O início

...Sam King...

...Londres...

Acordo cansada e dolorida. Olho meu relógio e vejo que são seis e quarenta, estou atrasada. Me levanto e tomo um banho, coloco um terno preto e faço um rabo de cavalo, meu cabelo é enorme e cacheado, amo como fica lindo de qualquer jeito.

Saio de casa indo em direção a Empresa do Winchester, a empresa número um de Londres, Empire W, o Winchester tem um vasto império, especializado em joias e contabilidade, que só de pensar me deixa cansada.

Chegando na empresa

— Bom dia Layla.– digo para a recepcionista a qual gosto muito –

— Bom dia Sammy, raramente você chega atrasada querida, aconteceu algo? Ou alguém?– Layla pergunta com um sorriso malicioso –

— Você tem sempre que ser tão safada Layla? Não não tem ninguém, só dormi demais, enfim, o Senhor Winchester já chegou?

— O senhor gostoso e grande Winchester não chegou ainda.

– rio de sua cara – Certo, vou subir, tenha um bom dia.

— Você também Sammy.

Entro no elevador e paro no último andar designado só para mim e o senhor Winchester. Sigo para minha mesa e coloco minha bolsa em minha poltrona, arrumo alguns papéis e olho o relógio, sete e meia, me levanto indo à copa e pegando café para mim e o Winchester.

Volto para minha mesa e continuo arrumando os documentos.

Escuto o barulho do elevador e sei que é ele, me levanto com seu café e o Tablet com o horário.

— Bom dia senhor Winchester.– Digo entregando o café com um sorriso –

— Bom dia senhorita King e obrigado.

Ele caminha em direção a sua sala e eu vou atrás, depois de sentar em sua cadeira começo a repassar seu horário.

— O senhor tem reunião às dez horas com o Senhor Queen, e as onze a conclusão do contrato com a empresa do senhor William, a William's Company, as duas da tarde reunião com os funcionários da contabilidade como o senhor solicitou. O resto do dia o senhor está livre.

Digo o mais profissional possível mesmo não sendo tão necessário, estou aqui a três anos e o Winchester já me disse que não precisava de tantas formalidades mas gosto de respeito e se quero, devo dar também.

— Por favor cancele a reunião com o Queen, e adiante o restante dos compromissos, se ele perguntar o porquê do cancelamento diga que é por causa da Luiza.

— Sim senhor, com licença.

— Obrigado senhorita King.

— Só estou fazendo meu trabalho senhor.– Henry me olha sério e depois volta sua atenção para o computador –

Volto para minha mesa e falo com o senhor Queen e como sempre o homem só falta soltar veneno pela boca.

Continuo na guerra árdua dizendo que o Henry está com a agenda cheia, depois de longos minutos discutindo ele desiste e me manda remarcar. Graças a Deus, não aguentava mais.

Escuto o elevador se abrindo me revelando uma mulher de baixa estatura com traços asiáticos, a garota me olhava com desdém, Jasmim Yang é seu nome, ela tem um caso com o Henry, ele a chama as vezes, e eu sou obrigada a escutar seus escândalos

— Avisa ao Henry que eu tô aqui.

Não digo nada, só respiro fundo e ligo sua sala.

— Algum problema senhorita King?

— Senhor a senhorita Yang está aqui.

O escuto bufar de raiva, acho que dessa vez ele não à chamou

— Só um minuto King.

Ele diz desligando. pelo que o conheço lá se foi sua paciência, estou aqui a tempo suficiente para saber que quando ele não me chama de senhorita é porquê está terrivelmente irritado.

— Ele pediu que aguardasse.

Eu digo simples mas o que não foi simples foi o estrondo da porta do Winchester, me levanto pronta para apaziguar a situação. Olho para a mulher atrás de mim e a vejo assustada

— O que faz aqui Yang?

Henry pergunta com fogo nos olhos, a garota me empurra para o lado e fica a frente do mais velho, garota burra.

— Henryzinho o que foi? Porquê está tão irritado? Eu não fiz nada de errado.

Ela falava fazendo um bico ridículo, não contenho minha cara de desaprovação e vejo o senhor Winchester me olhando diferente, o olho sem entender o porquê da sua reação.

