Zoe caminhava pelos corredores do hospital, conferindo o prontuário do paciente que estava sob seus cuidados naquele plantão. Ela ainda sentia o peso do caso anterior, mas havia decidido que não deixaria as dificuldades abalar seu profissionalismo. Quando entrou no quarto 312, foi recebida por um sorriso exagerado do homem de meia-idade que estava sentado na cama, aparentemente bem disposto, apesar de sua internação.
— Bom dia, Sr. Phoenix Como está se sentindo hoje? — perguntou Zoe, mantendo o tom cordial enquanto checava os monitores e os sinais vitais.
— Melhor agora que você chegou, doutora. Você deve ser o anjo enviado para cuidar de mim. — Ele piscou, seu tom carregado de charme intencional.
Zoe suspirou internamente, mas manteve o sorriso educado.
— Fico feliz que esteja se sentindo melhor. Vou fazer alguns ajustes no seu soro e verificar os exames de hoje.
— Ajustes? — ele disse, inclinando-se para mais perto. — Pode ajustar meu coração também? Ele ficou descompassado desde que você entrou.
Ela ergueu as sobrancelhas, sem esconder o desconforto.
— Sr. Phoenix vou pedir que se mantenha calmo para que possamos acompanhar sua recuperação adequadamente.
Enquanto verificava o soro, ele continuou:
— Não é todo dia que a gente recebe uma doutora tão bonita. Você já deve ter quebrado muitos corações por aí.
Zoe respirou fundo e decidiu ignorar os comentários, concentrando-se em concluir o que precisava.
— Vou enviar sua dieta ao serviço de nutrição. Precisa manter-se hidratado e seguir as orientações para sua recuperação. Mais alguma dúvida?
— Só uma. Você é casada? — Ele sorriu maliciosamente.
Zoe finalmente ergueu os olhos, encarando-o com firmeza.
— Sr. Phoenix estou aqui para cuidar da sua saúde, não da sua curiosidade. Por favor, vamos nos concentrar no seu tratamento.
O tom dela foi firme, mas respeitoso, o suficiente para fazê-lo recuar um pouco, embora ele ainda mantivesse o sorriso travesso.
Ao sair do quarto, Zoe encontrou Carolaine no corredor, segurando um prontuário e tentando conter uma risada ao ver a expressão irritada da amiga.
— O que foi? — Zoe perguntou, ajustando o jaleco.
— O Sr. Phoenix já tentou me chamar de "meu amor" na semana passada. Ele é assim com todo mundo.
— Ótimo, e eu achando que era exclusividade. — Zoe bufou, mas não conseguiu conter um sorriso.
— Relaxa, só mantenha a compostura. Ele não é mau, só acha que está em um reality show de flertes.
Zoe riu, balançando a cabeça.
— Preciso de um café.
— Eu também. Vamos antes que o Kennedy apareça e decida infernizar alguém.
Enquanto as duas caminhavam em direção à sala dos médicos, Zoe começou a relaxar, sentindo que, apesar das situações inusitadas, começava a se acostumar com a rotina no hospital — até mesmo com os pacientes intrometidos.
...[...]...
Lorenzo estava sentado em sua mesa, imerso nos detalhes de um caso complicado. Ele passava os olhos pelas imagens de ressonância magnética, tentando encontrar a melhor abordagem para um paciente com uma lesão cerebral delicada. A sala estava silenciosa, exceto pelo som rítmico de sua caneta batendo na mesa enquanto ele pensava.
De repente, a porta se abriu abruptamente, sem aviso. Lorenzo levantou os olhos, irritado, e viu Marcus Kennedy entrando como se fosse o dono do lugar.
— Precisamos conversar — disse Marcus, já puxando uma cadeira para sentar, sem ser convidado.
Lorenzo colocou a caneta sobre a mesa e cruzou os braços.
— E bater na porta? Já ouviu falar disso?
— Não tenho tempo para formalidades, Slogan. — Marcus o encarou com a mesma arrogância habitual. — Preciso revisar os laudos daquele paciente da emergência. Ele era meu caso antes de você tomar as rédeas sem me consultar.
Lorenzo arqueou as sobrancelhas, surpreso pela ousadia.
— Primeiro: eu não "tomei" nada. O caso foi encaminhado para a neurocirurgia porque a situação exigia. Segundo: eu não sou seu subordinado, Kennedy. Talvez você esteja acostumado a dar ordens, mas aqui as coisas não funcionam assim.
Marcus soltou um riso debochado.
— Claro, porque o grande Dr. Slogan nunca erra, não é? Sempre tão perfeitinho. Mas sabe o que eu acho? Você se aproveitou da ausência do Dr. Smith para se colocar como o "grande salvador".
Lorenzo se inclinou para frente, seus olhos estreitos.
— Eu faço o que é necessário para salvar vidas, e não preciso da sua aprovação para isso. E já que estamos sendo francos, você deveria começar a se preocupar menos com o seu ego e mais com os pacientes.
Marcus bateu na mesa, irritado.
— Não vou aceitar que você me desrespeite, Lorenzo. Se acha que pode me tratar como um residente, está muito enganado.
— E eu não vou aceitar que você entre na minha sala como se fosse dono do hospital, Kennedy. Se tem algo a dizer, faça isso de forma profissional.
O clima na sala ficou tenso, o silêncio pesado sendo interrompido apenas pelo som distante dos corredores do hospital. Marcus ficou de pé, ajeitando o jaleco com um movimento brusco.
— Isso não acabou. — Ele apontou para Lorenzo antes de sair e bater a porta com força.
Lorenzo balançou a cabeça, pegando a caneta novamente e respirando fundo para se acalmar.
— Que inferno. — murmurou, voltando a olhar para os exames do paciente.
Mas, mesmo enquanto tentava se concentrar, as palavras de Marcus ainda ecoavam em sua mente. Lorenzo sabia que aquele embate estava longe de terminar — e que Kennedy não desistiria tão facilmente de criar problemas.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Ilma Matias da Cruz
esse homem é muito ordinário credo 🤬🤬
2025-02-21
1
Adriana Mentoring de Mulheres
Já vir que esses dois vão se pegar por causa da zoe 🤣
2024-12-24
1
Conce Mota
🥰🥰🥰🥰🥰🥰❤️❤️❤️❤️❤️❤️🌹🌹🌹🌹🌹
2024-11-09
1