Hoje foi um dia diferente no hospital. Velma havia dividido as responsabilidades entre os internos, e Zoe acabou ficando sob a supervisão de Marcus Kennedy. Inicialmente, ela não gostou muito da ideia, mas aceitou em silêncio, lembrando-se de sua posição como interna. Afinal, questionar não era uma opção.
Para sua surpresa, Marcus se mostrou estranhamente cooperativo e até gentil. Zoe ficou desconfiada com a mudança de comportamento, mas optou por não comentar. Afinal, ele era imprevisível, com mudanças de humor tão repentinas quanto as dela.
No elevador, enquanto subiam para o quarto andar, Zoe se manteve quieta em um canto, observando os números mudarem no painel. Marcus quebrou o silêncio.
— Eu não mordo, Zoe. — Ele disse, lançando-lhe um sorriso leve.
— Eu sei... — respondeu ela, hesitante.
— Olha, me desculpa pelo que aconteceu há um mês, tá bom? — continuou ele, com um tom genuíno.
Zoe o encarou por um momento, surpresa.
— Tudo bem, Marcus. Você sabe que pode escolher não ser o vilão, né? Depende de você.
Ele soltou uma risada curta, mas parecia mais reflexivo do que sarcástico.
— Eu estava estressado. Falei coisas sem pensar. Desculpa mesmo, de verdade.
— Já disse que tá tudo bem. Você foi perdoado segundos depois de tudo aquilo. — Zoe respondeu com um pequeno sorriso, tentando encerrar o assunto.
Marcus balançou a cabeça, parecendo aliviado.
— Ok. Vou tentar ser uma pessoa melhor a partir de hoje. Só espero que você não tenha medo de mim...
Nesse momento, o elevador se abriu no quarto andar, e Lorenzo estava parado bem na frente, revisando papéis. Ao ver Zoe e Marcus juntos, ele sentiu uma onda de irritação subir. Antes que pudesse pensar, aproximou-se de Zoe, puxando-a levemente para perto e sussurrando em seu ouvido.
— Se ele falar qualquer coisa fora de linha, me avisa, dessa vez. — Sua voz era baixa, mas carregava firmeza.
Zoe concordou, ligeiramente surpresa pela proximidade. Ela sentiu um arrepio percorrer sua espinha, mas disfarçou. Lorenzo lançou um olhar gelado para Marcus antes de entrar no elevador, deixando os dois para trás.
Na sala de atendimento, Zoe se deparou com um garoto adolescente, e um déjà vu tomou conta dela. Era quase como reviver o momento que ainda a assombrava. Mas ela respirou fundo, tentando se concentrar. Marcus, por sua vez, parecia atento e até incentivador, algo que a desconcertou ainda mais.
Enquanto isso, Lorenzo desceu ao segundo andar para verificar um paciente que estava sob seus cuidados. Carolaine estava ao lado do paciente, ajustando o monitor.
— E aí, como ele está? — Lorenzo perguntou, aproximando-se.
— Bem melhor. Está quase pronto para a cirurgia. — Carol respondeu, sem tirar os olhos do monitor.
Após um breve silêncio, Lorenzo se encostou na parede do corredor, perdido em pensamentos. Carolaine notou e se aproximou, escorando-se ao lado dele.
— Não adianta negar para você mesmo. — Ela disse, cruzando os braços.
Lorenzo franziu o cenho.
— Do que você tá falando?
— Você ficou com raiva de saber que Zoe está com o Marcus hoje. — Carolaine afirmou com um sorriso divertido. — Admito, até eu tô surpresa. Ele não parece ser tão ruim assim.
— Até você, Carolaine? — Lorenzo rebateu, irritado.
— Só tô falando a verdade. Ou vai me dizer que não ficou com ciúmes?
— Você tá entendendo errado.
— Sei. — Carolaine arqueou uma sobrancelha, um sorriso travesso nos lábios. — Meu conselho? Vai fundo.
Lorenzo ficou em silêncio, perplexo com a percepção de Carolaine. Estava tão óbvio assim? Ele voltou ao trabalho, mas sua mente estava longe, sempre voltando para Zoe. Será que Marcus estava realmente tratando-a bem?
No almoço, Zoe estava com seus colegas no refeitório, parecendo mais descontraída do que de costume.
— E aí? Como tá sendo com o Marcus? — Carolaine perguntou, curiosa.
— Melhor do que eu imaginava. Ele tem um temperamento forte, mas não é um monstro. — Zoe respondeu, dando de ombros.
— Ele é gostoso. — Marcel comentou, arrancando risadas.
— Marcel, pelo amor de Deus! — Kira repreendeu, mas estava rindo também.
— Ele não mentiu. Sorte de quem já conseguiu tirar uma casquinha desse homem. Santo Deus. — Carolaine acrescentou, dramática.
— Meu Deus, Carolaine! — Zoe exclamou, rindo, mas envergonhada.
Do outro lado do refeitório, Lorenzo passou pelo grupo e seus olhos imediatamente buscaram Zoe. Ela estava rindo, com um sorriso que iluminava todo o ambiente. Ele sentiu algo apertar em seu peito.
— Que sorriso lindo... — murmurou para si mesmo, antes de seguir em frente, tentando ignorar os pensamentos que o perseguiam.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 30
Comments
Fatima Gonçalves
vdd muito médico
2024-05-26
6
Valdirene Vieira
Ler está história é como está revivendo cenas de Gray's Anathomy.
2024-04-20
3
Ana Selma Melo
IMBECIL é com C não com A
Desculpa pode ser um erro da plataforma 👍
2024-02-25
2