Diana
Meu marido é um mimo, fazia tempo que eu não o chamava de ursinho de pelúcia, com tantas dificuldades que passamos, eu havia deixado a mãe, sobressair a mulher, e muitas vezes eu deixava a mulher de lado, por amor as minhas filhas
Quem é mãe sabe do que eu estou falando, mas hoje o Logan conseguiu me surpreender, e eu senti o amor por ele despertar novamente, ele não morreu, apenas estava adormecido.
Depois que nos amamos, eu senti, as forças aumentarem de uma forma extraordinária.
E depois que tomamos banho e nos vestimos, escutamos a Eleonora chorar, tadinha quer mamar, e meu esposo, foi até o quarto buscá-la.
Me senti tão amada e desejada pelo meu esposo, que meu senso de humor voltou e eu brinquei:
— Os pais deveriam poder amamentar.
Quando ela parou de chorar, percebi que meu esposo tinha pegado, ela em seu colo, e quando ele me trouxe a pequena, ela estava quietinha.
Me ajeitei em uma posição confortável na cama e Logan me entregou a pequena, lhe ofereci alimento e Logan foi cuidar da manutenção de sua moto.
Minha irmã me passa o zap e diz que ficará com as meninas por mais dois dias, eu me animo, pois poderei resgatar todo o carinho que, estava adormecido, e só precisava ser desperto.
Nos dois dias que se passaram, eu e Logan passeamos com Eleonora de carrinho e eu soube que todo amor havia sido resgatado entre nós, era só uma questão de nos dar a oportunidade de resgatarmos.
Fomos ao mercado Giga, que fica apenas alguns metros de nossa casa, e compramos algo diferente para jantarmos.
Como toda mãe, eu me preocupo com nossas três filhas que estão na casa de minha irmã.
— Como estarão Logan as nossas pequenas na casa da tia?
— Conhecendo as meninas, sei que estão se divertindo muito.
Logan tem razão e nós também temos que nos divertir, conversar mais, rir mais, sair das caixas em que nós pelas dificuldades nos colocamos.
Retornamos para casa, e eu fui tratar de dar um banho relaxante na Eleonora, eu já estou adaptada ao uso dos gessos, e sei como proteger para não molhar. Gesso molhado dá coceiras e é desconfortável.
Dou banho em minha pequena e a visto, lhe ofereço o seio e ela mama, como de costume, os dois seios. Ela dorme e eu e Logan aproveitamos o tempo para ficarmos juntos na varanda.
Naquele dia a temperatura estava amena e ali juntos sonhamos com o dia em que a minha pequena finalmente estará livre de todo, o tratamento dos gessos e passará a usar a órtese DB.
Meu amado esposo conhece a minha luta.
Uma vez nossa vizinha, a dona Benedita, viu a bebê de gesso e me perguntou, se eu a havia derrubado no chão.
Fiquei tão triste, mas relevei, pois ela já é uma senhorinha de quase oitenta anos, e no tempo dela para essas condições como a de minha filha não tinha tratamento, as crianças nasciam com os pés tortos e assim permaneciam até a fase adulta.
Engolindo o choro, e me sentindo a pior mãe do mundo, eu consegui explicar a situação para ela.
— Que bom que tem tratamento né mãe, no meu tempo não tinha, eu tive dez filhos e nenhum com pé torto.
— Mas na roça eu via bastante, homens e mulheres que trabalhavam na roça que tinham essa condição.
Sei bem o que a Dona Benedita quer dizer, pois no grupo do pé em uma conhecida rede social eu vi muito relato dessas pessoas que não puderam fazer o tratamento por que não tinha, ou por falta de conhecimento de seus pais.
— Amor, o que houve se perdeu em pensamentos de repente?
— Há não é nada, é que me impressiona o fato de como as pessoas são mente fechadas.
— Como assim, Diana?
— Uma vez a nossa vizinha, a dona Benedita, me perguntou se eu tinha derrubado a Eleonor, porque viu ela usando os gessos.
Meu marido deu risada e eu bati nele um tapa carinhoso:
— Não ria, Logan naquele dia fiquei muito triste.
— Tive que engolir o choro para poder explicar para ela.
Meu marido entendeu o meu lado, provavelmente eu choquei com a pergunta.
Ele me contou que seu avô tinha os pés tortos também.
— Na época do meu avô Jerônimo não tinha tratamento, mas mesmo assim ele foi feliz.
— E como ele era trabalhador, viu.
Eu sabia que meu marido tinha um, avó que faleceu quando ele era criança, mas nunca imaginei que ele poderia ter os pesinhos de coração como tem a nossa pequena Eleonora.
Logan me contou que seu avô realizava o serviço, no meio das linhas ferroviárias, acenando bandeiras para que os três não chocassem entre si, essa profissão é muito antiga e não existe mais, perguntei o nome da profissão para o Logan, mas ele não se lembra, disse que quem deve saber é o seu pai.
Mas o que ele quiz fazer para tranquilizar, e mostrar que seu avô teve uma vida normal, até lambreta o danado pilotava.
Sorri, e compreendi a intenção de Logan, e fiquei com pena do avô e entre tantas crianças na época que viveram suas vidas sem tratamento.
Mas o tempo do vô Jerônimo eram outros e hoje graças ao O método foi desenvolvido pelo médico espanhol Ignacio Ponseti, na década de 1940, que trabalhou na Universidade de Iowa, as crianças podem ter o tratamento adequado para os seus pesinhos de coração.
Ficamos ali até o início da noite, onde eu entrei para preparar a janta, porém antes tomei aquele banho romântico com meu esposo.
Preparei a nossa janta e jantamos com alegria e nos divertimos com as caretas que Eleonora fazia para a comida que estávamos comendo.
Como ela tem apenas três meses, não pode comer, o que comemos, só o seio materno mesmo.
Mas que dá uma dó isso dá viu.
Ela acordou bem na hora do nosso jantar, tadinha.
Terminamos de comer e para compensar a minha pequena de alguma forma deitei com ela na cama e lhe ofereci o seio materno.
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Atualizado até capítulo 27
Comments
Jessy Navarro
Nap deve ser fácil ouvir uma coisa dessas, por conta de desinformação. Estou amando o livro e o ensinamento que a história nos dá.
2023-07-11
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