Capítulo 15

Meu esposo chega cansado do primeiro dia de trabalho, mas feliz foi lhe pago o dia e ele, vai trabalhar no dia seguinte.

As coisas não estão nada fácies, meu sogro não é aposentado ainda, e nós que pagamos as constas da casa.

Por muitas vezes compramos comida e bancamos o vício de cigarros.

Devido a nossa mudança e por ficarmos trabalhando com reciclados, meu marido Logan não conseguiu terminar de pagar o carro que comprou do pai e ele foi obrigado a devolver.

Após um tempo bancando cigarros, e outras coisas para o meu sogro.

Meu sogro resolve vender o carro ao qual meu esposo, Logan, havia pago dois mil e quinhentos reais.

Por ironia do destino, quem compra o carro é a sogra da minha cunhada, que está morando em Atibaia.

Meu sogro vendeu o carro para ela, cujo marido é peão de rodeios.

Soube por Logan que meu sogro vendeu o carro por cinco mil, e tanto eu como ele acreditávamos que meu sogro ia dar o dinheiro que meu marido pagou, como forma de ressarcimento, mas nos enganamos, ele nem tocou no assunto.

Continuamos pagando as contas e seguindo a vida.

Minha cunhada vinha aqui toda quarta-feira e passava o dia todo, até dormia na casa do pai, ficava com a luz a noite inteira acesa e gastava uma abundância de água e para ao arrumarmos confusão pagávamos os gastos extras calados.

Com o dinheiro do carro meu sogro conseguiu bancar as coisas para ele por algum tempo.

E dava dinheiro para a filha que sempre contava uma história da carochinha para que o besta lhe desse dinheiro. Soube um tempo depois que a conta do celular dela o besta do meu sogro pagava, e assim ela ia tirando aos poucos o dinheiro que meu sogro recebeu pelo carro.

Certa vez eu cheguei em casa cansada da viagem que fiz a São Paulo, acompanhar a evolução do tratamento da minha Eleonora e flagro minha cunhada na maior sem-sem-vergonhice lavando as roupas que trouxe de Atibaia na máquina do pai.

— Não se preocupe Diana, eu vou ajudar com a água e com a luz.

Coisa que eu sabia que ela não irá fazer, pois é sempre o mesmo.

Naquele dia, após ela ir embora, eu tive uma briga feia com Logan, pois é injusto nos pagarmos as contas para a bonita da irmã dele sair lá de Atibaia para lavar as roupas aqui.

Logan, que nunca tinha gritado comigo, gritou que a minha alma gelou:

— Não, posso, fazer nada, a casa é do meu pai.

— Então é assim, eu não vou pagar mais merda nenhuma de conta Logan, não é justo a gente batalhar para deixar as contas em dia e ela vir aqui lavar a roupa na máquina que pode muito bem lavar na mão.

Fui assistir à televisão e o Logan na força do ódio cortou o fio.

— Se não quer pagar, você também não vai usar, entendeu?

Ele falava comigo gritando e mesmo fazendo força para não chorar as lágrimas desciam em meus olhos.

Encerrei a discussão com medo de assustar as nossas filhas que dormiam e fui dormir também.

De madrugada, percebi o Logan andando na cozinha, vi a luz acesa, mas não fui saber o que o incomodava, afinal, ele gritou comigo.

Eu estou muito chateada e mexida, e percebi que por mais que a família do meu marido seja errada, se eu falar a errada sou eu.

No dia seguinte ele sai para trabalhar cedo e nem vi ele sair, levantei por volta das nove e arrumei as meninas para ir há escola.

Eu sentia um clima muito tenso, uma energia muito negativa em casa.

Notei que Logan havia emendado o fio da televisão.

Pelo menos ele não me deixou sem distração.

Liguei e assisti à sessão da tarde, e as novelas do SBT, busquei as meninas na escola e preparei a janta.

Logan chegou o serviço e a janta está pronta e o café também.

— Como foi seu dia, Diana?

Ele me pergunta.

— Bom, respondi seca.

— Você viu que arrumei a televisão?

— Vi, sim, até assisti à novela.

Logan tenta puxar conversa comigo, mas eu sou birrenta e não quero papo.

Mas da mesma forma que eu sou birrenta, ele é insistente, então sentamos para conversar.

— Diana, a casa é do meu pai e ele sempre tratou a minha irmã como um bibelô desde pequena.

— Não vê que ele a chama de passarinho.

— Eu não quero saber Logan, o que interessa é que ela vem usa a água, a luz e depois nos é quem pagamos.

— Francamente Logan para tudo tem limite e eu já estou chegando no meu.

— Ela que vá lavar roupas na casa dela.

Logan sabe que eu tenho razão e que ele perdeu a razão no ato em que gritou comigo no dia anterior.

— Amor, seja mais compreensiva.

— Em relação ao dinheiro e contas ara pagar não dá para ser compreensiva, Logan.

— Você, favorece a sua irmã Logan e eu estou cansada disso, a gente só toma prejuízo.

Logan olha para mim com olhar empático, isso para mim foi irônico e eu tive a certeza quando ele disse:

— Esse assunto de contas acaba aqui, não quero saber, o assunto está morto.

— Firmeza, Logan, eu não quero brigar.

Naquela noite eu facilitei, pois percebi que não ia adiantar falar, pois o Logan com relação à família dele é muito cabeça dura.

Assistimos à novela da Record e eu como de costume assisti às séries da madrugada e fui dormir.

— Mo não esquece de colocar o celular para despertar, amanhã eu pego cedo no trabalho, vai ter retirada no depósito.

— Já coloquei, boa noite.

Dormimos e as sete da manhã o celular desperta, me levanto, cuido das higienes e faço o café enquanto o Logan se arruma para trabalhar, e eu sempre que ele sai peço para Deus que o seu trabalho se torne fixo para termos uma esperança para o futuro.

Que tenho certeza que será abençoado.

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Comments

Claudia

Claudia

As lutas não são fáceis, mais temos que ter paciência e confiar em Deus 🙏🙏♾🧿

2023-07-18

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