A esperança é a última que morre.

...Henry Winchester ...

...Brasil...

Meu desespero aumenta quando veja a mulher em meus braços fechar os olhos

— Não não não não, por favor amor, por favor._grito a abraçando_

Escuto o grito de Dean e um aglomerado de médicos aparecerem pedindo para que eu solte a minha mulher.

Dean se joga no chão ao meu lado, seu rosto banhado em lágrimas

— Solta ela Henry, precisamos cuidar do ferimento._Dean fala_

Eu afrouxo o aperto vendo os médicos à puxarem, me levanto rápido querendo segui-los mas Dean me impede.

— Calma, vamos com calma, eles são os melhores médicos, eles vão salvá-la._Dean falava mas eu sabia que ele não estava falando isso para mim e sim para si mesmo_

Seguimos em direção ao carro onde íamos para o hospital. Dean não parava de fazer ligações, uma delas para um que eu queria falar.

— Me dá._peço ríspido_

— Henry não queremos mais problemas do que já temos._diz me negando a dar o celular-_

Tiro meus olhos da estrada e o encaro

— Me dá essa porra Salvatore!!!_esbravejo puto_

Dean suspira e me dá

— Como meu filho está?_O homem do outro lado da linha pergunta_

— Com um buraco na cabeça e você também vai ter se chegar perto da minha mulher._o ameaço_

Escuto sua respiração acelerada

— Ele atirou na Sam?_O homem desconhecido pergunta_

Jogo o celular irritado para o Dean, a voz do filho da puta me irrita, tudo me irrita.

— Coloca essa porra no viva-voz.

Dean faz o que eu peço

— Dependendo do que acontecer no hospital, Matteo Santini, eu vou procurar você até no inferno. Você vai pedir pra morrer seu filho da puta. Vou fazer com que descubta o porquê de eu carregar o sobrenome Winchester.-Dean finaliza a ligação_

— Fica tranquilo irmão, eu te ajudo nisso._Dean diz_

|...|

Chegando no hospital eu corro em direção a recepção.

— Como a Sam King está?_pergunto ofegante_

A mulher começa a negar com a cabeça dizendo que não entende minha língua.

— Porra não consegue entender!? Que merda de hospital é esse afinal!?_esbravejo irritado_

Dean me empurra para longe da mulher assustada.

— Vai sentar porra, eu vou descobrir como ela tá.

Faço o que Dean pede a contragosto e fico observando enquanto ele fala com a recepcionista. Dean volta cabisbaixo me deixando alerta.

— Ela está na sala de cirurgia, está em estado crítico._explica desanimado_

Respiro fundo tentando controlar a vontade de chorar, chorar como uma criança, porra eu deveria ter seguido ela, ter ido atrás dela. Por que eu demorei tanto?

|...|

Depois de horas de espera, minha paciência e sanidade no limite máximo e meu corpo completamente gelado devido ao nervosismo, vejo o médico aparecer.

— Como ela está?_pergunto desesperado_

O homem nega com a cabeça e olha para Dean que traduz o que eu disse, porra ninguém aqui fala inglês caralho?!

— Ele disse que a cirurgia foi um sucesso, porém, a Sam perdeu muito sangue, ela está fazendo uma transfusão de sangue e está desacordada, podemos ver ela mas só um pode ficar no quarto.

— Eu fico._digo rápido_

Dean suspira concordando

— Eu vou cuidar de tudo e preparar nossa volta para Londres. Precisamos sair do Brasil o mais rápido possível._Dean avisa_

— Eu cuido do nosso transporte, se preocupe apenas com os cadáveres, por favor._Peço enquanto vamos em direção ao quarto onde a Sam está_

Ao chegarmos no quarto observo uma enfermeira checando o sinais da Sam. Minha florzinha estava cheia de aparelhos e um curativo em sua bochecha, tento seguro o nó que se forma em minha garganta e me aproximo da mesma tocando sua mão, meus olhos ardem ao ver como minha florzinha estava. Beijo sua testa e toco seu cabelo, não conseguia segurar as lágrimas, ela podia ter morrido, eu quase a perdi. Escondo meu rosto em meu braço permitindo-me chorar copiosamente.

