Jason Coleman
Tive uma reunião com a minha equipe de engenheiros de segurança da computação para se atentarem em nossos aplicativos, estávamos em uma época difícil para os banqueiros e eu não queria nenhuma informação circulando de forma errada, o que aconteceu com um banco pela madrugada, levando os clientes da concorrência a fugirem junto com seus investimentos para o meu banco.
Em seguida recebi os maiores investidores em meu próprio escritório, eu odiava bajulação, mas era um meio que eles entendiam bem, promessas de jantares para conhecer filhas de alguns que queriam de qualquer forma se infiltrar na família Coleman, ou evento onde pudessem arrancar o meu dinheiro beneficiando ongs carentes quando na verdade é tudo fachada para lavagem de dinheiro, eu entendia bem disso, afinal já conheci os maiores mafiosos do país e eram meus clientes.
- Que dia filho da put4 – rosnei quando o último bajulador saiu, minha secretaria deu um pequeno sorriso ao me ver xingar, apesar de ontem depois do que aconteceu ela corar a toda vez que me via – chame o Marlon.
- Ele está em um almoço com – eu a interrompi imediatamente
- Mande-o para o restaurante que a senhorita Lenny decidiu que almoçaríamos – disse – avise também ao meu motorista do lugar escolhido.
- Na verdade senhor – disse parecendo temerosa quando eu me levantei para ir até o meu encontro com a minha futura esposa
- Diga Vanessa - ordenei
- Ela tinha ficado de mandar o nome do restaurante pela manhã, mas até agora não obtive resposta.
- Como assim não obtive resposta? – indaguei, eu odiava falta de palavra e falta de compromisso, olhei em meu Rolex faltava exatamente vinte minutos para o horário em que aparentemente havíamos marcado.
- Desculpe senhor Coleman, pela manhã eu enviei uma mensagem dizendo que eu aguardava a resposta do local, mas não obtive retorno, e com tantas reuniões e compromissos eu me esqueci – sabia da competência de Vanessa então eu não podia culpá-la. Mas eu odiava que algo fugisse do programado porque bagunçava todo o restante.
- Diga para as treze e meia o Marlon está aqui, ou eu vou fazê-lo cavar a própria cova – avisei peguei meus pertences e sai sem da maior explicação.
- Senhor – o meu motorista me recebeu assim que eu cheguei na garagem, os olhos dele era de susto pois eu sempre o esperava na entrada do prédio.
- Para a holding Lenny – ordenei e ele concordou abrindo a porta para mim, entrei em seguida afrouxei a minha gravata me livrando do pedaço de pano que pareceu me sufocar. Para piorar a situação, minha irmã estava me ligando – que porr4 você quer Jenna?
- Oi pra você também seu estupido – rosnou, mas logo prosseguiu sabia que quando eu estava assim era melhor não provocar, e é engraçado como em apenas o terceiro encontro que eu teria com a minha futura esposa ela simplesmente esquecia, devia confessar que isso estava mexendo com o meu ego – eu queria saber se podemos almoçar juntos.
- Não – avisei grosseiramente, mas ela não tinha culpa, então engolir a minha raiva e tratei de diminuir o tom de voz – tenho um compromisso importante agora, mas é urgente? Está acontecendo alguma coisa?
- Não se preocupe irmãozinho é só carência – oh se era e eu a conhecia bem, minha irmã era um grude, porém eu a amava mais do que tudo – podemos jantar juntos?
- Sim, avise o vovô – pedi e ela logo concordou.
- Você está indo almoçar com alguma amiga ou é compromisso de trabalho? – demorou até demais ela querer saber o que eu faria.
- De noite eu conto
- Pelo amor de Deus, até lá eu já tenho criado mil e uma teorias, você sabe como a minha cabeça funciona irmão
- Deveria usar toda essa curiosidade para focar nos estudos – repreendi e como eu a conhecia bem sabia que ela estava revirando os olhos
- Eu sou a melhor da turma – rosnou, era uma cópia fiel minha em personalidade, odiava perder então sempre era a primeira da turma – vou encontrar uns amigos da faculdade, eles estão indo para um pub que funciona vinte e quatro horas.
- Não pense em enganar os seguranças e – então ela desligou na minha cara, de vez enquanto ela fugia dos seguranças, graças a Deus por sempre se manter no anonimato não corria tanto perigo, mas eu enlouquecia só de pensar nela desprotegida.
- Chegamos senhor – avisou meu motorista abrindo a porta para mim, assim que eu saí do carro vi envolta os meus seguranças. Quando entrei na empresa os olhos de alguns que passavam pelo local me fitaram curiosos, fui até a recepcionista que estava prestes a desmaiar
- Senhora Lenny está aí? – indaguei e ela tentou falar, mas não conseguiu, então meneou a cabeça e em seguida apontou para o elevador, pisquei em sua direção e tenho a impressão de ter ouvido um suspiro, assim que me aproximei do elevador fiz um sinal para os seguranças ficarem no local, o chefe deles até tentou impedir, mas com um olhar meu não insistiu.
O lugar aparentemente estava tranquilo, parecendo que eles não tinham trabalho a fazer, e eu sabia o motivo, o filho da put4 foi de uma traição inexplicável, um ser sujo que não merece nem o que o gato expeli.
- Olá meu amor, senti saudades – ironizei assim que entrei na sala que deveria ser da presidência, não tinha secretária no local, então entrei sem permissão, e encontrei a minha futura esposa de uma maneira que eu não esperava – que porr4 está acontecendo?
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 105
Comments
Silvaneide Ágatha
😲😲
2025-03-19
0
Silvaneide Ágatha
os Santoro 🥰🥰
2025-03-19
0
Luzia aparecida Araújo
Curiosa estou! 🤔🤔
2025-02-09
0