — Acredita mesmo que Fìor é uma ameaça?
— Acredito — os seus olhos começam a se encher de fúria — Ela destruiu toda a barreira que passei anos construindo, sinto que preciso proteger ela contra tudo e todos, o meu lobo nunca me causou problemas apesar da sua força… Merda Bràthair ele me permite até mesmo esconder a minha força e verdadeira forma, mas quando se trata dela — aponto para Fìor que agora se aninhou nas minhas cobertas — Ele perde completamente o controle.
— Já pensou que ela possa ser a sua companheira? Ou até mais que isso?
— Não, até sentir ciúmes dela estar no seu quarto — Bràthair explode em gargalhada e logo se cala enquanto nós dois olhamos para a cama com medo dela acordar.
— Vá tomar banho e depois eu vou providenciar a comida.
— A segurança…
— Vou cuidar disso, ninguém vai ter acesso a Fìor que não seja nós dois, e irmão — respiro fundo antes de olhar novamente nos seus olhos — Não sou ameaça para você, não nesse sentido pelo menos, mas vou fazer o impossível para manter o meu cisquinho bem e segura.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Ameles
a casquinho e como uma irmã pro seu irmão
2025-01-03
0
Santana Gomes
maravilha estou amando obrigado
2024-11-28
1
Josileia Chielle
Kkkk cisquinho é boa.
2024-11-18
0