Dean beijava sua mão, lágrimas banhavam o seu rosto. Foi um grande susto, a Sam nunca cometeu um erro desses, mas por querer poupar a vida do jovem acabou por fim pagando um preço alto.

Assim como Dean, Henry estava possesso por vingança, queria que qualquer um que tocasse em sua mulher morresse, a morte mais dolorosa que existisse.

Os homens ao redor da Sam poderiam ter uma aparência elegante e apaixonante, mas tudo isso existia para esconder o desejo assassino de cada um deles, um desejo que no momento estava insaciável.

A vingança seria dolorosa e angustiante.

Dean sai do quarto deixando apenas Henry protegendo e cuidando de sua irmã, no fundo ele sabia que ela estava segura com o mais velho.

O barulho dos aparelhos me deixavam em alerta máximo, estava com medo, pela primeira vez eu me via com receio de que algo ruim acontecesse. Observando a minha mulher deitada na cama eu só consigo lembrar da mesma se despedindo de mim, ela não tinha medo. Ela deu o seu melhor para fazer o que eu pedia, mas não estava com medo de morrer, e isso me deixou preocupado e apavorado.

— Não sei se está me escutando florzinha. Eu espero que esteja, não quero parecer um lunático falando sozinho._solto o ar pela boca_ Você precisa ficar melhor, me entendeu? Eu ainda sou seu chefe então é bom me obedecer._falo sarcasticamente, mas não por muito tempo já que o nó formado em minha garganta mostra o quão perdido estou_ Porra amor, eu não sei o que vou fazer se você não conseguir melhorar._passo minhas mãos em minhas têmporas no intuito de afugentar as lágrimas rebeldes que lutavam para sair_ Não posso ficar sem você, eu não quero ficar sem você, você é minha luz florzinha, você não pode me deixar aqui sozinho amor._lágrimas já saiam sem parar dos meus olhos e sinto meu peito doer_

Aperto sua mão na esperança de que isso pudesse me acalmar, de que me fizesse entender que ela estava fora de perigo. Mas eu sabia que não estava, eu sabia que essas horas seriam cruciais, eu sabia do risco que ela corria, porém, eu nutria a grande ilusão de que isso era apenas um pesadelo, que quando eu acordasse eu a veria dormindo no sofá enquanto um filme qualquer passava na TV.

Derrepente os aparelhos começam a apitar sem parar, levanto minha cabeça rápido olhando para os painéis, luzes vermelhas piscavam freneticamente, olho para a Sam e ela estava tendo uma confusão.

— Não não não não..._Corro para fora do quarto pedindo ajuda das enfermeiras que passavam_

Elas correm em direção ao quarto e mais e mais médicos também entravam no quarto. Tento entrar e acompanhar de perto mas um enfermeiro me empurra para fora.

— Agora não._ele diz voltando para o quarto e fechando a porta atrás de si_

Meu coração batia mais rápido a cada segundo, acompanho desesperado pela janela todo o procedimento, rezando pela primeira vez, eu implorava para quem quer que fosse que salvasse minha mulher.

Minhas mãos tremiam a cada tentativa de ressuscitação, era a terceira vez e nada, ela não tinha voltado. Por favor Deus, por favor, traga minha mulher de volta.

E então, como um piscar de olhos, lá estava, a pulsação voltando. Devagar, eu solto a respiração que nem percebi que tinha prendido, minhas mãos estavam trêmulas e suadas, eu estava gelado e fraco, por alguns minutos, eu a perdi, e por alguns minutos meu coração parou de bater junto com o dela.

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Comments

Eunsu7

Eunsu7

minha respiração quase foi embora junto kkk

2023-12-30

1

Leda

Leda

Que emocionante o amor dele por sua florzinha,

2023-11-04

2

Dete Nunes

Dete Nunes

tô amando a história

2023-10-27

1

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