Capítulo 19

Nos meses que se passaram eu passei a receber para o meu sogro, sempre que recebia não demorava muito a Paula vinha pegar dinheiro com, ele.

Meu marido e eu fazíamos as despesas do mês para ele, e seguíamos a vida.

Pagando sozinhos as contas da casa.

Meu sogro chegou perguntar quanto vinha de conta de água e luz que ele iria ajudar a pagar.

Na ocasião Logan disse que não era necessário ele pagar, pois estávamos dando conta de pagar.

Eu estava perto quando ele disse isso, e não concordei, porém, não disse nada.

Só quando estávamos sozinhos ele me revelou o porquê que não ia deixar ele ajudar:

— Diana pensa comigo, se ele ajudar ele vai querer pagar por cabeça e isso não é justo, sei que ele é sozinho, mas vive com a televisão ligada, não desliga nem para dormir.

— E outra, amor, ele não deixa a Paula vir muito, pois sabe que pagamos as contas, se ele passar a ajudar ele vai chamar ela direto para gastar e nos já conhecemos os gastos da minha irmã.

Ponderei que as razões de meu marido são boas e deixei para lá e todos os meses pagávamos a facada de luz e de água, o que aumentava quando ela vinha com a desculpa de faxinar a casa do pai.

Mas fomos levando.

Em uma ocasião ela passou uma semana na casa do meu sogro, pois seu filho tinha dado surtos pela falta da droga, então ela veio para que ele se acalmasse.

Quando fui saber o que na realidade havia acontecido, ela me contou que o Júnior tinha surtado, pois ela não deixou ele fazer mistura para ele e para os amigos drogados dele.

— Ele jogou as misturas no lixo e disse que se ele não comesse mais ninguém ia comer.

— E como se não bastasse ele pegou a chave, me trancou para fora, eu e o Mateus, sem escolha eu vim para cá, se não eu ia ficar na rua.

Fiquei com pena dela, mas me lembro de uma ocasião que meu marido Logan me contou, foi logo que ela engravidou do Caio.

Dona Luiza, a avozinha que hoje mora com Deus, disse para ela que ainda dava tempo que o bebê não estava formado, que ela tomasse um chá que ela conhecia, para descer a sua menstruação.

— Essa criança Paula será a sua perdição.

Disse ela, segundo meu esposo me contou.

Sem coragem ela não tomou e foi morar com o Caio, seu namorado na época e lá comeu o pão que o diabo amassou até seu filho nascer.

Logan também é contra o aborto, mas ele não discorda de sua falecida avó.

— Diana, a minha avó, Deus me perdoe falar tinha razão, as palavras dela se cumpriram esse menino está sendo a perdição da minha irmã.

Também sou contra o aborto, e me pergunto se na época a própria avó de meu marido não praguejou a criança que ainda estava em formação.

Olho para as minhas quatro filhas e levanto a mão para o céu por ninguém ter amaldiçoando e falado palavras duras durante as minhas gestações, nem mesmo quando me falaram quando a Eleonora nasceu com os pés tortos:

— Se Deus fez assim tem que ficar assim!

Eu como mãe não aceitei e fui procurar o tratamento para ela.

E hoje ao ver ela andando eu me considero uma verdadeira mãe, pois não desisti do tratamento na primeira dificuldade, embora fosse doido ver as crianças migrando do gesso para a bota e a minha ainda no gesso.

Quantos olhares inquisidores eu enfrentei.

Pessoas achando que eu tinha deixado a minha filha cair, ou que eu tinha batido nela.

Muitos desses pensamentos dessas pessoas me enojavam.

Jamais eu faria mau para um ser inocente e vendo a minha filha brincar eu sei que agi corretamente e se voltasse no tempo eu faria tudo de novo, pois ela merece ter qualidade de vida.

Em uma época quando ela ainda se tratava ma santa casa, o médico encaminhou ela para o neuro pediatra, dizendo que o PTC nunca vem sozinho. Claro que fui e lá o neuro pediu exames e disse que ela é esperta para a idade, minha pequena tinha um ano e dois meses.

O médico sorriu para mim e disse:

— Sua menina é bem aventurada, mãe dos males, sempre o menor.

— Mas não é um mau, com correção os pezinhos que formam um coração.

Abraço o meu marido Logan e lhe dou um beijo.

— Logan, cada um carrega a sua cruz, e a Paula buscou essa cruz, então ela tem que levar até ele se tornar maior de idade.

— O problema do Caio foi que a sua mãe não lhe deu educação, sempre lhe deu tudo o que ele quiz, e agora ele quer mais sempre mais e do mais caro e ela não pode dar e ele se revolta.

— Quanto a seu vício em drogas foi a falta de orientação, sua irmã era muito nova e desorientada quando engravidou dele.

Logan sorri para mim e emenda:

— Uma maçã nunca cai longe da macieira.

Eu já estou preparada para aguentar mais uns dias com a Paula e o Mateus no mesmo quintal, e espero ter sabedoria para passar por todas essas situações para que eu e Logan não tenhamos atritos.

Durante a noite fechamos a nossa porta, quando não estamos com vontade de conversar.

Mas na maioria das vezes conversamos no quintal até a meia-noite, ou mais.

Não posso julgar a Paula, afinal quem está colhendo o que plantou foi ela, mas também não posso negar um ombro amigo para ela desabafar.

E assim por várias noites eu e Logan conversamos com ela, para que ela desabafasse suas angústias.

Quando acalmou o próprio Júnior veio buscar a mãe, dizendo que estava com saudades para ela e o pirralho voltar para casa.

Foram embora, e dessa vez eu espero que eles se entendam, um filho não pode agir da forma como ele está agindo com a sua mãe.

Logan me dá um tapa no bumbum:

— Essa noite Diana será nossa, espere as meninas dormirem.

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