— King por favor, proíba a entrada desta mulher em qualquer uma das minhas propriedades. E você senhorita Yang, não se faça de inocente, a última coisa que você é aqui é inocente. Se me procurar de novo garantirei que passe o resto de sua vida presa. Entendeu?!

Ela o olhava incrédula e assustada, já pra mim isso não foi nada demais, já o vi fazendo coisa pior. Henry me lança um olhar que logo entendo, pego o telefone e ligo para os seguranças que chegam rapidamente e levam a garota.

— Que se dane, vá para o inferno Henry?! Você é só mais um idiota de merda!!! Me soltem!!!– a garota grita –

— Ela perdeu a cabeça.

Digo calmamente e olho para o homem ao meu lado que estava sério

— Garantirei que ela não chegue mais perto do senhor.

Henry balança a cabeça concordando e volta para a sala. Não importa o quão irritado ele esteja eu nunca o vi levantar a mão ou a voz. Hoje não foi diferente.

Sou tirada dos meus pensamentos com o toque do telefone

— Sala da presidência, Bom dia.

— Bom dia Sam, poderia vir buscar alguns documentos para o Henry assinar?– Bruce pergunta –

— Sim senhor, só um minuto.

Desligo me direcionando ao elevador, Bruce Miller é vice presidente e melhor amigo do Henry, ele é menos "fechado" que o Henry e me chama pelo primeiro nome, não tenho nenhum problema com isso, não me irritando está ótimo.

Saio no seu andar e vejo sua secretária me olhar triste, imagino o porquê

— Bom dia senhorita King, o senhor Miller já está lhe esperando.

Agradeço e vou para sua sala, bato na porta e escuto um 'entre'. Entro e o vejo me olhar com um sorriso

— Sam, tão linda a cada dia.

— Obrigada senhor.– digo sem emoção –

— Ah Sam, já disse para não me chamar de senhor, me chame apenas de Bruce, tudo bem?

— Os documentos senhor, o senhor Winchester precisa vê-los o mais rápido possível.

Bruce me olha sem graça e entrega os documentos, saio sem agradecer, ele é legal mas é um grande assanhado, e eu não quero ter que lhe dar uns socos, passo pela garota e decido ajudá-la

— Olhe para mim garota, não se abale com isso, só faça seu trabalho e deixe o resto pra lá entendeu? O dinheiro é mais importante que isso.

Ela me olha e me dá um sorriso triste

— Pensei que ele gostasse de mim.

A menina aparentava estar arrasada

— Quem tem que gostar de você é você mesma, que se foda os outros entendeu?– ela afirma com a cabeça – Ótimo agora mãos a obra.

Ela sorri e me agradece, me viro e entro no elevador, a garota era diferente da Layla, Layla também fodia com o Miller mas diferente da secretária do mesmo Layla não se iludiu achando que se tornaria algo a mais, não sou de me importar com os outros mas quando vejo que é uma mulher se diminuindo por homem que não vale a pena eu não posso ficar sem fazer nada.

Volto para sala do Henry e bato na porta

-Entre.

Entro e vou para frente de sua mesa colocando os papéis, olho o relógio em meu pulso e vejo que já está perto da primeira reunião. Peço licença e saio de sua sala, vou até o celular e confirmo a vinda do senhor William com sua secretária, a mesma me diz que já estão a caminho, decido ir a copa e sirvo café, quando volto escuto o elevador, William sai dele elegantemente como sempre, seu terno azul escuro e cabelos loiros penteados para trás. Muitas funcionárias e funcionários babam no homem a minha frente, realmente é um homem muito atraente mas não me enche os olhos ainda mais sabendo o quanto sua secretária e esposa é ciumenta e que também se encontrava do seu lado, rio com o pensamento e vou até eles entregando os cafés. Os dois me agradecem, pego o celular e aviso ao senhor Winchester.

— Pode entrar Senhor William.

— Obrigado senhorita King.

Ele se vira beija sua mulher e vai para sala do meu chefe, a mulher a minha frente sorri para mim e vem em minha direção

— Como está Sam?

Ela era sempre muito simpática, sempre que vinha conversava comigo

— Estou bem senhora Hale e você?

— Há Deus Sam, não precisa me chamar assim, só Alice está bom e respondendo sua pergunta estou ótima.

Seu sorriso meigo não deixa seu rosto por um minuto

— Certo, desculpe.– tento ser cordial –

— Vou me sentar aqui e deixá-la trabalhar.

