...Sam King...
O detetive já estava a mais de meia hora na sala do Henry. Parece que o Henry está começando a ter dúvidas sobre mim.
Depois de mais alguns minutos os dois saiem vindo em direção a copa, os dois se sentam na mesma mesa que eu.
— Nunca fomos apresentados, sou Matheus Silva, detetive particular.– ele me lança um sorriso estendendo a mão para mim –
– Aperto sua mão – É um prazer, sou Sam King. Secretária da senhor Winchester.
Solto sua mão e bebo meu café, Henry só observava tudo sem falar nada.
— Então Sam, como veio parar aqui?– diz me dando um sorriso –
Luto para não revirar os olhos
— Vi que precisavam de uma secretária e me candidatei, o resto quem decidiu foi o senhor Winchester.– digo sem cerimônia –
— Percebi que tem um sotaque diferente, é russo?
O encaro sorrindo
— Sim é, passei minha infância lá, é impossível não ter.
Hoje meu sotaque estava carregado, acho que por não ter descansado bem ontem e estar irritada.
— Então seus pais são russos, desculpe mas você não parece russa.
— É porque não sou senhor Silva, sou brasileira mas fui adotada por uma família russa.
Adotada, era até engraçado falar isso, os termos mudaram de sequestrada para adotada, adorável.
— Posso saber porquê?
Ele estava sendo um pé no saco, não aguentava mais falar educadamente
— Claro, pergunte o que quiser, não tenho nada a esconder– -digo sorrindo falsamente –
O vejo engolir seco
— Você conheceu John Winchester?
Diz sem delongas e vejo Henry me encarar
— Sim, ele era amigo do meu pai, o meu pai era advogado, os dois trabalharam juntos.
Vejo Henry murchar na cadeira
— Trabalharam juntos?
— Meu pai ajudou com alguns contratos do Winchester, consequentemente pude conhecê-lo.
— Sabe quais contratos?
— Não desculpe, eu só tinha três anos, não é como se fosse um gênio e conseguisse ler contratos com aquela idade.– levanto uma sobrancelha sorrindo –
Ele coça a garganta falsamente e vejo Henry sorrir para mim
— Você conhece alguém chamado Wilson Morgan?
Grande Wilson
— Não, não conheço, porquê?
— Foi ele que roubou seu carro.
Finjo pensar, ele é realmente bom, estou impressionada
Mas para estar fazendo essas perguntas deve ter procurado sobre mim, obviamente não achou muita coisa já que está aqui
— Foi uma morte terrível a dele não é. Foi torturado, Deus, aquilo, foi horrível.– finjo nojo e tristeza – Era só uma bateria, quem faria uma coisa daquelas com alguém?
O olho com lágrimas nos olhos, vejo que Henry acreditou no teatro já o tal Matheus nem tanto, gostei.
— Você foi ao Blood Virgin ontem?
– Limpo algumas lágrimas – Sim, o meu irmão estava lá bêbado, fui buscá-lo.
Então ele soube que eu estava lá, quem eu deixei passar?
Matheus me olha surpreso, não descobriu que eu tenho um irmão? Que decepção
— Irmão?– o vejo colocar a mão na boca e olhar para Henry –
Sua linha de raciocínio se viu numa rua com duas saídas, qual será a certa?
— Sim, um irmão mais novo, aquele danado não para de se meter em encrenca, por isso Minha mão está machucada, entrei numa briga para defendê-lo.
Henry me olha, e tudo se encaixa, já que bate com o que eu disse mais cedo
— Porquê? Ele se meteu em encrenca de novo?– finjo preocupação –
— Não não senhorita King. Muito obrigado por responder minhas perguntas, eu tenho só mais uma. Conhece alguém chamado Samael?
– Finjo pensar – Não... não conheço. Desculpe.
Matheus se levanta e vai em direção a pia, Henry se aproxima de mim e sussurra em meu ouvido
— Desculpe se foi invasivo.
Sinto um arrepio por todo o corpo e um beijo ser depositado em minha bochecha, o olho e vejo um sorriso em seus lábios. Fico incrédula e abaixo a cabeça sem saber o que falar.
Volto ao meu posto meio desnorteada, Henry volta para sua sala e Matheus me encara enquanto espera o elevador.
— Sabe Sam, eu sei que é você.
— Eu o que?– finjo confusão –
Ele nega com a cabeça e entra no elevador, desgraçado.
|...|
Meu turno logo acaba e vou indo em direção a sala do Winchester
— Senhor? Que horas devo estar no aeroporto?
— Às oito da manhã, tudo bem?
— Sim senhor, até amanhã.
Saio de sua sala indo para o elevador, desço no estacionamento e vejo que o carro do Matheus continua aqui, reviro os olhos e entro no meu carro. Ligo e vou indo em direção ao meu apartamento. Olho no retrovisor e vejo o carro do Matheus, Deus, ele acha que está me seguindo discretamente assim?
