Eleonora nasceu, perto da metade do ano, e eu tenho, suas irmãs para levar para a escola, como meu esposo, sai a cinco da manhã para ir trabalhar no Lar Galeão, eu cuido de levar as pequenas na escola, Micaeli estuda no segundo ano do ensino fundamental no CEB Anísio Teixeira e levanta as seis da manhã para entrar na escola as sete, perueiras não passam em minha rua, apesar do bairro Jardim Paulista ser um bairro nobre ele é considerado área restrita, nem o correio faz entrega lá, nem os carteiros passam para deixar as cartas.
O Bairro é próximo à comunidade Vila Real, um lugar considerado boca quente em Várzea Paulista e assim como os correios tem medo as perueiras também, por esse motivo eu tenho que levar a minha pequena até o CEB que fica no jardim
América 2, a distância é grande, por isso levanto a Micaeli as seis da manhã, para ela cuidar de suas higienes, tomarmos café e sairmos.
Eleonora nos acompanha eu a encapoto, pois como Várzea Paulista é um lugar de muitas serras, a neblina e serração são muito baixas e constantes durante as manhãs.
Deixo a Micaeli no CEB e volto para casa para cuidar de meus afazeres e da Larissa e Laise.
As onze e quinze da manhã eu saio para buscar a Miacely com Eleonora, voltamos correndo, pois tenho que levar a Larissa para a escola, que também é longe a escola Idorotia de Sousa Álvares fica no bairro Jardim
América 3 e temos que a andar muito subir muitos morros e curvas, deixo a Micaeli em casa aos cuidados de uma amiga a Linda, e saio com Eleonora para levar Larissa, não deixo a bebê, pois ela ainda mama e a distância da minha casa para a escola é de quarenta e cinco minutos uma caminhada que realizo todos os dias para ir e voltar e depois para buscar a Larissa. Por sorte tenho a Linda que me ajuda, pois ela já passou pelo mesmo com seus filhos que hoje são homens.
A noite eu ajeito a janta para as pequenas, sinto que a minha pequena Laise está com ciúmes da Elonora, pois digamos que a Eleonora chegou no susto, naquela transa de último dia de menstruação e quando a Eleonora nasceu a Laise tinha acabado de completar três aninhos.
Uma luta viu, quando preciso sair vejo a minha pequena chorar ao lado da Linda, mas muitas vezes não tem como levar, pois, estou iniciando os corres com a Eleonora para conseguir o tratamento para o seu caso.
Logan sempre me apoia e me ajuda como pode, tanto que de uns dias para cá ele não dorme mais na casa que fica de caseiro, ele vem para cada de moto quando as 23 horas termina o último jogo da quadra que é alugada. Eu fico feliz, pois assim ele pode ter contato com a nossa pequena Eleonor.
Ele cuida dela e da Laise, pois como Miaceli e Larissa estudam eu peço para elas irem dormir cedo.
Eu e Logan jantamos tarde, pois eu o espero para jantar, as pequenas jantam antes, e vão dormir, mas Laise é uma menininha muito ativa e fica esperando o pai me fazendo companhia, só dorme depois que ele chega e assim vai sendo a nossa rotina nessa correria diária.
O tempo foi passando e nada de eu conseguir o tratamento de Eleonora, ela já está com dois meses e nada do ortopedista chamar, pelo que o pediatra falou ela será tratada na ortopedia do pé torto em Campinas então eu aguardo ansiosa o posto ligar para dizer a data da primeira consulta dela.
Tive um pequeno percalço, pois a guia que a maternidade me forneceu estava no nome da minha colega de quarto e não no meu. Então o pediatra fez um novo requerimento de orto pediatra, e me pediu para aguardar, tudo eu resolvi no guichê da UBS do local.
E estou aguardando desde então.
Como não chamava a minha bebê para o tratamento, eu trabalhei com afinco e entrei em grupos de mães nas redes sociais, o primeiro grupo que entrei foi no PTC pezinhos de ouro e foi nesse grupo que contei a minha história, algum tempo depois uma jovem chamada Daniela entrou em contato comigo, ela tratava seu bebê na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no grupo do pé, ela me disse para mim estar na Santa Casa as oito da manhã na segunda-feira que ela ia me apresentar a médica de seu bebê a Dra. Luciene Moré.
Claro toda mãe é desconfiada e como meu esposo Logan não poderia me acompanhar pelo trabalho, chamei a minha irmã para ir comigo, marcamos de nos encontrar, na segunda na estação Barra Funda.
Meu peito se encheu de esperança, não podia deixar tardar mais o tratamento da minha pequena, o PTC tem tratamento desde que seja indiciado na primeira semana de vida e minha pequena por não haver ortopedia pública minha cidade já está com dois meses e nada de tratamento.
No dia marcado, encontrei primeiro com a minha irmã Cláudia na estação Barra Funda e juntas pegamos o metrô para Santa Cecília, o mais próximo da Santa casa de misericórdia.
Encontramos com a Dani lá e esperamos a doutora atender primeiro o Arthur, esse é o nome do bebê da Dani, quando atendimento finalizou ela me chamou para apresentar a Eleonora para a Dra. Luciene que aceitou o caso e me pediu para abrir o prontuário dela para já iniciar o tratamento da bebê na semana seguinte.
Eu realizei a abertura do prontuário com o meu endereço na Várzea Paulista e tudo deu certo, finalmente a minha bebê vai iniciar o tratamento com sessões de gesso para corrigir o problema.
Minha irmã seguiu para o seu trabalho aonde ela é Telemarketing e eu voltei para casa de metrô e trem uma viagem, mas voltei feliz, pois a minha pequena realizará o tratamento das trocas de gesso para corrigir, e assim começa a nossa jornada.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 27
Comments
Claudia
Não é fácil, e ainda tem os ignorantes que querem saber mais do que os médicos, o meu neto também passou por gesso ,e a palavra que mais perguntam o quê aconteceu?,ele é tão novinho porquê não operar ,esses médicos não sabem de mada ,e por ai vai,afff, (no caso do meu neto ele tinha convênio ,depois de 4 anos conseguiram na AACD foi aonde melhorou),mais não é fácil 🧿♾.
2023-07-02
1
Jessy Navarro
Põe luta nisso. Nossa.
2023-06-30
1
Flavia Oliveira
Que bom, vai dar tudo certo 🙏
2023-06-29
1