Capítulo 14

Sábado chegou e todos estavam na expectativa de chegar o caminhão de mudanças que levará finalmente as mudanças de minha cunhada para Atibaia.

Não mencionei antes, mas ela tem uma gata alaranjada chamada Mel, a gata é arredia,

pertencia a outro sobrinho meu o Vinícius, filho da Alessandra, mas por sua irmã mais nova ter bronquite alérgica, ele resolveu dar a gata para a minha cunhada, para que sua irmã caçula não parasse no hospital. A gata viva trancada no quarto de Vinícius não tendo contato com as pessoas, e acabou se tornando uma gata muito arisca, ela só via o Vinícius.

Bem, a gata está aqui e meu sogro tem ranço da gata que teima em dormir em seu guarda-roupa.

Quando a minha cunhada achou a casa para mudar, ele foi bem claro que ela devia levar a gata embora.

A Mel só se aproxima da gente quando está no cio, chega a ser engraçado, pois ela no cio roça as pernas da gente e deixa fazer carinho, em fim...

O caminhão de mudanças chega e minha cunhada, com meu esposo Logan e seu namorado Thiago levam as mudanças para o caminhão.

Estavam prontos para ir quando meu sogro levanta da cama e de bengala vai até a calçada já brigando:

— Você pode ir buscar a sua gata no guarda-roupa e levar junto, eu não quero essa gata arisca aqui.

— Não tenho condições de criar, você assumiu a gata e vai cuidar até o fim da vida dela.

Sem escolha, minha cunhada, enrola a Mel em um cobertor e a leva junto.

O caminhão de mudança sai e vejo o nosso sobrinho Caio, acenando do caminhão.

Logan e eu acenamos de volta e entramos, com a sensação maravilhosa de paz, não íamos precisar sempre interceder pela irmã dele quando o Caio entrasse em crise pela falta de drogas.

Conforme foram passando os meses, Logan foi arrumando a nossa casa, e a do meu sogro também, foram colocados os vidros que faltavam na janela e na porta, em nossa casa a porta de improviso foi retirada e colocamos uma porta decente, pintamos os quartos e a sala, arrumamos a cozinha e tudo está do jeito que gostamos. E nem eu, nem as minhas filhas, vamos olhar nunca mais para as paredes que eram pichadas e sempre as mesmas frases:

"Amor só de mãe", irônico, pois o Caio depois que se tornou adolescente nunca a respeitou, e outra frase que estava escrito naquelas paredes azuis, horrorosas:

"Aqui é 1533", uma frase que fazia referência ao Primeiro Comando da Capital.

Agora essas frases não mais existem nas paredes.

Minhas filhas têm liberdade para brincar no quintal, e a Eleonora está próxima de completar seu primeiro ano de vida.

Devido ao uso da órtese DB, minha pequena engatinha, e a ortopedista me explicou que ela pode tardar a andar, mas que vai andar.

Minha pequena se adaptou ao uso da órtese durante Vinte e três horas por dia, e na sua hora de descanso, ela engatinha livremente, sem a calda de peixe para dificultar.

Logan e eu continuamos com os corres, felizes por encontramos reciclados e vender, assim vamos proporcionamos o sustento de nossa família e honramos com as contas de água e luz.

Certo dia, uma sexta-feira, saímos e encontramos um, guarda-roupa de solteiro e uma pequena estante de madeira, em bom estado, bem na esquina de nossa casa, colocamos na garagem e saímos dando de cara com o caminhão da prefeitura que recolhe esses móveis.

— Mas um pouquinho que demorássemos a prefeitura ia recolher.

Menciona Logan, com um sorriso. Aquele dia para nós, foi produtivo e recolhemos materiais para vender no depósito do Maceió no dia seguinte.

No sábado de manhã fomos vender e para minha surpresa a dona do local que se chama Rose, chamou meu marido para trabalhar durante um mês com ela, havia acumulado muito material para ser limpo.

— Logan a Rose vai gostar de seu trabalho e vai te contratar.

— Você acredita mesmo nessa possibilidade?

— Acredito amor, pois você não brinca em serviço.

Do depósito da Rose fomos direto para, o mercado e fizemos a despesa do mês.

Estávamos na expectativa pela segunda-feira, meu esposo vai entrar as sete da manhã e vai trabalhar até as cinco da tarde.

Durante a noite, eu orei e pedi a Deus que abençoasse do Logan permanecer nesse serviço, pois emprego está difícil.

Me lembrei das várias vezes que fomos vender os reciclados com a nossa pequena Eleonora, pois não tínhamos com quem deixar, e se ela ficava com o vô, começava a chorar e nós a levávamos.

Talvez, seja por isso que a dona do depósito, escolheu o meu esposo entre tantas pessoas que iam vender material reciclado para ela.

De fato realmente chama a atenção um casal que vai vender os seus materiais com sua bebê pequena e acredito eu que foi isso que ela levou em conta.

Eu no lugar dela também levaria em conta esse fato, pois, é a família unida.

Nosso fim de semana foi tranquila e de sábado para domingo o Logan não conseguiu dormir, varou a noite tamanha é a ansiedade de começar a trabalhar.

Tomou seu café e as quinze para as sete da manhã saiu, e eu como de costume, cuidei da casa e no período da tarde levei as minhas pequenas na escola.

Normalmente quem me faz companhia a tarde para brincar com a pequena Eleonora e a Micaeli que estuda de manhã.

Ficamos juntas até as quatro e quarenta e cinco da tarde e saímos para buscar a Laise no bairro do Esplanada aonde ela estuda.

Sempre passamos na volta no parquinho, pois a Laise adora balançar e escorregar, brincar no gira-gira.

Laise brinca em todos os brinquedos, voltamos para casa e eu espero o relógio dar seis horas e busco a Larissa na escola que é cinco minutos de minha casa.

Estando as crianças em casa, eu animada faço a janta e espero o retorno de Logan do serviço.

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!