...Sam King...
Abro os olhos com a claridade me irritando. Olho ao redor e vejo Henry dormindo tranquilamente ao meu lado. Depois da minha conversa na varanda com o Henry nós deitamos de novo.
Olho às horas, eram dez da manhã, porra, levanto da cama num pulo, me viro e Henry ainda dormia tranquilamente.
Sigo em direção à cozinha, chego encontrando a geladeira aberta, me deixando em alerta, se o Henry tivesse levantado da cama eu saberia, tento correr de volta para o quarto, mas sou surpreendida por braços me prendendo por trás.
— Me solta!!!_Grito tentando me soltar, porém se mostra ser em vão_
Me debato e quando ia dar um golpe no meio de suas pernas eu paro com a voz que me chama.
— Irmãzinha, amor, não faça isso, pretendo ter filhos._Dean fala me soltando_
O encaro incrédula, mas eu sabia que o cheiro de colônia barata não me era estranho. Vagabundo de merda!!
Henry vem até nós preocupado graças ao meu grito irritado e Dean o fita confuso, e eu aproveito o momento dou-lhe um soco na cara. O mesmo cai com a mão no rosto gemendo de dor. Bem feito.
— O que porra foi isso buba!? Eu não bati em você._diz irritado_
— Mas me assustou, odeio sustos._falo saindo da sala_
Mas ainda consigo ouvir a risada do Henry
— Você precisa de ajuda?_Henry pergunta_
— É óbvio Winchester!!_Dean grita_
|...|
Já de banho tomado e de ter trocado de roupa, volto para a sala. Encontro meu irmão com um saco de carne na na bochecha e Henry com uma xícara de café em mãos lendo um jornal. Deus ainda existe jornal impresso?
— Valeu, como vou sair com a cara assim?!_Dean fala exasperado_
Seu rosto se encontrava com um belo roxo em sua bochecha, e eu só consigo rir da sua situação, foi um belo soco.
— Vai rindo, vai rindo, quando Deus te castigar, eu é que vou estar rindo do seu sofrimento._diz com um bico em seus lábios_
Gargalho mais ainda, aham claro que vai.
Vou em direção a geladeira e digo
— Deus vai me castigar por um soco na sua cara e não vai te castigar pelas jovens que você maculou?_questiono bebendo minha água calmamente_
Dean se vira bruscamente me encarando com os olhos arregalados, e eu o olho debochadamente.
— Eu não tenho nada haver, elas que quiseram._responde cruzando os braços birrento_
— Eu também não tenho nada haver, você que quis o murro._digo dando de ombros_
Henry olhava toda a situação com um sorriso nos lábios, há ele tava adorando o circo.
— EU QUE PEDI?! Eu venho aqui todo fofo e amoroso pra proteger e salvar minha irmã, e eu levo um soco na cara?!_O mesmo diz se fazendo de vítima_
— Há Deus Dean, não seja manhoso, você já recebeu coisa pior, o que é um soco amigo nessa história? Sua sorte é que não tô comparando com a de Buenos A_Dean corre até mim tapando minha boca com a mão_
Dean me solta tossindo falsamente.
— É é verdade, uhum, foi só uma brincadeira nos fins das contas né irmã?! Eu te amo do mesmo jeito._Diz beijando minha cabeça e voltando a se sentar ao lado do Henry_
Ele odeia o que aconteceu em Buenos Aires
— Eu gostaria de saber o que aconteceu em Buenos Aires._Henry pronúncia como quem não quer nada_
Dean toca seu ombro fazendo sinal de silêncio com o dedo indicador na boca.
— Cala a boca Henry, a gente mal se conheceu cara, cala a boca._Dean pede em súplica_
Rio da cena
Henry segurava a risada vendo o Dean voltar para seu lugar pegando o saco de carne congelada e colocando de volta no rosto.
— É um prazer conhecê-lo Dean._Henry estende a mão para o Dean_
— Pega o mão do Henry — É um prazer te conhecer Henry.
— Que amor, agora podem ir ao parquinho juntos._digo rindo da cena_
Os dois reviram os olhos ao mesmo tempo, olha estão até conectados!!!
— Enfim, vocês podem pedir o café da manhã? Eu vou ao shopping, preciso procurar um vestido para o evento, certo senhor Winchester?_Digo olhando para o Henry_
— Sim, não se preocupe com o pagamento, mande para mim, eu pago. É minha responsabilidade afinal.