Agradeço e volto aos meus afazeres, porém, ainda falo algumas coisas mundanas com ela. Depois de um tempo seu marido sai do escritório.

— Vamos querida?

Ela se levanta com um sorriso radiante, me dá tchau e eles vão embora, os dois são muito bonitos juntos

— King, por favor venha na minha sala.

Afirmo me levantando e indo para sua sala

— Sim senhor, do que precisa?

— Sente-se.

Ele aponta para a cadeira a sua frente, me sento e o espero falar

— Vou direto ao assunto, tenho um evento para ir no Brasil, e preciso que vá comigo, sua hospedagem está por minha conta não se preocupe.

Henry me olhava sério, queria que estivesse brincando, essa viagem vai atrapalhar meus planos, mas se eu não for não poderei protegê-lo, porra

— Não se preocupe senhor, poderei ir com o senhor sem problemas.– digo e sei que ele sentiu a frustração na minha voz –

— Infelizmente vou precisar de ajuda com o português, eu não falo fluentemente, poderia resolver isso para mim, por favor?

Um sorriso escapa dos meus lábios, Henry era fluente em muitas línguas, mas infelizmente expandiu para o Brasil a pouco tempo, logo, ele não entende quase nada.

— Sim senhor, posso resolver isso.

Com um sorriso ainda brincando em meus lábios, Henry me olhava curioso, eu posso até estar louca mas acho que vi um possível sorriso em seus lábios

— Quando será a viagem?

— Daqui dois dias.

— Ótimo, terei tempo de resolver tudo, mais alguma coisa senhor?

— Não, pode ir senhorita King.

Saio de sua sala e vejo que já está no horário de almoço. Já estava arrumando minhas coisas quando o Henry aparece e me olha

— Precisa de algo senhor?

— Vamos almoçar King, preciso de ajuda com uma coisa.

— Certo.

As vezes almoçavamos juntos, nós almoçavamos e resolviamos coisas da empresa, isso começou quando ele estava empilhado de coisas para resolver e eu decide ajudar

Flashback on

Estou indo na sala do Henry perguntar se ele precisa de algo já que irei almoçar, bato na sua porta e o escuto dizer 'entre'. Entro e vejo ele atolado de papéis para assinar e ler, ele obviamente nem sabia por onde começar

— Precisa de ajuda senhor?

Pergunto chegando perto de sua mesa, Henry me fita com seus olhos azuis chamativos, ele estava obviamente com os nervos a flor da pele, Henry direciona seu olhar para seu relógio em seu pulso e vê que estou no meu horário de almoço logo bufando em resposta

— Pode ir almoçar senhorita King, estou bem.

— Desculpe o linguajar senhor mas obviamente você precisa de ajuda, vamos fazer assim.– Henry me encara com olhos pidões – Peço almoço para nós dois e trabalhamos juntos enquanto isso, melhor do que uma mente trabalhando são duas mentes trabalhando.

Digo simplista e Henry me encara decidindo se aceita ou não

— Eu adoraria, por favor.– diz por fim desistindo de lutar –

Flashback off

Desde aquele dia as vezes almoçavamos juntos. Henry espera eu pegar minha bolsa e chama o elevador enquanto isso, entramos no elevador e ele logo fala.

— Tem ideia de um tradutor bom?– Henry me olha cansado –

— Sim senhor, fique calmo, ele é bom.

Passamos pela recepção e vejo Layla, ela fazia uma cara do tipo "eu tô ligada no que vocês dois estão indo fazer" típico dela, nego com a cabeça rindo e continuo o caminho. Henry abre a porta do seu carro para mim e eu agradeço, ele entra e logo dá partida.

— Se me permite dizer senhor acho que seria bom almoçar em um restaurante 100% brasileiro, já vai se acostumando com a língua e culinária.

Henry desvia a atenção da estrada e olha para mim me pedindo para por um no GPS, rapidamente coloco e continuamos em silêncio, não um desconfortável, longe disso, um até agradável, eu diria que sua personalidade me lembra a de seu pai, ele ficava assim depois que terminavámos um trabalho, quieto e pensativo, mas nunca deixando de ser cordial, sorrio com a lembrança.

— Não precisa ser tão formal fora da empresa, não me importo com informalidades.

