Quando Iris chegou a empresa, precisou se identificar várias vezes, pois ninguém a reconheceu sem a fantasia de mangá. Obra de seu irmão que se preveniu de todas as formas, para não deixá-la participar da empresa. Mas ela era prevenida e trouxe a roupa dela e trocou-se no banheiro e não puderam mais impedir sua entrada.
Logo o advogado, cupincha dos projetos ilegais do irmão dela, apareceu para impedi-la de assumir a direção, pois quem estava substituindo o CEO e metendo a mão na grana, era ele. Enquanto deixava Ivan mofando na prisão, cuidava de tudo para usufruto pessoal e não gostou nada da interferência dela.
Depois de discutirem muito, ele percebeu que não estava lidando com a irmãzinha tão inocente quanto seu irmão queria que ela fosse e resolveu ceder ao ver que ela estava bem documentada e pegou o celular para ligar para a polícia.
— O que a senhorita está fazendo?
— Ligando para a polícia, já que estão me impedindo de atuar na minha própria empresa.
— Mas a senhorita é uma acionista minoritária.
— Acho que o senhor não leu os documentos que dizem que caso aconteça algo com o meu irmão, que o impossibilitem de administrar a empresa, eu sou a sua substituta e controlo as ações dele, pois então, esse é o caso.
— Mas…
— Alô e da polícia, quero …
— Espere, espere, nós não vamos mais interferir.
— … estou precisando de ajuda contra um ladrão, que está usurpando meu lugar na minha empresa.
Ela terminou de falar, acenando para os seguranças que estavam na porta, só esperando o sinal dela, para impedirem o advogado e seu assistente, de fugitem. Desligou e ordenou:
— Mantenham eles detidos e puxem as fotos de segurança, como prova do delito, a partir de hoje, eles não pisarão mais na empresa.
— Você não pode fazer isso, seu irmão é o verdadeiro dono e tenho uma procuração. — tentou argumentar o advogado.
— Podem levá-lo. — disse ela sem dar a mínima atenção para a tentativa tosca do advogado usurpador.
Depois que todos saíram do escritório do CEO, Iris chamou a secretária, uma senhora muito correta e fiel a ela.
— Por onde quer começar, senhorita?
— A curto prazo, quero saber tudo que esse infeliz fez, vamos tentar desfazer. Obrigada, Clara.
— Que bom que voltou, senhorita.
— Obrigada, vamos por a casa em ordem.
A secretária saiu e Iris ligou para o RH, solicitando a lista de firmas de advocacia estudadas pela empresa como possíveis contratadas. Enviou os e-mails e memorandos necessários e pois a verificar tudo que foi feito pelo advogado.
Mas embora estivesse trabalhando a todo vapor, sua cabeça estava em Rener. Queria terminar logo tudo e correr para o hospital para ficar com ele. Ela também aproveitou para dar uma olhada nos documentos do último projeto que o irmão apresentou. O mesmo projeto que ele comprou do sócio de Renner.
Ela queria consertar este negócio sujo de seu irmão e tentar ressarcir para Renner o projeto que era dele. Para isso ela teria que olhar todos os documentos e registros de legalização, e depois de pegar as pastas correspondentes não achou nada ali, talvez ele tivesse guardado no apartamento dentro do seu cofre pessoal.
Se aqueles documentos caíssem em mãos erradas, Ivan teria que responder outro processo e a empresa iria para o buraco, sem contar que gastaria suas economias todas com multas e advogados. não tinha como entrar no apartamento, mas daria um jeito.
Resolveu voltar para o hospital e deixar para o outro dia, a continuação do trabalho. Foi para o banheiro e trocou de roupa, saindo com sua aparência normal. Já havia se acostumado a andar vestida normalmente e não gostava de ficar caracterizada como se fosse uma boneca.
Saiu do prédio da empresa, comprimentando os funcionários na recepção e pegou um táxi, não queria ficar se preocupando em dirigir ou com o motorista dar com a língua nos dentes de onde eles estão. Mesmo que não fosse segredo que ele estava operando, não tinham participado isso para ninguém que não fosse muito íntimo.
*
No hospital, a noite chegou e Rener acordou, o médico já tinha passado para vê-lo e avisou que ele seria operado no dia seguinte. Neste momento, Iris chegou, cansada e preocupada. Ouviu o que o médico falou e perguntou se havia um capelão no hospital. O médico sorriu, imaginando pata o que seria e indicou onde era.
Ela não perdeu tempo, se fosse esperar por Rener, nunca casariam, então pegou os documentos dele, uma declaração do médico e foi até a capelania. O capelão ficou todo feliz por realizar um evento daqueles, preencheu o livro de registro e ficou no aguardo até ser chamado.
Então, foi uma surpresa para o paciente, logo que acordou, ver Iris chamando o capelão.
— O que está fazendo, Iris?
— Você irá passar por uma cirurgia amanhã e não vou lhe dar chance de escapar de mim. Além disso, uma certidão de casamento me dará direito a cuidar de você melhor.
— Mas e se eu piorar, e se eu ficar assim para sempre?
— Não me importo, eu te amo e se você me ama também, aceite, que dói menos.
Ele sorriu e o capelão entrou, com o funcionário do cartório responsável pelo registro civil.
— Serei o padrinho e testemunharei esse casamento com muita alegria. — declarou Jordan.
A cerimônia foi realizada sem muita demora e nem pompa. Iris não fazia questão de estar elegante e principalmente com vestido de noiva. Para ela tudo aquilo era meramente uma fantasia como o mangá.
— Eu os declaro marido e esposa. — disse o pároco, feliz.
Iris beijou o noivo e depois todos assinaram o livro de registros. O funcionário entregou uma certidão provisória ao casal e traria a outra, permanente, assim que fosse tudo devidamente registrado em cartório civil. Mas aquela já seria suficiente para resolver as questões mais urgentes.
O hospital, sabendo do casório, preparou um bolinho de presente para eles comemorarem e o quarto virou uma festa.
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Atualizado até capítulo 49
Comments
Fatima Gonçalves
COM CERTEZA NAIS ELE CAI FICAR BOM EU ACREDITO
2024-11-30
0
Luisa Nascimento
Íris sendo Íris. ameeiii!❤❤😂😂
2024-10-23
0
Marcia Cristina Carneiro
eita que mulher 😲👏👏👏👏👏👏👏👏
2024-10-21
1