Meu celular toca no suporte e eu atendo
— Buba, me falaram que tinha um cara perguntando sobre você, tá sabendo disso?– Dean fala irritado –
— Sim, é o detetive do Henry, acho que ele procurou sobre mim e Samael.– falo revirando os olhos –
— Já pesquisou sobre ele?
— Ainda não, quer fazer?
— Vou ver o que descubro.– o escuto suspirar –
— Ele tá me seguindo.
— O QUE!?
Seu grito é estridente, tapo meu ouvido com o barulho
— Se esse filho da puta tentar alguma coisa buba, eu juro que a última coisa que ele sentirá é um tiro na cabeça, quem esse caralho pensa que é porra!?– ele diz rápido –
— Fique calmo, ele não está fazendo nada até agora, em cinco minutos estarei em casa.
Ele desliga irritado, sei que está preocupado mas o Dean precisa ter cuidado com o temperamento
Paro no supermercado para comprar algumas coisas, quero fazer algo diferente para comer
Vou andando pelos corredores, olhando o que vou precisar, até que sinto alguém atrás de mim
— Quando descobriu?
Me viro com uma sobrancelha levantada e os braços cruzados
— Senhor Silva, quando descobri o que?– pergunto sem paciência –
— Que eu...– ele para me analisando –
— Você o que?– O induzo a completar a frase –
— Nada, eu confundi as pessoas. Desculpe.
Matheus me lança um sorriso, típico de quem está mentindo, que ridículo. Dou as costas para ele e continuo olhando as prateleiras, o vejo sair pela porta irritado, hoje é o dia do estresse só pode.
Pego tudo que vou precisar e vou em direção ao caixa, quando estou prestes a pagar, sou interrompida
— Samael!!! Como é bom revela.
Finjo costume e abraço o homem de cabelos grisalhos a minha frente, dizendo em seu ouvido
— Não me chame assim, quer que eu vire um alvo porra?
Ele tapa a boca imediatamente e me pede desculpas
— Que tolice minha, Sam King, como você cresceu, continua linda como sempre.– vejo um sorriso fofo em seu rosto e não contenho o sorriso –
— É bom revê-lo Peter, continua velho como sempre.
Ele ri alto e me ajuda com as compras. Já com as compras no porta malas, me encosto no carro esperando o porquê de sua aparição repentina
— Ontem chegou uma encomenda para mim, especificamente uma gravação.– ele suspira – Do John, deve ser entregue ao Henry, eu não posso entregar então. Preciso que entregue.
— Porra manda pelos correios ou sei lá o que Peter, Henry acha que a única ligação que tenho com o John é por causa do meu pai.
Digo o encarando, o vejo por a mão no bolso e tirar um envelope
— Ele não aceitaria o envelope de um estranho e você sabe disso, só pode ser entregue diretamente, por alguém que tem contato com ele. Que ele confie.
Abaixo a cabeça suspirando, meu disfarce não durará se eu entregar essa merda de pacote, mas... eu preciso. Pego o envelope irritada e entro no carro, não olho para trás só avanço em direção ao meu apartamento.
Complicação de merda
Chego em casa cheia de bolsas, olho para sala e Dean me esperava sentado no sofá
— Não vai vir me ajudar?– pergunto levantando as bolsas em minhas mãos –
Ele revira os olhos e se levanta vindo até mim, pegando as bolsas e levando para a cozinha
— Matheus Silva, detetive particular, fiquei sabendo que ele tem ligação com o Damian.– Dean cruza os braços com o corpo apoiado na bancada –
– levanto as sobrancelhas em surpresa– Com o Damian? Acho meio impossível isso. O cara é um detetive de quinta.
— Não é não, o desgraçado tem contatos em Moscow, foi até na sua antiga escola irmã.– o vejo fechar os olhos tentando controlar a respiração –
— Isso vai ser divertido então, pelo que entendi ele será uma pedra no nosso caminho certo?– Cruzo os braços olhando para Dean –
— Como pode estar se divertindo com isso Sam? Ele pode te machucar, pode tentar usar algo contra você.– Dean avisa preocupado –
— Ah! irmão, em Moscow não existe nada que possa me fazer mal e nem no meu passado, meus pais estão mortos, os "pais" que me criaram eu mesma matei os filhos da puta, e eles nunca chegaram até você, se eles só tentarem, Londres ficará pequena demais para minha fúria, quem tentar tocar em você, terá a porra das mãos decepadas e o corpo ficará a mostra para todos verem que não devem mexer com meu irmão. Quer me ajudar com o jantar?-o olho sorrindo-
– Dean ri – Brasileira?
— Brasileira.
— Então eu ajudo.
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Atualizado até capítulo 47
Comments
queijinho
ele é um bom detetive 🕵 em hahaha
2023-12-13
1
🦊Guminho🦊
que mulher retada , adoro quando a mulher é forte, mim identifico, odeio quando a mulher fraca que se deixa ser humilhada e dai a pouco tá com as pernas abertas pra quem à humilhou
2023-08-05
8