Sorrio de sua fala, não se importa com informalidades mas está sendo cem por cento formal, que hipócrita Henry!?

— Entendi.

Chegamos no restaurante e o cheiro do tempero vem forte em nossas narinas, Henry procura um lugar para sentar e eu o sigo, acabamos nos sentando numa mesa de frente para uma grande parede de vidro, ele se senta à minha frente.

— Me mostre esse tradutor.

Ele realmente estava nervoso com isso, obviamente odeia não estar no controle de tudo

— Sou eu senhor, acho que sou confiável o suficiente não?– digo com um sorriso ladino –

Henry me olha levemente espantado o que me faz querer rir

— Não tinha essa informação na sua ficha de contratação.

— Eu sei, esqueci de colocar.

Me segurava para não rir de sua cara

— Mas se lembrou de por Russo?

Ele levanta um sobrancelha e me encara, é fácil esquecer, sou poliglota, vez ou outra esqueço que falo algumas línguas.

— Eu não uso tanto assim o português por isso esqueci de colocar.

O garçom chega e fala português, Henry obviamente não estava entendendo nada então começo meu trabalho

— "Boa tarde, já sabem o que vão querer?" traduzo para o Henry que pega o cardápio olhando

— "Boa tarde"

Faço meu pedido e Henry ainda olhava o cardápio

— Quer ajuda Henry?

Ele me fita surpreso e pela primeira vez o vejo sorrindo, um sorriso simples de quem gostou do que ouviu

— Por favor. Pode traduzir esse?

Vejo e era um prato simples até, traduzo e o mesmo escolhe ele, o garçom se vai e nós ficamos esperando.

— É brasileira ou só se interessa pela cultura?

— Minha mãe é brasileira e meu pai britânico. Então sim, eu sou.

O que deixa muitas pessoas confusas já que as vezes meu sotaque russo aparece forte, ficam sem entender o porquê e eu raramente explico

— E ela está no Brasil com o seu pai?

Fico quieta por um segundo, não gosto de falar deles

— Eles morreram a muitos anos atrás.– sorrio sem graça –

— Eu sinto muito.

— Nah, está tudo bem, foi a muito tempo.

Henry me olha levemente triste, sei que ele sabe como me sinto.

O garçom chega com nossa comida, comemos e voltamos para a empresa, Henry estava mais calmo o que dava a entender que o resto do expediente seria tranquilo.

|...|

E no fim das contas realmente foi tranquilo. Arrumava minhas coisas na intenção de chegar em casa logo, pego o elevador com o Henry, saímos no estacionamento, ele me deseja uma boa noite, sim já era noite, toda aquela agenda calma nos fez sair a seis da noite.

Entro no carro e tento ligá-lo e simplesmente não funciona, maravilha, tento mais uma vez e nada, porra, mil vezes porra, saio do carro e abro o capo, vendo um bilhete.

Surpresa

É melhor correr Samael, não é muito seguro andar sozinha a noite.

Idiota de merda, levou a porra da bateria do carro, quando eu pegá-lo arrancarei o caralho do seu pau fora e o farei comer. Enquanto pensava em formas de torturar o filho da puta, uma montanha de músculos para ao meu lado.

— Algum problema Sam?

Henry pergunta olhando em meus olhos e as mãos no bolso, estava sem jeito?

— Roubaram a droga da bateria do carro.

Digo e ele olha incrédulo, a raiva transbordando de seus olhos me fez ter pena dos seguranças. Henry avança a passos largos para a área das câmeras e o sigo, ele não pode surta por uma besteira dessas, digo tentando me convencer, Henry nunca surtou e tenho um leve receio de que se essa montanha de músculos decidir explodir a empresa vá abaixo em segundos.

Henry abre a porta com força assustando quem estava no recinto.

— O que porra vocês estavam fazendo que não viram quando roubaram a bateria do carro da senhorita King?

Sua respiração acelerada e sua voz alterada estava assustando a todos, os homens começam a tentar se explicar enquanto os que estavam nas telas tentam achar algo. Deus isso está um caos. Vejo a gravação junto com um dos seguranças e descubro quem foi, ele tá fudido.

