Aurora
Ao sair da mansão eu estava completamente destroçada, assim que eu entrei em meu carro o liguei saindo o mais rápido que eu podia, parei no primeiro encostamento e não aguentei, um choro compulsivo veio tão forte e desolado que eu estremecia enquanto chorava.
A tristeza nos olhos da menina tão alegre e falante me desmontou inteira me deixou ainda mais desesperada, eu precisava urgente que um milagre fizesse com que o ceo do banco me ouvisse e estivesse disposto a fazer um empréstimo de uma quantia nada razoável.
- Alô – disse ao atender uma chamada da secretária do banco, limpei as lagrimas e forcei a minha voz a sair, era como se o meu coração estivesse prestes a sair pela boca, eu estava esperando essa ligação a dias.
- Falo com a senhora Lenny? – indagou ela
- Sim
- Em meia hora o senhor Coleman estará lhe aguardando no escritório do banco – disse ela
- Impossível eu chegar ai em meia hora – disse pois eu estava em um estado deplorável, sem contar que eu não dirigia muito bem, era medrosa no transito e não conseguiria avançar tanto
- Não posso fazer nada por você senhorita, mantenho esse espaço de meia hora, se a senhora não chegar a tempo da reunião ele simplesmente não lhe atenderá mais – disse ela e ficou esperando uma resposta minha, eu precisava disso, minha filha também
- Tudo bem, estou chegando.
Talvez eu perca a carteira de motorista com tanto sinal que eu ultrapassei e tantas outras coisas, mas faltando dois minutos para o prazo final eu cheguei, mal limpei o meu rosto, do jeito que eu estava eu fui.
- Senhora Lenny? – indagou a secretária olhando para o meu rosto assim que eu cheguei no banco e atravessei as portas ela estava me esperando, concordei sem jeito – me acompanhe.
Esse banco era o maior do país, o ceo estava sempre indisponível, eu sei que a família de banqueiros era bem discreta, não se via ou ouvia muito deles por aí, eram quase inalcançáveis, eu apesar de sempre ter dinheiro nunca estive no mesmo ambiente que eles.
A secretária deu três batidas na porta e em seguida indicou para que eu entrasse, minhas mãos estavam soadas e minhas pernas pareciam bambas, e eu pela primeira vez estava com medo do desconhecido
- Você está dois minutos atrasada, agora só lhe restam oito – disse o homem de postura imponente encarando as paredes de vidro sem se virar para me encarar – aproxime-se – exigiu e assim eu fiz depois de colocar minha bolsa na poltrona de coro marrom, olhei a vista também e era tão alto que as pessoas e os carros pareciam apenas formiga – eu gosto de olhar a vista e imaginar que eu estou voando, para ter noção de que se eu fizer a escolha errada, certamente alguém lá de baixo me atingira com uma flecha acertando bem nas minhas azas
- Desculpe senhor Coleman, eu não entendi – revelei e então o encarei, no mesmo instante ele fez o mesmo e era como se tivessem me cortado o ar, eu imaginava que o ceo era um senhor mais velho, mas o homem a minha frente não parecia nem perto de ter pelo menos quarenta
- Estou dizendo senhora Lenny que se você escolher a pessoa errada ela te mostrara o quão alto você estava e só se dará conta de que foi traída quando a pancada no chão destroçasse os seus ossos – disse sem se mostrar estar afetado enquanto eu não conseguia se quer voltar a respirar – é isso que eu imagino ao me encontrar com alguém, eu sempre busco todas as informações necessárias
- Então o senhor está dizendo que me investigou
- é como eu disse, não vou permitir que me atirem flechas – disse ele com um sorriso ladino – se você tivesse sido inteligente não estaria aqui destruída sem nada e com essa maquiagem borrada completamente horrível.
- Desculpe senhor, mas eu não vou entrar em detalhes da minha vida pessoal – afirmei dando a volta e indo até a minha bolsa, ele se manteve no mesmo lugar indiferente a minha postura – estou aqui apenas para pedir que o senhor me conceda o empréstimo.
- Veja bem Senhora Lenny – disse ele pegando uma caneta e quebrando partindo a peça que eu sabia muito bem ser de prata, o meu pai tinha uma parecida – esse seria o dinheiro que eu lhe emprestaria, agora pegue esse resto e concerte
- Senhor não tem concerto – eu disse e ele sorriu sarcástico
- Então o meu dinheiro também não teria retorno – disse e se sentou de maneira imponente, eu precisava daquele dinheiro para ter a minha filha de volta – sua empresa fechará as portas em poucos dias e você se endividará ainda mais, e mesmo que eu te empreste milhares de dólares não teria conserto porque cada vez mais você não tem clientes, você não tem nada, então como me pagaria?
- Eu darei um jeito – assegurei – se o senhor me investigou sabe que eu fui roubada
- Eu não tenho nada a ver com a sua burrice senhora Lenny – confesso me senti humilhada, mas ele tinha razão, fiquei calada deixando que algumas lagrimas caíssem pelo meu rosto, porém quando o vi me encarando eu logo tratei de limpar e peguei a minha bolsa e ia me levantando, não existia somente esse banco no país – acredite, um banco por menor que seja não lhe emprestaria esse dinheiro que a senhora precisa.
- Eu não posso desistir – afirmei, ele concordou e eu me virei e fui em direção a saída, quando coloquei a mão na maçaneta eu ouvi a sua voz e não pude acreditar no que ouvia.
- Case-se comigo.
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Atualizado até capítulo 105
Comments
Graça Barbosa
Pode chorar por toda dor pra fora isso faz bem minha linda depois você sairá revigorada
2025-01-11
1
Luzia
Que bom vai ser um contrato de casamento espero que ela aceite só assim ela poderá se vingar
2025-02-11
0
Maria Helena Macedo e Silva
será que o sr coleman tinha interesse na Srtª Lenny antes dela conhecer o traíra do Robert🤔
2025-01-15
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