capítulo 4

A rotina de mãe é gratificante, mas às vezes judia da gente, como não confio minha filha de onze anos ir para a escola sozinha, e ela não tem coleguinhas para ir junto, eu a levo sempre com a Eleonora comigo. Linda, minha vizinha tem me ajudado muito, pois cuida para mim sem cobrar nada da Micaeli e da Laise, enquanto eu levo a Larissa para a escola, a distância é longa, ainda se houvesse um grupo de amiguinhas para ir talvez eu deixasse ela ir sozinha, mas não nem assim eu confio a ocasião faz o ladrão e eu acho que eu acompanharia o grupo como a adulta responsável, pois isso intimida os malfeitores. Eu sou aquela mãe de coleguinha legal, aquela que toda a criança quer estar perto, às vezes isso irrita a Larissa que fica com ciúmes de mim com as coleguinhas de escola.

Mas acabo contornado dizendo que ela tem a mim vinte e quatro horas por dia e suas amiguinhas só por algumas horas.

Minha rotina é difícil, mais tenho o apoio de Logan que me ajuda a lidar com as meninas e com o serviço doméstico.

Larissa tem uma amiguinha que se chama Ana Júlia mora na rua de casa e ela sempre vem brincar com ela, assim ela não fica sozinha, pois suas irmãs tem, sete, três e a pequena Eleonora de três meses, por terem idades diferentes às vezes as meninas não se entendem, e a Ana Júlia vindo em casa sempre brinca com a Larissa.

Hoje mesmo a Ana Júlia me perguntou se eu fui de ambulância para o hospital? Me contou que a mãe dela Joana foi de ambulância ganhar a sua irmã Tainá.

Sorri e disse que ia contar a minha aventura no dia que ganhei a minha caçula Eleonora.

Eleonora foi uma situação cômica, eu já sentia a barriga pesada na quarta-feira a noite, meu marido chamou a ambulância, era uma noite de quarta, fui levada para o hospital de campo limpo, naquela noite o Robson não pode me acompanhar, pois tinha que ficar com as nossas filhas que estavam dormindo.

Ao chegar lá fui atendida e o obstetra disse que o colo do útero estava fechado e que ele me veria na consulta de segunda, gostava muito do meu obstetra o Dr. Ary um senhor simpático, tudo bem na madrugada de quinta ambulância me levou de volta e cheguei em casa as duas da manhã.

Como a bebê não nasceu, eu e Logan aproveitamos para namorar um pouco. Claro que essa parte do namoro eu não contei para a Ana Júlia.

Dormimos de manhã, Logan foi trabalhar e eu comecei a sentir as contrações, pensei que seriam as de treino, fiz uma vitamina de banana para mim e para as meninas, e fui tomar um banho.

A dor começou a aumentar e eu chamei a Linda para ficar comigo, ela ligou para o serviço de meu marido que em meia hora estava em casa já.

Chamamos a ambulância, e não tinha ambulância. A saída foi chamar o seu Dirceu que é mecânico, como ele não podia sair, pois aguardava um cliente ele pediu para que o seu funcionário, me levar para a maternidade, e emprestou o seu carro.

 Ainda bem que não pegamos trânsito, se pegássemos trânsito a Eleonora nascia no carro.

Chegamos lá e eu ainda aguardei andando de um lado para o outro a emergência chamar, se sentasse a dor aumentava.

A emergência chamou a minha senha e quando o Dr. Ary me examinou já estava com dez de dilatação.

Internei e a pequena nasceu em uma quinta-feira no dia três de maio.

Ana Júlia achou a história bacana, e disse que a Eleonora não quiz nascer no carro. Rimos bastante, essa aventura do nascimento dela eu sempre vou me lembrar com carinho, Eleonora se o funcionário do seu Dirceu não estivesse no local, não haveria ambulância e nem quem que me levasse para o hospital, teria provavelmente nascido em casa.

Mas deu tudo certo e ela nasceu no hospital.

Contei a história para Ana Júlia e deixei ela brincando com a Larissa enquanto fui estourar umas pipocas para a gente comer acompanhada de guaraná.

Eu olho para a minha filha e ela é tão linda, já está ensaiando seus primeiros sorrisos.

Ela ama ficar no colo, mas prefere dormir em seu carrinho, na hora de mamar, graças ao bom Deus leite eu tenho, ela esvazia os dois seios, ela tem que mamar os dois se não, não dorme e em todas as mamadas, tem que ser assim os dois seios.

Após a sessão pipoca, o avô de Ana Júlia chamou ela para ir para casa e eu pedi para as meninas tomarem banho para esperar o Logan, como não tinha jogo na quadra do Lar ele voltaria para casa mais cedo.

Laise a mais novinha está aceitando bem a bebê já não tem ciúmes e está mais participativa na hora do banho. Como ela ainda tem três anos, quando ela pede para tomar banho na banheira eu deixo, afinal ela é um bebê ainda, ela brinca com as bonecas e se diverte. Assim ela não fica com ciúmes da Eleonora, para ela se sentir mais próxima da irmã eu deixo ela escolher as roupinhas que Eleonora vai por depois do banho, assim ela participa com os cuidados com a bebê e não se sente deixada de lado. 

Quando Laise quer segurar a Eleonora eu sento ela no meio da cama e coloco a Eleonor no colo dela, sempre com supervisão, ela mata a vontade e se sente a protetoras a irmã. Micaeli e Larissa também pegam a irmã em seus colos, mais a Micaeli tem medo e prefere ficar próximo à irmã quando ela está no carrinho.

Logan é um pai presente, ajuda nos cuidados com a menina, só não gosta de trocar as fraldas, mas quando é necessário ele troca para mim.

Aliás, acho que homem nenhum gosta de trocar fraldas.

Assim meus dias vão passando e a primeira vez que Eleonora vai por o gesso vai chegando, e eu conto os dias para saber como será.

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Comments

Aline Silva 🦄

Aline Silva 🦄

deveriam gostar, 😂😂😂😂😂 afinal eles precisam ter a primeira experiência do bebê fazer xixi neles no intervalo de uma fralda pra outra

2023-07-01

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