Sábado chegou e todos estavam na expectativa de chegar o caminhão de mudanças que levará finalmente as mudanças de minha cunhada para Atibaia.
Não mencionei antes, mas ela tem uma gata alaranjada chamada Mel, a gata é arredia,
pertencia a outro sobrinho meu o Vinícius, filho da Alessandra, mas por sua irmã mais nova ter bronquite alérgica, ele resolveu dar a gata para a minha cunhada, para que sua irmã caçula não parasse no hospital. A gata viva trancada no quarto de Vinícius não tendo contato com as pessoas, e acabou se tornando uma gata muito arisca, ela só via o Vinícius.
Bem, a gata está aqui e meu sogro tem ranço da gata que teima em dormir em seu guarda-roupa.
Quando a minha cunhada achou a casa para mudar, ele foi bem claro que ela devia levar a gata embora.
A Mel só se aproxima da gente quando está no cio, chega a ser engraçado, pois ela no cio roça as pernas da gente e deixa fazer carinho, em fim...
O caminhão de mudanças chega e minha cunhada, com meu esposo Logan e seu namorado Thiago levam as mudanças para o caminhão.
Estavam prontos para ir quando meu sogro levanta da cama e de bengala vai até a calçada já brigando:
— Você pode ir buscar a sua gata no guarda-roupa e levar junto, eu não quero essa gata arisca aqui.
— Não tenho condições de criar, você assumiu a gata e vai cuidar até o fim da vida dela.
Sem escolha, minha cunhada, enrola a Mel em um cobertor e a leva junto.
O caminhão de mudança sai e vejo o nosso sobrinho Caio, acenando do caminhão.
Logan e eu acenamos de volta e entramos, com a sensação maravilhosa de paz, não íamos precisar sempre interceder pela irmã dele quando o Caio entrasse em crise pela falta de drogas.
Conforme foram passando os meses, Logan foi arrumando a nossa casa, e a do meu sogro também, foram colocados os vidros que faltavam na janela e na porta, em nossa casa a porta de improviso foi retirada e colocamos uma porta decente, pintamos os quartos e a sala, arrumamos a cozinha e tudo está do jeito que gostamos. E nem eu, nem as minhas filhas, vamos olhar nunca mais para as paredes que eram pichadas e sempre as mesmas frases:
"Amor só de mãe", irônico, pois o Caio depois que se tornou adolescente nunca a respeitou, e outra frase que estava escrito naquelas paredes azuis, horrorosas:
"Aqui é 1533", uma frase que fazia referência ao Primeiro Comando da Capital.
Agora essas frases não mais existem nas paredes.
Minhas filhas têm liberdade para brincar no quintal, e a Eleonora está próxima de completar seu primeiro ano de vida.
Devido ao uso da órtese DB, minha pequena engatinha, e a ortopedista me explicou que ela pode tardar a andar, mas que vai andar.
Minha pequena se adaptou ao uso da órtese durante Vinte e três horas por dia, e na sua hora de descanso, ela engatinha livremente, sem a calda de peixe para dificultar.
Logan e eu continuamos com os corres, felizes por encontramos reciclados e vender, assim vamos proporcionamos o sustento de nossa família e honramos com as contas de água e luz.
Certo dia, uma sexta-feira, saímos e encontramos um, guarda-roupa de solteiro e uma pequena estante de madeira, em bom estado, bem na esquina de nossa casa, colocamos na garagem e saímos dando de cara com o caminhão da prefeitura que recolhe esses móveis.
— Mas um pouquinho que demorássemos a prefeitura ia recolher.
Menciona Logan, com um sorriso. Aquele dia para nós, foi produtivo e recolhemos materiais para vender no depósito do Maceió no dia seguinte.
No sábado de manhã fomos vender e para minha surpresa a dona do local que se chama Rose, chamou meu marido para trabalhar durante um mês com ela, havia acumulado muito material para ser limpo.
— Logan a Rose vai gostar de seu trabalho e vai te contratar.
— Você acredita mesmo nessa possibilidade?
— Acredito amor, pois você não brinca em serviço.
Do depósito da Rose fomos direto para, o mercado e fizemos a despesa do mês.
Estávamos na expectativa pela segunda-feira, meu esposo vai entrar as sete da manhã e vai trabalhar até as cinco da tarde.
Durante a noite, eu orei e pedi a Deus que abençoasse do Logan permanecer nesse serviço, pois emprego está difícil.
Me lembrei das várias vezes que fomos vender os reciclados com a nossa pequena Eleonora, pois não tínhamos com quem deixar, e se ela ficava com o vô, começava a chorar e nós a levávamos.
Talvez, seja por isso que a dona do depósito, escolheu o meu esposo entre tantas pessoas que iam vender material reciclado para ela.
De fato realmente chama a atenção um casal que vai vender os seus materiais com sua bebê pequena e acredito eu que foi isso que ela levou em conta.
Eu no lugar dela também levaria em conta esse fato, pois, é a família unida.
Nosso fim de semana foi tranquila e de sábado para domingo o Logan não conseguiu dormir, varou a noite tamanha é a ansiedade de começar a trabalhar.
Tomou seu café e as quinze para as sete da manhã saiu, e eu como de costume, cuidei da casa e no período da tarde levei as minhas pequenas na escola.
Normalmente quem me faz companhia a tarde para brincar com a pequena Eleonora e a Micaeli que estuda de manhã.
Ficamos juntas até as quatro e quarenta e cinco da tarde e saímos para buscar a Laise no bairro do Esplanada aonde ela estuda.
Sempre passamos na volta no parquinho, pois a Laise adora balançar e escorregar, brincar no gira-gira.
Laise brinca em todos os brinquedos, voltamos para casa e eu espero o relógio dar seis horas e busco a Larissa na escola que é cinco minutos de minha casa.
Estando as crianças em casa, eu animada faço a janta e espero o retorno de Logan do serviço.
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Atualizado até capítulo 27
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