PONTO DE VISTA DE MAIA WILLIAN
Noah se aproximou quando Shaw falou do visitante.
— Quer que eu te acompanhe? — Ele perguntou.
— Não é necessário. Vou ver em que posso ajudá-lo. Deve ser algo importante para esperar por tanto tempo. — Falei com tom de voz normal para que Cauã ouvisse e percebesse a minha atitude profissional sem receio de encará-lo.
O propósito também era fazer parecer que não o conhecia.
"Cauã, vou quebrar a minha promessa de nunca mais falar com você..." — Pensei.
Eu respirei fundo e entrei na sala.
Cauã estava sentado de costas para a porta.
— Boa noite! — Disse ao parar ao seu lado e estender a mão para cumprimentá-lo.
Cauã olhou-me, levantou e apertou a minha mão, verificando cada traço do meu rosto.
Não foi fácil manter a naturalidade, mas me esforcei.
— Você deve ser o Alfa Cauã Blackwood, sou a Delegada Maia Willian. É um prazer conhecê-lo.
— É um prazer conhecê-la, também, delegada.
— Sente-se. Fique à vontade. Desculpe-me for fazê-lo esperar, mas tive que tratar de uma ocorrência fora da cidade.
— Tudo bem! Sei que é o seu dever.
Ajustei a temperatura do ar condicionado para ficar um pouco mais quente.
Tirei o coldre com a minha arma que estavam na cintura e coloquei sobre a mesa.
Cada movimento foi observado por ele.
— Diga-me em que posso ajudá-lo?
Como eu sabia sobre a visita dele desde o dia anterior, pela manhã tinha recitado o encantamento para ocultar completamente a tatuagem.
Para tentar despistar a minha identidade, resolvi deixar os braços à mostra, sem o sinal deixado pela bruxa. Pois, com certeza, o Jake deveria ter contado para ele, visto que estava à procura de Sakari.
Na ocasião, usava por baixo da jaqueta preta, uma blusa regata justa ao corpo da mesma cor.
Assim que tirei a peça excedente, eu vi Cauã observando atentamente cada braço meu.
A sua expressão facial passou de curiosa a decepcionada.
— Alfa, até agora não disse o motivo da sua visita.
— Delegada, tenho dois assuntos que deveria tratar com você.
— Pode dizer, ouvirei com atenção. Antes disso, aceitaria tomar um café comigo? Estou fora, há horas preciso de algo que me dê energia.
— Se não for dar trabalho.
— Não dará trabalho.
Levantei e fui até a cafeteira que ficava sobre um balcão perto da janela.
— Como prefere o seu? — Perguntei.
— Forte sem açúcar.
— Ok. Tem bom gosto. — Eu disse e sorri involuntariamente para ele.
"Enlouqueci? Por que sorri para ele?" — Pensei.
O cheiro do café expresso infestou pela sala e assim como o silêncio. Só o barulho da máquina era ouvido.
Alguns segundos depois, o ar também, mudou.
Ainda de costas falei ao perceber a chegada do novo visitante:
— Em que posso auxiliá-lo, Vossa Majestade?
Percebi que quando falei, Cauã virou o seu corpo em direção à porta.
— Belíssima, esqueceu que deve chamar-me pelo meu nome?
Virei em direção aos dois.
Levei o café até Cauã e lhe entreguei.
— Este é o seu. — Entreguei e encostei na beirada da mesa ao seu lado ficando com as minhas pernas ao lado das dele. Quase de frente um para o outro.
— Obrigado! — Ele agradeceu, observou onde me encostei e como fiquei próxima.
Ingeri um pouco do meu café e disse:
— Vlad, desculpe-me, pela falta de delicadeza, mas acredito que não tenha a sua bebida preferida aqui.
— Minha rainha, ter você tem, mas...
— Agora fui promovida a rainha? — Tentei provar a minha teoria sobre o ciúme de Cauã na noite anterior e o uivo.
— Você sabe que o convite é seu. E quanto a minha bebida favorita, o seu sangue tem o cheiro mais delicioso que já conheci.
— Vlad, estou decepcionada com você. Fui promovida a rainha e em segundos fui rebaixada a sua comida.
— Adoro o seu humor, Belíssima!
— Que bom! Mas agora vamos falar sério, como vê estou com um visitante. Em que posso ajudá-lo?
Vlad riu alto.
— Desculpe-me, fiquei tão fascinado com a sua beleza e o seu cheiro que nem percebi que havia um ser tão insignificante.
Cauã que visualmente estava se controlando até então, colocou a xícara sobre a mesa, levantou-se ficou ao meu lado, encarando o seu inimigo natural.
— Olha só, se não é o famoso Alfa Blackwood. — Vlad desdenhou.
— Não sabia que o Rei dos Vampiros era tão ocioso para vagar por pequenas cidades do país. — Cauã revidou.
— Digo o mesmo, já que o Grande Alfa tem tempo de sobra para procurar mulheres ou fêmeas como dizem.
Cauã deixou as garras saírem. Toquei a sua mão e segurei por alguns segundos.
De repente, uma espécie de corrente de energia passou entre nós.
Retirei a mão rapidamente.
Ele olhou para mim pensativo.
Voltei a olhar para Vlad que nos encarava, como fez comigo sozinha na noite anterior.
— Interessante! Um Alfa que não deveria ser Alfa e uma humana que não deveria ser uma humana…
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Denise Gonçalves das Dores
Acho que esse encontro vai dar B.O.😬
Se bem que eles já estão em uma delegacia.😁😁
2024-12-19
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Elaine Schmidt
Por que é burra
2025-01-24
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Suelen Andrade
eita ele não e filho da luna aposto
2024-11-14
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