— Está tudo bem pessoal, o que importa é que ninguém se machucou, vamos esquecer isso. Mandarei um reboque vir amanhã de manhã, vou pedir um uber.– Digo tentando tirar a atenção de todos da gravação, porque esse desgraçado será encontrado jogado numa vala sem a porra do pau –

— Não precisa, venha eu levo você.

Henry diz e vai em direção ao carro não me dando tempo de resposta, decido só segui-lo, ele abre a porta do carro para mim, eu entro e logo Henry fecha a porta voltando para a sala de segurança, Deus que complicação.

Depois de uns minutos ele volta ainda irritado.

— Me mande o valor de tudo, eu pago.– Ele diz de olho na estrada –

— Não é necessário senhor eu posso pagar, essas coisas podem acontecer com qualquer um.

O que não é uma grande mentira mas comigo é fácil acontecer, infelizmente.

— Estava dentro da minha empresa, no seu horário de trabalho, é minha responsabilidade, por favor, me mande a conta.– Henry diz desviando os olhos da estrada e me fitando com seus olhos azuis chamativos –

Só confirmo com a cabeça, ele não vai desistir mesmo.

Depois de alguns minutos chegamos no meu prédio

— Obrigada, até amanhã.

— Até amanhã.

Desço do carro e vou direto para o elevador, não estou com ânimo para fingir simpatia. Saio no meu apartamento, entro e vejo todas as luzes acessas, maravilha

— Dean Salvatore se não vir aqui agora e me explicar o porquê dessas luzes acessas eu juro por Deus que arranco suas tripas!!

Eu grito fechando a porta atrás de mim, não demora e eu vejo o homem de cabelos bagunçados a minha frente, estava sem camisa e o rosto inchado.

— Porra você ligou todas as luzes pra simplesmente dormir!?

— Foi mal Buba. Estava cansado e esqueci de desligar. Desculpa maninha.– Ele diz vindo em minha direção e me abraçando –

— Querendo me ganhar com carinho Salvatore? Seu desgraçado.

Ele ria com o rosto em meu pescoço, sabe que me ganhou, filho da mãe

— Como foi no trabalho?– Pergunta se afastando do abraço e me dando um beijo na testa –

Ando até meu quarto com ele em meu encalço.

— Teria sido ótimo se não tivessem roubado a porra da bateria do meu carro.

— O quê?! Quem roubou?

— Will, o grande Will, vou matar o filho da puta, a surra que dei nele aparentemente não serviu de nada.

— Vou localizá-lo, hoje mesmo o desgraçado vai estar morto.

Confirmo com a cabeça e ele sai do meu quarto me deixando sozinha. Dean Salvatore, meu irmãozinho de consideração, eu o salvei anos atrás e desde então não nos separamos, ele virou minha família, eu mataria e morreria por esse idiota, e sei que ele faria o mesmo. Paro de pensar e decido tomar um banho.

A água quente relaxa meus músculos tensos, olho para meu corpo me sentindo triste. O meu corpo era coberto de cicatrizes e algumas tatuagens feitas para que eu não esquecesse o meu passado, tudo que fiz, as pessoas que matei.

Nem percebo que lágrimas saiam dos meus olhos se misturando a água, odiava sentir-me vulnerável, e lembrar do passado me deixava assim.

Perdida nos meus pensamentos não percebo Dean me olhando preocupado

— Vem, eu cuido de você.

Ele diz me puxando do Box e me enrolando na toalha, Dean sempre estava aqui quando eu precisava, e eu o amo tanto por isso.

— vamos nos enxugar e nos arrumar, sabe porquê?– pergunta Dean com seu sorriso encantador e me abraçando gentilmente –

— Porquê?– pergunto sorrindo –

— Vamos numa boate e de quebra chutar a bunda do pequeno Will.

— Pequeno é?– digo rindo de sua expressão –

— Ta tá, vá logo trocar de roupa sua adolescentezinha.

Gargalho com a sua resposta

— Eu adolescente!? Foi você que se denunciou.

— Qual é Buba, ele nunca conseguiria me pegar, nem nos sonhos dele.– Dean fala enquanto joga o cabelo imaginário –

Eu não consigo segurar a gargalhada alta que sai da minha garganta, Deus, como ele consegue!?

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Comments

🦊Guminho🦊

🦊Guminho🦊

isso ai mulher , mim vi em você , que se fodam o resto

2023-08-05

7

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