Zoe organizava a mesa com cuidado enquanto sua mãe, Elisabeth, terminava de esquentar a sobremesa na cozinha. A tia Eliz, como sempre, estava sentada no sofá, entretida com um álbum de fotos antigas que Zoe havia encontrado dias atrás. A luz do início da tarde entrava pelas cortinas, criando um ambiente acolhedor no pequeno apartamento.
— Essa lasanha tá com uma cara ótima, filha — comentou Elisabeth, ajeitando o prato principal na mesa. — Você tem mesmo se virado bem morando sozinha.
Zoe sorriu, colocando os copos.
— Aprendi com você, né? Só espero que fique tão boa quanto a sua.
Eliz olhou para as fotos e soltou uma risada nostálgica.
— Zoe, vem cá! Olha essa daqui — chamou, segurando uma foto de Zoe pequena, com um vestido amarelo e os cabelos presos em maria-chiquinhas. — Você era a coisa mais fofa do mundo!
Zoe caminhou até a tia, rindo ao se ver na foto.
— Ai, tia Eliz, que vergonha. Como você ainda guarda essas coisas?
— Porque fazem parte da nossa história — respondeu Eliz, fechando o álbum. — E por falar em história, como está seu pai?
Zoe trocou um olhar rápido com a mãe, que imediatamente desviou a atenção para o forno.
— Tá bem, eu acho — respondeu Zoe, sentando-se à mesa. — A gente conversa de vez em quando, mas nada muito profundo. Ele tá morando em outra cidade agora, como vocês sabem.
Elisabeth sentou-se em frente à filha, servindo as porções de lasanha.
— Seu pai nunca foi de se aprofundar nas coisas, né? Sempre vivendo no mundo dele.
Zoe percebeu o tom levemente crítico da mãe, mas preferiu não alimentar o assunto.
— Ele tentou me ligar semana passada, mas... sabe, acho que ainda é estranho conversar com ele depois de tudo.
Eliz suspirou, servindo-se de suco.
— Não é fácil, minha querida. Quando os pais se divorciam, os filhos acabam no meio de muitas coisas que não têm nada a ver com eles. Mas acho que ele tá tentando, pelo menos.
Elisabeth revirou os olhos, mexendo na comida.
— Tentando... até parece. Ele sempre foi bom em prometer coisas e nunca cumprir. E já fazem anos, você não precisa dele agora... mas a Zoe de antes precisava.
Zoe levantou o olhar, percebendo a mágoa ainda viva na voz da mãe.
— Mãe, sei que as coisas não terminaram bem entre vocês, mas ele é meu pai. Por mais complicado que seja, quero manter algum tipo de relação com ele.
Elisabeth respirou fundo, suavizando o tom.
— Eu sei, filha. E não quero atrapalhar isso. Só... só espero que ele não te decepcione como fez comigo.
Eliz bateu levemente na mão de Elisabeth, tentando aliviar a tensão.
— Já chega disso, Beth. Estamos aqui para aproveitar o dia, não para remoer o passado. Zoe, me conta mais sobre o hospital. Algum médico bonitão pra nos apresentar?
Zoe gargalhou, agradecendo internamente pela mudança de assunto.
— Ai, tia, você não existe. Não tem nada disso.
— Jura? — provocou Eliz. — Porque ouvi falar que você tem ficado bastante tempo com um tal de Lorenzo...
Zoe quase engasgou com o suco, enquanto Elisabeth arqueava as sobrancelhas, interessada.
— Lorenzo? Quem é esse?
— Ninguém, mãe! Ele é só um colega de trabalho, só isso.
Eliz deu uma piscadinha.
— Só um colega... Sei.
— Gente, sério, parem — Zoe pediu, rindo e ficando um pouco vermelha.
Elisabeth sorriu, mas dessa vez com um brilho diferente nos olhos.
— Bom, se for alguém que te faça bem, então é o que importa. Só quero que você seja feliz, meu amor.
Zoe olhou para a mãe, sentindo o peso daquela declaração. Por mais que os pais tivessem seguido caminhos diferentes, ainda havia amor e cuidado na forma como a mãe lidava com ela.
O almoço continuou leve, com conversas sobre o passado, risadas sobre as fotos antigas e muitas histórias das aventuras de Eliz. Enquanto lavava a louça mais tarde, Zoe refletiu sobre a importância de sua família. Por mais imperfeita que fosse, era sua base, e cada momento, bom ou ruim, fazia parte de quem ela era hoje.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 30
Comments
Rose Andrade
só me fala uma coisa o hospital não tem plantão e a folga
2024-06-02
7
Luziene Cardoso Nogueira
e o tanto de erro?!
2024-04-18
1
Elenice Palma
cara continuei lendo mais não dá mais não era casa que ela morava agora virou apartamento oxi a autora tá perdida com a história kkkk não perco mais meu tempo fuiiiiiiiiiii
2024-04-17
2