É minha vez de revirar os olhos
— Por Deus Henry, eu posso pagar, quem vai vestir sou eu, e se me dá licença eu tô indo, não se esqueça da reunião com o Senhor Oliveira, as três da tarde._o aviso indo em direção a porta_
— Espera eu vou, eu disse que arrumaria um vestido para você, e eu vou cumprir._Dean diz vindo até mim_
Vejo Henry se levantar e me olhar com olhos pidões, não é possível.
— Não tenho nada pra fazer aqui, posso ir também?_pergunta me olhando como cachorro que caiu da mudança_
Deus isso é sério?!
Dean olhava a cena com uma cara de puro deboche.
— Claro Henry, vai se trocar, nós esperamos aqui._falo indo para o sofá_ Toma um banho, vai por mim, vai ajudar com o calor.
Falo isso me deitando no sofá, sei como os britânicos são com banho, o país é bem frio, então, não faz muito sentido tomar três banhos por dia, porém estamos no Brasil, tchau frio e seja bem vindo calor, é obrigatório tomar pelo menos dois a três banhos por dia, mas o Henry desde que chegou tem subido muito no meu conceito, porque? Por quê o desgraçado toma mais banho que eu!!
Dean vem até mim levantando os meus pés e se sentando os pondo no seu colo.
— Sem pressa._Dean diz_
Depois de uns segundos escutamos o barulho do chuveiro
— Já fodeu?_Dean pergunta na cara de pau_ Se não, não vai demorar muito, vocês fedem a falta de foda._diz fazendo uma careta_
— Não consigo, tentei ontem e olha só o que aconteceu, só de beijá-lo a voz do pai dele veio na minha mente._digo cansada_
— me dá um tapa — O John foi um merda, não acredite nas palavras dele, você é ótima, você não escolheu isso, ele que fodeu tudo, você não tem culpa Sam.
Sinto meus olhos arderem e minha garganta formar um nó, Dean logo percebe e me puxa para seus braços, ele me abraça forte, acariciando minhas costas e dizendo palavras adoráveis. Respiro fundo tentando segurar os soluços que lutam para sair.
Eu digo que John foi um amigo, mas eu sei que não, se não fosse por ele eu não seria tão fudida psicologicamente, mas, querendo ou não, ele me salvou de muita merda, então eu simplesmente não consigo acreditar nas palavras do Dean. John conviveu comigo por anos, ele me viu crescer e no que eu me tornei, ele tem propriedade pra me chamar de monstro.
Suspiro me afastando do Dean mais calma.
— Você deveria ir ao psicólogo._diz me encarando sério_
— E falar o que? Que eu tenho traumas por que eu matei muita gente e fui torturada tanto física como psicologicamente? Eu sairia de lá direto para a cadeira elétrica._digo rindo_
— Porra irmã, você não pode continuar assim._Dean toca meu rosto delicadamente_
Eu sei que não posso Dean... Mas eu não sei como sair.
Vejo o Henry saindo do quarto e me levanto rápido.
— Vamos?
Henry afirma com a cabeça
|...|
Já estávamos no shopping, o Dean forçou uma amizade com o Henry, acho que o mesmo ainda está decidindo se gosta do meu irmão ou não, mas tenho certeza que ele está amando o tradutor ambulante ao seu lado, a cada loja de eletrônicos o Dean puxa o Henry para que o mesmo escute as especificações de cada jogo ou eletrônico que seja, os olhos do meu chefe chegam a brilhar com cada palavra que sai da boca do meu irmão, Deus que homens nerds.
— Certo meninos, já se divertiram.
Digo tentando puxar o Dean, evitando uma entrada desnecessária a milésima loja de eletrônicos. O mesmo, relutante, sai da loja.
— Preciso comprar o vestido e vocês dois virão comigo, Deus, vocês estão impossíveis!!!_esbravejo irritada_ Não são mais crianças e Henry se passar esse cartão pra comprar esse boneco do Superman eu arranco seu braço._ameaço apontando para a montanha de músculos a minha frente_
O mesmo se encontrava falando com uma vendedora, que o mostrava um Superman todo articulado. Henry vem até mim com a cabeça baixa.
— Desculpe._pede envergonhado_
Bufo revirando os olhos e seguindo em direção a loja a minha frente, entro com os dois em meu encalço, as vendedoras vão para cima dos meninos enquanto eu fico sozinha, primeira vantagem do dia.
Vou caminhando pela loja, procurando um vestido que chame a minha atenção.
— Desculpe queridinha, acho que você entrou na loja errada.
