A primeira coisa que Soren fez ao sair da prisão, foi ir ao hospital, não se preocupou com a aparência desleixada e nem com o cheiro de sabão em barra, queria ver se Rener estava mesmo paralisado. Sabia que não conseguiria entrar de forma normal e esperou para ver onde era a entrada de funcionários.
Esperou um bom tempo e conseguiu seu intento, quando um caminhão de entregas chegou e ele se fez de entregador e pegou uma das caixa, seguindo os entregadores verdadeiros, de cabeça baixa. Entrou no setor dos funcionários, conseguiu e vestiu um uniforme de maqueiro e entrou, pegando a primeira cadeira de rodas que encontrou e dirigiu-se ao quarto do paciente.
Bateu na porta e entrou, deixando a cadeira de fora. Olhou para Rener e ficou estarrecido. O paciente estava preso a cama com correias, seu rosto estava virado para o lado e babava. Olhou todo o quarto e viu que não havia ninguém. Foi até o homem deitado e tocou seu rosto com o indicador, apertando sua bochecha.
— Não acredito que finalmente você está fora do meu caminho. Seu traidor, tomara que não acorde nunca mais, pois vou me apropriar de tudo que é seu, seu idiota. Sempre foi o mais inteligente, o mais bonito, o mais simpático e agora é o mais paradão e apático. Bem feito.
Ela ouviu um barulho no banheiro e resolveu sair dali, já tinha visto o qie queria, voltou pelo mesmo caminho, trocou de roupa e foi para seu apartamento. Voltaria a ser o CEO de sua empresa e agora, ninguém o impediria de enriquecer e viver a vida que sempre quis, sem ninguém lhe fazendo sombra.
No quarto de Rener, Jordan saiu do banheiro, onde entrou, assim que ouviu o toque na porta. Passou o dia fazendo isso, desde que recebeu o aviso de que Sorem estava solto. Foi até Jordan, que estava em um de seus poucos momentos lúcido e soube interpretar muito bem o doente terminal.
— Vou soltar as correias, devem estar doendo.
— Meus pés e mãos estão formigando e a cabeça dói, não estou aguentando isso.
Jordan chamou a enfermeira, que entrou e aplicou outra dose do sedativo e ele apagou. No final do dia, chegou o médico e contou que falou com um amigo especialista da Alemanha e ele contou sobre um caso que teve do mesmo jeito que ele estava tendo. Tudo indicava que, com o soco que levou, a vértebra que estavam cicatrizando, se abriu e deve ter prendido a medula, causando toda aquela dor.
— O que o senhor vai fazer, doutor?
— Como já tem mais de vinte dias da operação, vou operá-lo novamente. A anestesia geral é perigosa, quando tomada várias vezes seguidas, mas pior é continuar se dando ele por causa da dor. Assim que todos os exames estiverem sido feitos, vamos operá-lo.
— Obrigado doutor, o agressor esteve aqui hoje e tudo indica que ele quer que Rener fique assim para o resto da vida, então vamos continuar fingindo.
— Meu Deus! Como esse indivíduo entrou aqui?
— Isso aí é com o senhor e o hospital, mas eu falei que não era seguro e ele entrou tranquilamente, bateu na porta, eu me escondi no banheiro, ele até tocou no paciente e falou um bocado de coisas, que agora está gravada, porque eu deixei um celular para isso.
— Ainda bem que o paciente tem um amigo como você. — disse o médico.
— Agora, a preocupação é a cirurgia, do resto eu cuido.
— E a esposa dele?
— Ela está se dedicando as empresas, ele não quer que ela o veja assim.
— É melhor mesmo. Assim que fizermos a cirurgia e tivermos uma resposta positiva, ele terá que ficar mais 15 dias de molho e não será fácil.
— Tudo bem, daremos um jeito.
O médico se foi e Jordan ligou para sua firma de segurança e mandou virem dois guardas, para ficarem na porta.
*
O grito que Soren deu ao entrar no seu apartamento, foi ouvido por vários vizinhos.
— Graças a deus! Meu apartamento, liberdade! Agora é minha vez!
Iris contratou uma equipe de limpeza e deixou o apartamento de Soren impecavelmente limpo e arrumado. Para que seu plano desse certo, era necessário que ele não desconfiasse que ela ou outra pessoa qualquer, houvesse entrado no apartamento e mexido em suas coisas.
Enquanto isso, Iris foi a uma loja de fantasia e comprou algumas fantasias de colombina, estilizou do seu jeito, para transformá-las em uma "Pierrina". Comprou um taser e um chicote, que pendurou em um cinto, que usaria com a roupa. Arlequina usava um taco de basebol, ela usaria um taser e um chicote.
— Agora estou preparada para a luta, me aguarde ladrãozinho de mxrdx, vou de detonar. — falava ela para sua imagem de frente para o espelho, apontando o taser como uma pistola.
Depois, experimentou o chicote de tiras e começou a treinar, não queria machucar a si mesma com aquilo. Treinou bastante e se habituou com a roupa. Estava em seu apartamento, que ficava próximo a empresa e os moradores e os porteiros já estavam acostumados com sua excentricidade.
Tomou banho, comeu e foi deitar. Ligou para o hospital e Jordan informou que Soren esteve lá e Rener estava na mesma.
— Soren fez alguma coisa com ele?
— Não, só falou algumas coisas que demonstraram sua inveja e vontade de ver Rener assim, para sempre.
— Aquele estrupício, ele que me aguarde, ninguém mexe com meu amorzinho e fica impune.
— O que você está aprontando, Íris?
— Nada não, é a fala de meu novo personagem, a Pierrina.
— Pierrina? De onde você tirou isso?
— O meu Pierrô está dodói, então, eu, a colombina, vou agir por ele.
— Você é louca de pedra, não vá fazer nada que te prejudique, ou te prendo em casa, no pé da cama de Rener.
— Eu vou adorar, boa noite Jordan.
Ela ficou imaginando tudo que queria fazer com Soren e aproveitou as ideias, para criar um novo game.
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Atualizado até capítulo 49
Comments
Fatima Gonçalves
COM CERTEZA ELA VAI APRONTAR ELA SÓ PRECISA SER PROTEGIDA
2024-11-30
1
Maria de Fatima Chaves
Kkk aí Iris poe tudo no lugar certo kkk
2024-10-27
0
Marcia Cristina Carneiro
ela é doidinha dê pedra😲🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣20/10/24/
2024-10-21
1