Aurora
Ao me encarar no reflexo do espelho percebo que não resta nada da mulher que eu fui um dia atras, desde quando eu cedi?
Desde quando eu deixei de ter controle sobre mim? desde que momento eu abriria mão de tudo para Robert? Quando eu passei a ser essa mulher fraca que eu vejo agora?
Não, isso não ficaria assim, eu até poderia perder o meu dinheiro, a minha empresa, a casa onde eu cresci, mas eu nunca permitiria que tirassem a minha filha de mim.
Eu me vingaria daquele bastardo, não por ter me feito perder os bens materiais, mas por ter ousado me separar da minha Anne
- Nana comece a arrumar as minhas malas por favor – ordenei tentando deixar a minha voz firme, eu não ousaria chorar por aquele filho da put4, peguei o celular para ligar mais uma vez para ele, porém sabia ser em vão – as coisas de Anne você coloca cuidadosamente em uma caixa, não quero nada da minha filha nessa casa.
- Mas senhora, o senhor Maximus não morará aqui? – indagou ela eu a encarei ainda pelo espelho a mulher ficou penalizada
- Eu te respeito muito Nana, por isso não lhe responderei – avisei, tirei o meu roupão ficando nua e entrei pela última vez embaixo do meu chuveiro deixando que a água morna tentasse tirar a tensão do meu corpo, mas ela nem se quer adormecia a minha dor.
- Me perdoe pelo que eu disse antes senhora – a governanta disse assim que eu entrei em meu closet, eu acenei concordando, eu sabia que ela não tinha feito por mal.
Fui para o meu escritório na casa, recolhi todos os documentos que tinha lá e comecei a guardá-los em uma caixa junto com uma funcionária, eu avaliaria cada documento e veria onde eu havia errado e o que poderia ser feito, aparentemente, nada.
- Senhora Lenny – disse Nana com a cabeça baixa ao entrar no cômodo, eu sabia que mais uma bomba viria só pelo seu jeito hesitante de me chamar.
- Robert estar aí? – indaguei sabendo que era algo relacionado a ele, mas para a minha surpresa ela negou – então quem estar aí?
- A nova dona da casa – ouço Edna dizer, ou melhor minha antiga funcionária e amante do meu ex marido – eu não poderia deixar de vir aqui
Era um choque vê-la tão cínica depois de tudo, sem querer os meus olhos recaíram sobre o seu ventre e só então eu percebi, já havia um monte protuberante ali, como eu não havia me tocado antes que ela estava gravida?
- no início – comecei após engolir em seco, olhei ao redor e voltei os meus olhos vazios para ela – eu achava que era coisa da minha cabeça, que os seus olhos invejosos eram apenas por não ter uma vida como a minha, por não ter um marido ou um cargo tão alto, depois de três anos trabalhando conosco eu percebi o seu jeito mudando, mas eu não ligava para isso porque eu pensava que você se inspirava em mim, que você queria ser como eu – relembrei de quando sem explicação seu jeito passaram a ser parecidos com os meus, seus modos, seu estilo, única coisa que nos diferenciava é que ela era loira usava corte Chanel, já eu, tinha cabelos longos escuros que contrastava com a cor dos meus olhos claros e outra diferença era na altura, ela parecia uma super modelo – mas ao contrario do que eu imaginava ser inspiração, era pura inveja, não queria apenas ser eu, queria a minha vida.
- Agora é você quem me invejará, tenho tudo o que era seu – argumentou e eu sorrir, era ódio misturado com pena, sua mão pousou em seu ventre e ela o acarinhou – e além do mais estou esperando o menino que Rob tanto quer.
Ele nunca fez distinção sobre o sex0 do bebê, ele sempre alegou que era uma benção, não sei como e nem desde quando ele mudou, mas depois do que ele fez não faço questão de saber.
- O que veio fazer aqui? – indaguei selando a última caixa, pedi a funcionária que verificasse se em cima estava tudo organizado.
- Você tinha razão – disse ela encaminha lentamente para o sofá em seguida cruzou as pernas longas, eu queria poder lhe bater, gritar com ela, mas eu não faria isso sabendo que estava gravida, mas eu tinha certeza de que a situação passaria em alguns meses e em algum momento descontaria a minha raiva – eu observei você, eu sei tudo sobre você e Robert, e agora eu posso fazer tudo o que você faria e nem ele como a sua filha se lembrará de você.
- Olha aqui sua vagabund4, você pode fazer com aquele filho da put4 o que você quiser, mas eu nunca vou desistir da minha filha – rosnei me aproximando dela, lutando contra a minha mão que queria se apertar em seu pescoço, mas eu era superior – o meu caráter me impedi de te dar uma lição agora, mas não vou conversar com você sobre isso porque você não sabe o que significa essa palavra.
- Essa palavra não te levou a nada visto que agora você não tem para onde ir, perdeu marido e filha, essa palavra para mim não vale nada – alegou ela se levantando de maneira debochada
- Essa palavra vale muito, o que não vale nada é você – rosnei erguendo o queixo a encarando – entregue o meu recado ao seu futuro marido querida, eu vou me vingar de vocês, e a cada dia e a cada noite que eu passarei sem a minha filha serão os dias que vocês se ajoelharão diante de mim.
Com isso eu saí do escritório e subi para o quarto onde um dia eu dividi com o homem que um dia eu pensei amar, que me levou ao céu e me jogou no chão.
Mas eu vou mostrar para ele que eu não sou a mulher tola que um dia ele acreditou que eu fosse.
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Atualizado até capítulo 105
Comments
Ana Lúcia De Oliveira
Muito bom Aurora, vai a luta e da a volta por cima, não adianta se lamentar e hora de lutar se levantar
2025-02-03
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Luzia
Isso aí seja forte e corajosa de a volta por cima e se vingue desses calhordas
2025-02-11
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Luzia aparecida Araújo
Ansiosa pelos próximos capítulos! Quer ver esses dois mau caráter na sarjeta! 🥺😡😡😡😡
2025-02-09
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