PONTO DE VISTA DE CAUÃ BLACKWOOD
Passei a noite lembrando da luta da delegada com os vampiros.
Para uma simples humana, ela era incrível.
No entanto, toda a vez que eu lembrava do seu sorriso para o dono do bar, o meu lobo interior rosnava.
"Vai dizer que você gostou?" — Ele perguntou nos meus pensamentos.
Eu precisava falar com Maia, queria ouvir a sua voz sem outras em volta. Desejava encontrar alguma pista que me provasse ou não que ela era Sakari.
Sem avisar Wally fui até a delegacia.
Parei a caminhonete, quando desci, vi que o homem que o Renegado apontou como pai de Maia chegou e entrou apressado no prédio.
Acelerei os meus passos e quando cheguei na porta, concentrei no meu poder de ampliação da audição e ouvi:
— Noah, onde Maia está? Já voltou do desmaio?
— Ainda não. Estou preocupado. Vamos.
Acompanhei com o olhar, os dois homens que seguiram para o interior do local.
— Bom dia! O que o grande Alfa Cauã faz aqui novamente? — Outro renegado parou na minha frente e falou.
— Bom dia! Pelo visto, todos agora sabem quem eu sou. — Respondi.
— Não que isso importe para nós, porém todos que passam por Mystical Lane precisam entender que não estão nas suas alcateias, covis ou sabe-se de lá de onde vieram.
— Renegado, não abusa da sua sorte. Olha como fala comigo!
O lobisomem se aproximou e sussurrou, pois, um casal de humanos se aproximava.
— Alfa, aqui você não manda. Então, quem deve ter cuidado com o que fala é você. Agora, se não tem nada a fazer aqui nesta cidade, dê meia volta e siga para a sua alcateia.
De uma coisa ele estava certo, a minha aura de dominância era válida para os membros da minha comunidade e não para os outros que não fossem ligados a mim.
Estava prestes a explodir quando ouvi o tal Noah que havia escutado o nome antes, dizer:
— Você ainda não parece muito bem. Vá para casa. Se for necessário, ligamos para você.
— Noah, o líder destes vampiros vai aparecer a qualquer momento… — A voz de Maia respondeu.
Desta vez, eu ouvi a voz dela claramente.
— Se aparecer será a noite. Ainda é dia. — Ele falou.
— Filha, vamos para casa. Esse seu desmaio foi muito estranho. — A voz do seu pai transmitia preocupação.
— Pai, só estou preocupada com eles caso haja um revide. — Maia.
— Todos nós sabemos o que fazer. Não se preocupe, ficaremos bem. — Noah falou.
"Uma frágil humana preocupada com lobisomens que são muitos mais fortes? Por mais que ela seja incrível no quesito luta, ainda somos superiores na força e autocura." — Pensei criticamente.
— Escute-me, principalmente você deve tomar cuidado, e você sabe o motivo. — Maia.
— Claro que sei. — Noah.
— Vou até em casa, mas assim que eu estiver melhor, voltarei.
— Teimosa! — Noah falou, pareciam íntimos demais.
Eu não gostei de ouvir aquela interação preocupada e carinhosa
Quando os passos tornaram mais próximos, eu falei para o renegado que ainda me encarava:
— Avise à delegada que passarei aqui para falar com ela amanhã.
Saí e fui para a caminhonete.
Fiquei atento. Quando Maia e o pai saíram do pequeno prédio e entraram no carro, resolvi segui-los de longe.
A cidade era muito pequena, todos deveriam saber onde a delegada morava. De qualquer maneira, eu descobriria em breve.
Depois de alguns quarteirões, bem no final de uma rua sem saída, o carro estacionou.
Eu parei e fiquei observando a interação de pai e filha. Havia muito carinho e cuidado entre eles. Entraram abraçados na casa.
— Tomara que Jake chegue logo. Talvez ele possa me ajudar a tirar essa dúvida. — Falei comigo mesmo.
A porta do lado do passageiro se abriu.
— O que faz aqui Wally?
— Alfa, sou eu que te pergunto. Por que está parado aqui?
Com um movimento de cabeça mostrei a casa.
— Maia mora aqui.
— Estou preocupado com a sua obsessão. Está ciente que ela pode não ser a Sakari, certo? Se ela for ou não a Sakari, o que vai fazer? Ela é uma humana. Não poderá acasalar com ela. Está realmente preparado para a verdade?
Passei as minhas mãos pela minha cabeça e parei um pouco para frente do topo.
— Alfa, como o seu oficial direto e o seu amigo, aconselho a ir com calma. Vamos voltar para casa. Daqui há alguns dias voltamos. Deixaremos o Jake aqui.
— Eu sei das minhas obrigações. Reconheço que estou obcecado por descobrir a verdade. Entendo que tenho que voltar devido às minhas obrigações. Vou aceitar o seu conselho. Assim que Jake chegar iremos embora, porém voltarei alguns dias depois.
O meu coração pedia para não ir embora, mas o dever me chamava.
Wally balançou a cabeça não concordando com a minha decisão.
— Tem outra coisa que preciso te contar. A minha companheira disse que a sua mãe está doente. E por causa dessa questão...
— O que a minha mãe tem? — Interrompi o que ía dizer.
— Você sabe que nessa época do ano, ela fica mais depressiva que o normal. E por causa disso, não consegue liderar.
— Deixa eu adivinhar. O Conselho quer que eu acasale com Irina?
— Isso mesmo.
— Wally, preciso da sua ajuda, tenho que mostrar àqueles velhos a verdadeira face de Irina. Se não vou acasalar pelo vínculo de companheiros, farei com alguma fêmea da minha escolha, mas não será ela.
— Alfa, ela tem se esforçado muito para mostrar ao Conselho que é a Luna perfeita, talvez tenha mudado de verdade.
— Não acredito nessa redenção e o meu lobo também, não. Algo me diz que ela só quer o poder...
— Sempre acreditei no seu julgamento, se você diz que não confia nela, vou apoiá-lo. O que pretende fazer?
— Ainda não sei. Preciso da sua ajuda nesta questão.
— Ok. Vamos pensar juntos sobre o que e como fazer.
— Agora, vamos contactar Jake para saber quando realmente chegará.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Elaine Schmidt
Não gostou então engula e fica quieto
2025-01-24
0
Suelen Andrade
o nascimento da filha dela com o Joe
2024-11-13
0
Regina Celia
NÃO ME MATE DE EXPECTATIVAS. QUE ROMANCE É ESTE,NÃO CONSIGO FAZER NADA . PARABÉNS......
2024-08-26
0