PONTO DE VISTA DE MAIA
Cerrei os meus olhos e dei aquele olhar quase assassino para o Vlad.
— Sanguessuga, o quer dizer com uma humana que não deveria ser humana? — Cauã perguntou, desconfiado.
Vlad entendeu de imediato que o seu comentário poderia me trazer problemas, pois em seguida acrescentou:
— Cachorrinho, a Belíssima, sabe que eu posso dar a ela o que merece: a eternidade. E não uma vida tão curta como humana. Isso é muito pouco para ela. — Piscou com um dos olhos para mim.
— Vlad, Vlad, eu que eu faço com você? — Perguntei para mudar o foco.
— Seja a minha rainha e todos os seus problemas serão resolvidos. — Ele respondeu.
— Vlad, já falamos sobre isso e a minha resposta continua a mesma. Por favor, chega de galanteios, preciso terminar a minha conversa com o Alfa Blackwood para ir para casa e descansar.
— Entendo, mas um inconveniente de ser humano. — Vlad complementou.
Suspirei e balancei a cabeça negativamente.
— Ok, Belíssima! Vim aqui apenas para me despedir, preciso voltar ao meu reino. Conforme falamos, a minha irmã ficará aqui para protegê-la. Como estamos no mundo moderno, deixarei o meu número de celular, caso precise qualquer coisa, não hesite em me ligar.
Peguei o cartão com número de telefone dele que estendeu a mim.
Se o fiz como aliado, aproveitaria caso fosse necessário.
— Tome cuidado, Belíssima! Não me perdoarei se algo acontecer a você, novamente. — Disse e olhou para Cauã.
Em seguida, deu um passo a mais e aproximou-se, ao estender a mão para tocar o meu rosto, Cauã a segurou, dizendo:
— Não toque nela!
— Você não tem chances e sabe disso, certo? Por que insiste? — Vlad perguntou, encarando o seu oponente.
O clima na sala ficou pesado, os dois estavam num embate de olhares.
— Acredito que vocês são bem "grandinhos" para saberem que estão numa delegacia. Se querem brigar saiam da minha frente. — Saí de onde estava, dei a volta na mesa e sentei na minha cadeira.
— Não será necessário, tenho que ir agora. Até mais, Belíssima, minha futura rainha!
Vlad puxou o braço segurado pelo punho por Cauã e foi embora.
Cauã ficou olhando para mim por alguns segundos.
— Onde estávamos? Ah! Você disse que tinha dois assuntos a tratar. — Eu disse e peguei uma caneta sobre a mesa.
— Desculpe-me, sei que não é da minha conta, mas qual o seu relacionamento com esse cadáver ambulante?
Para descontrair e aliviar a tensão de todo aquele momento, eu ri alto.
— Nenhum. Vlad é um sedutor nato. Você pensa que serei ou seria ingênua a ponto de tornar-me uma vítima de um íncubo?
Quando falei, lembrei dos meus estudos sobre as espécies e Íncubo era uma delas, ou seja, um demônio na forma masculina que procura mulheres adormecidas, ou não, a fim de ter uma relação sexual com elas. Talvez, a minha versão não seria estar adormecida, mas não me relacionaria com um vampiro.
Ele suspirou aliviado.
— Alfa, vamos direto ao assunto? Deixa eu tentar adivinhar. O primeiro, seria a sua preocupação por eu saber sobre o mundo sobrenatural. Esse também, foi o motivo do Rei dos Vampiros vir até mim. Pelo que presenciou, ele não tem mais esta apreensão e até deixou um dos seus vampiros aqui para me proteger. Espero que você também não tenha, pois, apenas tenho o dom de sentir presenças diferentes à minha volta. Segundo, o meu braço direito, o Noah, disse que você procura por alguém, certo? Pela descrição que deu-lhe, já vi muitas humanas com esta aparência, mas seres sobrenaturais, não.
— Nem precisei falar, você disse tudo. Apenas restou a minha curiosidade referente ao seu dom.
— Qual curiosidade?
— Quando e como se manifestou? Como sabe tanto sobre as espécies? Eu vi você lutando com os vampiros há alguns dias, confesso que fiquei surpreso.
— Alfa, você disse que tinha uma curiosidade, pelo visto são várias.
— Desculpe-me, acho que me empolguei.
— Sobre o meu dom, não sei o que falar. Porque realmente não compreendo como e quando aconteceu. Mas, vem desde criança e fui aos poucos me interessando, descobrindo algo novo e assim por diante. — Menti.
— É um dom de família?
— Não que eu saiba.
Noah bateu na porta, mesmo estando aberta. Só então, lembrei da Crystal.
— Delegada, o Rei dos Vampiros pediu para lhe entregar este pequeno baú.
Ele olhou para mim como se questionasse se estava tudo bem, apenas assenti discretamente.
Levantei e fui ao seu encontro para pegar o presente, ou seja lá o que fosse.
Quando peguei a pequena caixa, perguntei:
— Noah, a Crystal presenciou ou ouviu algo que não deveria?
— Não. A Kylla saiu com ela assim que você entrou na sala.
Suspirei de alívio.
Virei para voltar à minha cadeira, mas a curiosidade foi muita e toquei na pequena chave que estava na fechadura para abrir a caixa.
No entanto, uma mão segurou o meu antebraço do lado da tatuagem oculta.
Olhei rapidamente e vi que era Cauã.
Não consegui puxar o braço a tempo, a minha visão ficou em branco e mais uma vez as imagens como de um filme em modo acelerado passou na minha frente.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Suelen Andrade
eita eita agora ela vai saber dos sentimentos dele pô ela
2024-11-14
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Suelen Andrade
o ciúmes gritando alto
2024-11-14
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Suelen Andrade
e só vc juntar 1 + 1 e vc vai saber
2024-11-14
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