Capítulo 7

Logan

Pedi para a minha esposa Diana para focar só no tratamento da nossa pequena Eleonora, pois ela está focando demais nos problemas, que estamos enfrentando, tenho medo da minha amada acabar ficando doente e isso não será bom para ela, que deve se manter forte para cuidar da nossa pequenina dos pezinhos de coração.

Enfrentamos muita barra, juntos, dois despejos em um curto espaço de tempo, mas eu sempre me preocupei com ela e com as nossas meninas, que na época que esses dois despejos aconteceram eram apenas três.

Sei que tenho uma boa parcela de culpa em tudo isso que aconteceu, pois eu perdi meus empregos em um curto espaço de tempo, e não era por ser um péssimo trabalhador não, sempre segui as regras e normas da empresa, mas toda vez que eu me negava a fazer o que meus encarregados queriam de maracutaias, no dia seguinte eu era mandado embora.

Sei que era muito difícil para a minha mulher viver na casa da sua irmã, enquanto eu ficava na casa do meu pai, que na época me deixou voltar por puro interesse.

Quando fui chamado para trabalhar no Lar Galeão de Caseiro eu vi uma esperança de reunir a minha família novamente, a casa de caseiro é grande e poderíamos ficar um, paz e criar as nossas três filhas. Mas não foi assim que aconteceu, passavam se os meses e nada da direção do lar dar autorização para a minha família morar comigo.

Diana sofria na casa de sua irmã em Franco da Rocha, pois quando a mesma estava de mau-humor, descontava em minha mulher tudo o que dava errado fora de casa.

E coitada ela tinha que aguentar firme por conta da escola das meninas.

Até que a irmã de minha mulher passou a ficar por quinzenas fora. Diana vinha me ver em Jundiaí e mantínhamos a esperança do presidente do lar liberar para morarmos juntos. Quando minha mulher engravidou da Eleonora eu sonhei e pedi para ela fazer o exame.

Lembro, até hoje, que ela tirou onda da minha cara dizendo que era impossível.

Para vocês terem uma ideia eu cheguei na casa da irmã de minha mulher meia-noite, foi um dia que a minha cunhada não estava em casa, ela tinha ido dormir na casa de uma amiga.

Cheguei com o teste em mãos e minha esposa dando risada foi fazer, riso que se tornou em seriedade, quando as duas riscas vermelhas subiram.

— O que vamos fazer Logan?

 Eu pedi para ela ter calma que tudo ia se ajeitar e se ajeitou, alugamos a casa no jardim Paulista em Várzea Paulista, e aqui moramos desde então.

Perdi meu emprego no lar, pois arrumaram outro caseiro, mas no meu entendimento eles ficaram com medo de eu pedir alguma coisa para eles com relação ao tratamento de minha filha, pois foi ela nascer, meses depois eles me demitiram, mas isso eu não falo para a Diana para que ela não se preocupe, mais do que já está preocupada.

Hoje eu faço uns bicos de segurança em eventos, e muitas vezes chego de madrugada em casa, o que ganho já ajuda a pagar o aluguel, e o dinheiro do seguro desemprego ajuda por comida dentro de casa.

Eu sei que esse dinheiro não vai durar para sempre, mas eu faço o que posso para não deixar faltar nada para as minhas filhas.

Quando posso eu dou algum dinheiro para a Diana comer lá em São Paulo, pois eu levo ela as cinco da manhã para estação de Várzea Paulista, e por muitas vezes não dá para ela tomar café da manhã.

Mas em outras a minha esposa guerreira vai sem nenhum puto no bolso e isso me magoa, pois ela está fazendo tudo que está a seu alcance para que a nossa filha tenha seus pés corrigidos.

Percebo o quanto ela chega triste quando nossa filha não é selecionada para a Tenotomia e ela retorna para casa com as pernas engessadas de novo.

Por várias vezes minha mulher pensou em desistir, natural, pois não é fácil, ela só não desistiu, pois prometeu para a Eleonora no ato que ela nasceu que ia mover o céu e a terra para consertar isso.

Sei que a maior preocupação de Diana é nossa pequena sofrer quando for a escola, e eu trabalhei no lar Galeão e presenciei como as crianças podem ser cruéis.

Por isso que mesmo com coração chateado e sangrando, ela se veste com sua armadura de fé diária e encara a dura jornada de enfrentar os trens lotados durante a madrugada.

Nesse dia, agora que estou desempregado, levo as meninas para a escola e cuido da Laíse, para que minha esposa foque apenas na pequena Eleonora.

Quando ela chega muito cansada eu busco a Larissa para ela na escola, e ela pode descansar por um período antes de fazer a janta.

Estamos passando muito apertado, e muitas vezes a Linda e o seu Dirceu ajudam com mantimentos. O avô da amiguinha da minha filha Ana Júlia também ajuda toda a semana com uma mini-cesta, pois ele trabalha na rede de mercado Dia e lá eles repõem os produtos e o avô da Júlia monta a cesta com os produtos dados para os funcionários e nos entrega, por várias vezes, ele estacionou o carro em frente a nossa casa e nos deu caixa e mais caixas de mantimentos.

A preocupação de Diana é com o aluguel, pois o dinheiro do seguro não vai durar para sempre.

Já tivemos brigas feias, onde eu a ofendi e me arrependo por isso, pois ela é uma excelente mãe e esposa exemplar.

Mas procuro sempre não dormir brigado com ela. Às vezes não dá certo, pois a Diana tem um gênio muito difícil, e leva as coisas a ferro e fogo. 

Nesses doze anos juntos eu não tenho o que me queixar dela, pois ela, sempre colocou a família em primeiro lugar. E por mais que brigamos eu percebo que não consigo viver sem ela.

Procuro aprender a cada dia com a Diana e quero um dia ter a força que ela têm, pois eu sempre digo há ela que ela é uma mulher pulso firme.

Eu sou o Logan tenho 33 anos.

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