Na hora do almoço, todos estavam reunidos na cantina do hospital, exceto Zoe, que preferiu comer sozinha em uma mesa afastada.
Na mesa principal, estavam Kira, Carolaine, Augusto, Stefan e Marcel, conversando enquanto comiam.
— Ela é tão na dela... — comentou Augusto, lançando um olhar discreto para Zoe, que comia tranquilamente em outra mesa.
— A Zoe? Ah, sim, ela é bem reservada. — Carolaine respondeu, dando de ombros.
— Ouvi dizer que a mãe dela era médica. — Stefan acrescentou, curioso.
— Como se não fosse comum médicos terem pais médicos... — Kira comentou, com um tom levemente irônico.
— Tá brincando? Ela é filha da Elisabeth Becker! — Carolaine revelou, fazendo os outros arregalarem os olhos.
— Uau. — Stefan exclamou, impressionado. — Vai ser bastante favorecida, então. A mãe dela era uma das melhores.
— Além de tudo, ela é bonita. — Augusto murmurou, meio distraído.
— Eu diria sexy e gostosa, mas ela não faz a minha praia. — Marcelo comentou casualmente, arrancando risadas dos colegas.
— Augusto tá muito na dela. — Stefan provocou, rindo.
— Cala a boca, cara. — Augusto respondeu, revirando os olhos.
Enquanto os comentários rolavam na mesa, Carolaine se levantou com seu prato e foi até onde Zoe estava. Sentou-se ao lado dela, puxando conversa. Zoe, a princípio, ficou surpresa, mas logo se soltou e começou a conversar animadamente.
O momento, no entanto, foi interrompido pelo beep do pager de Zoe. Ela suspirou, levantou-se e foi até o local indicado.
Uma enfermeira com uma expressão nada amigável veio ao seu encontro.
— Você vai assumir o paciente da sala 204. Agora é sua responsabilidade.
— Mas ele não é meu paciente. — Zoe argumentou, confusa.
— O doutor Kennedy decidiu que agora é.
— Quem é Kennedy? — Zoe perguntou, mas a enfermeira já tinha se afastado. Ela bufou. — Beleza, vou cuidar de um paciente que nem sei quem é.
Zoe respirou fundo, colocou um sorriso simpático no rosto e entrou no quarto. Encontrou um senhor de mais de 60 anos, desacompanhado.
...[...]...
...Do outro lado do hospital......
Marcus Kennedy, o novo cardiologista, já estava causando alvoroço. Arrogante e prepotente, ele havia afetado o ego de vários neurocirurgiões em pouco tempo.
— Quem é ele, William? — Lorenzo perguntou, irritado, ao colega.
— Ele veio do Texas. É o nosso novo cardiologista.
— E já chega mandando? Ele teve a audácia de achar que eu era enfermeiro!
— Ele sabe muito bem quem você é, Lorenzo. Só estava tirando onda.
— Ótimo. Quando o Smith volta?
— Ele pediu um tempo, com prazo indeterminado.
— Que saco! — Lorenzo exclamou, saindo da sala visivelmente irritado.
Na sua sala, Lorenzo tentava se concentrar, mas a presença de Marcus no hospital parecia ferir profundamente seu ego. Ele ficou batendo a caneta na mesa até perceber uma movimentação fora da sala.
Ao sair, uma enfermeira informou que várias vítimas de um acidente de carro haviam acabado de chegar. Lorenzo correu para a emergência, onde a situação era caótica.
No meio da confusão, ele viu Zoe realizando massagem cardíaca em um garoto gravemente ferido.
— Vamos, fica comigo! — Zoe dizia com determinação, pressionando o peito do paciente.
— O que você está fazendo, garota? — Marcus chegou, esbravejando.
— Ele teve uma parada cardíaca. Estou tentando reanimá-lo! — Zoe respondeu sem parar o procedimento.
— Sai da minha frente, sua incompetente! — Marcus gritou, tomando o controle da situação.
Os aparelhos apitaram, mas o garoto não resistiu. Zoe ficou imóvel, olhando para o monitor que agora exibia uma linha contínua.
— Parabéns, você matou o garoto! — Marcus disparou friamente.
— Eu tentei... eu juro que tentei... — Zoe sussurrou, incrédula.
— Incompetente. — Marcus soltou antes de se virar, deixando Zoe arrasada.
Ela saiu correndo da emergência, escondendo as lágrimas. Entrou na primeira sala que encontrou e desabou, chorando.
Pouco depois, Carolaine, percebendo a ausência de Zoe, delegou um paciente a Marcel e foi atrás da amiga. Encontrou-a em prantos, abraçada aos próprios joelhos.
— Olha, não foi sua culpa. — Carolaine disse, sentando-se ao lado dela.
— Foi, sim. Ele estava nas minhas mãos. Eu matei ele. — Zoe respondeu, com a voz embargada.
— Cara, ele estava muito machucado. Não havia nada que você pudesse fazer.
— Eu poderia ter feito mais.
— Você fez mais do que o suficiente!
Carolaine entregou um copo de água para Zoe, mas precisou voltar à emergência, já que Velma, a chefe dos residentes, não tolerava ninguém sem fazer nada. Enquanto Carolaine saía, cruzou com Lorenzo, que caminhava apressado e com uma expressão sombria.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Adriana Mentoring de Mulheres
Que idiota esse Marcus 🤬
2024-12-24
2
Julia Santos
è minha cara realmente kkkkk um mundo não è um contas de fada
mas agora vc è um infeliz que poderia fazer e não fez nada
2024-11-19
1
Conce Mota
Esse Marcos é um nojento 🤬🤬 é o tipo de médico que se acha acima de tudo é de todos. affs 😤
2024-11-09
1