PONTO DE VISTA DE MAIA WILLIAN
Seis meses se passaram, a cidade estava cada vez mais calma, todos os seres conheciam e respeitavam a Delegada Maia.
A minha fama correu o território afora seja do mundo humano ou do sobrenatural.
Os vampiros, bruxos, fadas, metamorfos e os lobisomens que ficaram detidos por algum motivo levaram aos seus povos a mensagem que Mystic Land não era mais um local sem leis e que havia celas que os dons ou os poderes deles não podiam ser usados.
Assim a paz começou a reinar.
Que pena! Eu adorava toda aquela agitação, brigas nos bares, discussões entre espécies… E claro, apreciava os momentos em que os nocauteava e quando acordavam assustados, sem entender como uma simples humana foi capaz de prendê-los. Toda vez que pensava assim, eu ria.
Talvez tenha comemorado cedo demais…
Era meu aniversário, estávamos eu, o meu pai, Noah e Crystal, uma amiga humana, no bar mais movimentado da cidade.
Illa e Shaw, os meus outros amigos Renegados, ficaram de plantão na delegacia.
Conversávamos alegremente e bebíamos.
De repente senti o cheiro de dois lobisomens entrando no local.
Olhei disfarçadamente para o balcão e vi dois homens altos e musculosos se aproximando.
Achei ambos familiar.
— O que foi minha filha? — O meu pai perguntou.
— Não sei. Aqueles dois no balcão, me parecem familiares.
Ele olhou para os homens que mencionei.
— Delegada, aquele é o Al…
Olhei para ele e o mesmo entendeu que estávamos na presença de humanos.
— Aquele é o líder de uma comunidade distante daqui. Seu nome é Cauã Blackwood. E o outro, é o seu braço direito, Wally Malle.
Nessa hora, o meu pai segurou a minha mão que era fechada em punho sobre a minha perna.
Eu respirei fundo e tentei ser o mais natural possível.
— Tem certeza? — O meu pai perguntou.
— Sim, eu tenho. Apesar de ter saído… de uma comunidade vizinha, há muito tempo, eu tenho amigos lá que sempre me atualiza sobre os… líderes.
— Entendi. O que sabe sobre ele? — Eu perguntei.
— Assumiu a liderança há quase cinco anos. É muito querido e respeitado por todos. Há anos, ele visita outras comunidades no país e mundo afora procurando a sua companheira.
— O que aconteceu com a companheira dele? — O meu pai perguntou.
— Parece que ele nunca encontrou a sua predestinada. — Noah respondeu.
Eu comecei a gargalhar e não conseguia parar.
— Maia, do que está rindo? — Crystal ficou sem entender.
— Achei engraçada a história. Por acaso, vocês acreditam em alma gêmea, pessoa predestinada? Sair a procura de uma, não acham engraçado? — Perguntei para disfarçar o motivo da minha risada.
O meu pai me olhou como se dissesse, preste ação na sua própria fala.
Eu cresci acreditando no vínculo de companheiros. Era óbvio que eu também sabia da existência, porém não podia dar pistas da minha risada.
"No auge da minha raiva naquela fatídica manhã, desejei que ele fosse infeliz por toda a sua vida. Realmente, as palavras tem poder." — Pensei.
— Eu acredito. Penso que nada acontece por acaso, portanto o amor não é diferente. — Crystal disse.
— Ok. Quem sou eu para discutir? Vamos pedir mais uma rodada? — Tentei mudar de assunto.
Todos concordaram, fiz sinal para o dono do bar e ele gritou:
— Mais uma rodada para a mesa da delegada.
Respondi com aceno de cabeça e um sorriso.
Nesse momento, o meu olhar cruzou com o de Cauã. E eu não sei o porquê, mas o meu coração disparou.
Desviei o olhar devagar, continuei conversando e rindo como se não o conhecesse.
No entanto, eu sentia os seus olhares. Não podia mentir, ele ficou um macho que chamava a atenção da mulherada. E a minha, não? Bem, como eu poderia responder… A nossa incompatibilidade, falava mais alto que o conceito de beleza.
Após um tempo, eu e Noah sentimos o cheiro do inimigo natural dos lobisomens, um vampiro, ou melhor uma vampira, e essa nós conhecíamos bem, Vick, já foi presa por nós três vezes.
— A paz durou pouco. — disse Noah quase rosnando.
— Vamos falar com ela e dar um recadinho. — Eu e Noah levantamos.
Vick conversava com o dono do bar e este fez sinal com a cabeça para ela, mostrando a mim e o Noah.
Ela se virou e encostou no balcão, toda sexy, esperando a nossa chegada.
— Vicky!
— Delegada!
— Não preciso dizer para se comportar, certo? — Eu disse.
— Já entendi o recado. Não vou brincar com o seu povo, quero falar com você a sós.
— Pode falar. Não tenho segredos com o Noah.
— Desculpe-me, mas não posso falar com ele aqui. — Ela falou fazendo careta de nojo e tampando o nariz.
Fiz sinal para o Noah e sai com a Vicky para um canto do bar.
— O que quer dizer? Vá direto ao ponto. — Apressei-lhe.
— O mundo sobrenatural está preocupado com a sua existência. Eles querem exterminá-la e ao seu lobisomem de estimação.
Eu ri alto e senti olhares em mim.
Noah, Cauã, Wally e o meu pai nos olhavam.
— Vick, essa não é primeira vez que alguém quer me matar. A diferença é que agora, incomodei vários grupos e não apenas um. Posso saber por que está me contando sobre isso?
— Porque nunca conheci uma humana tão interessante... — Vicky disse e piscou para mim.
Olhei em direção aos olhares que antes eram fixos em mim e agora tinham diminuído.
Cauã conversava com o Noah.
"O que eles tanto conversam?" — Pensei.
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Fátima Ramos
Cauâ deve de ter sentido algo quando olhou para a maia eagora deve de estar a tirar informações do ajudante e amigo dela
2025-01-31
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Elaine Schmidt
Por que você é burra por isso,a autora te fez burra 🤣🤣🤣🤣🤣
2025-01-24
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Emildyva
nossa vida 👄👄👄
2025-01-28
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