Aurora
Uma semana havia se passado, uma semana que eu não via a minha filha, deixei que Robert me procurasse, eu sabia que ele faria. Eu fui até a escola de Anne, mas ela não estava indo ao lugar, menti na pré school dizendo que estava em uma viajem.
Na empresa a fofoca já se espalhou, Edna fez questão de jogar tudo no ventilador, segundo ela eu fui abandonada, até a minha filha havia me deixado por eu ser uma pessoa amarga, fria e sem coração.
Assegurei para o pessoal da empresa que eu daria conta de tudo, mas para o meu desespero alguns haviam me abandonado e ido para a empresa que estava tomando conta do mercado, a qual não foi minha surpresa ao descobrir que a empresa é de Robert? Empresa essa que ele construiu com o que me roubou.
Consegui um advogado, mas o mesmo disse que a minha assinatura estava em todos os papeis, e que nem uma era falsificada, eu sabia ser minha culpa, acreditava nele a ponto de assinar tudo sem ler.
Eu estava residindo em um apartamento que eu consegui alugar por um bom preço em Manhattan, eu tinha um dinheiro que o meu pai havia deixado para mim na conta de emergência, mas ele só pagaria o salário dos funcionários do mês, precisava arcar com outros custos, não estávamos conseguindo novos contratos porque segundo alguns clientes foram avisados de que a holding Lenny fecharia as portas e por isso estavam migrando para outra empresa, a do maldit0.
- Alô – atendi a ligação que veio direto para a minha mesa do escritório
- Pode vir ver a Anne – exigiu Robert, o meu coração disparou, uma lagrima sorrateira deslizou por meu rosto, finalmente eu veria a minha filha, não fiz um escândalo maior antes pois eu sabia que ela ficaria assustada e isso pioraria as coisas, apesar de que tudo o que eu queria era forçar a minha presença naquela casa e levá-la para longe – antes disso precisamos conversar
- Eu não tenho nada para falar com você Robert – assegurei
- Então você não quer ver a sua filha
- é tudo o que eu mais quero e você sabe disso – disse já sem a firmeza de antes, eu precisava aprender a me controlar, mas não conseguia, não quando se tratava dela.
Larguei tudo o que eu estava fazendo que era tentar conseguir um encontro com o ceo do banco visto que o gerente se recusava a me conceder um empréstimo que poderia nos salvar pelo menos por uns meses e nesse meio tempo eu tentaria nos levantar e conquistar o amor de Anne e obter a sua guarda.
- Seja bem vinda a mansão Maximus – disse Edna com um sorriso cínico acariciando o ventre na porta da casa onde a vida toda tinha sido minha, o meu ex marido parou atras dela e repousou a sua mão em sua cintura, recusei a me abalar com aquela cena.
Olhei ao redor procurando quem me importava, eu não via a hora de vê-la, de acolhê-la em meus braços, de sentir o seu cheirinho, eu estava morrendo de saudade, sempre passava a noite cheirando suas roupas para sentir que ela estava perto de mim.
- Onde está a minha filha? – indaguei indo direto ao ponto ao me aproximar
- Primeiro vamos conversar – Robert disse e me indicou a entrada para a sala, como se eu não soubesse onde ficava, o lugar estava tudo do mesmo jeito, ela parecia realmente querer ser eu.
Mantive minha postura altiva, eu não deixaria que eles achassem que eu estava no fundo do poço, eu estava, mas não pelo que eles imaginavam
- Diga o que quer e chame Anne – exigi ele concordou, Edna procurou a mão dele como se pedisse apoio, ela não era assim, tinha certeza de que era só uma tentativa falha de querer me intimidar
- Você envenenou a cabeça de Anne – acusou Robet e eu o encarei chocada? Ele a envenenou contra mim e agora tentaria me manipular do contrário? – ela não quer mais um irmão e está se negando a comer eu disse que você estava viajando
Aquela informação me pegou desprevenida, minha filha estava a dias sem se alimentar tudo por culpa deles, uma lagrima deslizou sem permissão eu me levantei e parei em frente a Robert que se levantou também mostrando o quão forte ele era
- Você é um monstr0 – disse e estapeei a sua cara, ele virou o rosto, mas não disse nada
- Não faça isso novamente ou
- Ou o que? Vai me bater? – indaguei o encarando, ele era tantos centímetros mais alto que eu, mesmo que eu fizesse questão de usar um salto muito alto
- Isso eu deixo para você Aurora – disse com um sorriso cínico – não se esqueça que ela está comigo por não querer ver você por ter batido no pai dela
- Mamãe? – ouvir a voz doce da minha filha antes que eu fizesse outra besteira, eu a encarei e ela não se parecia em nada com a menina alegre de antes, e isso doeu mais do que se eu tivesse levado um tapa em minha cara.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 105
Comments
Arlete Fernandes
Maldito escroto pegou uma vagabunda de uma víbora e agora culpa ela isso é demais autora Arri égua!!
2025-01-18
0
Beth Alves
vai pagar caro porque todos bandidos que traí suas esposas sempre paga
2024-12-08
0
Doraci Bahr
escroto só sabe roubar não consegue nada por conta própria....um inutil
2025-04-04
0