Me viro tendo visão de uma vendedora com um um kilo de maquiagem em seu rosto, Deus, isso é mesmo necessário?
— Desculpe amorzinho, mas acho que a única que está no lugar errado é você._aponto para a mesma_ Porquê isso tudo literalmente não é usado numa loja como essas, num circo até vai, mas, aqui?!
A mulher faz uma cara feia
— Gente da sua laia não pode comprar aqui_me olha dos pés a cabeça_ Saia antes que eu chame os seguranças, sua negrinha impetulante.
Então meus olhos se arregalam, sem reação, não acredito, eu não acredito porra!?
— Eu não acredito que você é uma racista de merda!? Olha aqui porra eu quero falar com o caralho do seu gerente agora, sua vadia de merda!!_digo puxando os seus cabelos e a levando até o balcão_
Ao chegar no balcão, bato seu rosto na mármore branca fazendo um estrondo e as outras vendedoras me olharem assustadas.
— Eu quero o gerente. Agora.
Vejo Dean e Henry vindo em minha direção.
— O que merda tá acontecendo aqui Irmã?!
A racista de merda arregala os olhos
— IRMÃ?!_ela grita_
— Essa vadia foi racista comigo, me chamou de negrinha impetulante, a sorte dela é que não dei uns socos nessa cara de puta mau comida dela.
Henry vem até mim e a tira das minhas mãos com dificuldade, já que eu realmente não queria soltar sua cara, e ainda por cima pedaços do seu aplique ficam em meus dedos, porra, essa merda ainda é falsa?!
Vejo o Henry apertar sua mandíbula e falar algo em seu ouvido, a mesma arregala os olhos assustada e tenta se soltar do seu aperto mas o mesmo só aperta mais a fazendo gemer de dor. Desde quando o Henry age assim?
O gerente vem até nós e fica sem entender, adivinha?! O gerente era negro, vejo a cara de repulsa da mulher quando o vê. Vadia. Explico tudo que aconteceu ao mesmo e ele fica totalmente sem chão.
— Eu peço minhas sinceras desculpas, nós não compactuamos com esse tipo de atitude, isso é completamente contra nossas diretrizes._me responde desesperado_
— Quanto é?_Henry vem até nós jogando a mulher no chão_
O gerente o olha sem entender
— Desculpe senhor, eu não entendi?
Henry fecha os olhos, suspira e o encara novamente.
— Qual o valor desta merda de loja?_Henry pergunta sem paciência_
Agora era todo mundo que se encontrava com os olhos arregalados. Não não não, ele não vai fazer isso?!
O gerente gagueja e fala um preço, alto demais, aperto o braço do Henry negando com a cabeça.
— Eu vou comprar, todas as lojas, a mulher ao meu lado será a dona._Henry aponta para mim_
— Henry?! Não._nego com a cabeça desesperada_
O mesmo se abaixa em minha direção, beija meu rosto e se aproxima do meu ouvido falando
— Terá seu nome em todas as lojas e quando eu voltar você demitirá essa filha da puta com todo ódio e repulsa._e então sai seguindo em direção ao escritório com o gerente_
— passo as mãos no rosto nervosamente — Deus ele vai comprar mesmo.
Me viro a procura do Dean já que ele não estava mais ao meu lado e o encontro agachado ao lado da loira, segurando seu pescoço e ameaçando a mesma.
Vou até o mesmo e o tiro de perto da mulher.
— Se isso se repetir de novo, com qualquer outra pessoa, eu vou atrás de você, e não adianta se esconder, posso te achar até no inferno.
— Está tudo bem irmão._o tranquilizo, mesmo aparentando estar calmo sua respiração acelerada e descompassada me mostrava o contrário_
Ele respira fundo tentando controlar a raiva e vejo Henry e o gerente voltando, o gerente se encontrava com um sorriso de orelha a orelha.
Henry sorri ao me ver e vem até mim e segurando minha cintura.
— Faça o que eu pedi querida._Henry diz com um sorriso perverso_
Olho para mulher no chão, sangue escorria de sua boca, graças a mim e marcas violentas de dedos em seu maxilar e pescoço graças a Dean e Henry, ela até tenta se arrasta para os pés do Henry, porém o mesmo a chuta para longe. Me agacho ficando na sua altura, e ela ainda tinha a audácia de me fitar com nojo.
— Pegue suas coisas, tire o uniforme, e nunca mais pise em minhas lojas de novo.
Encaro o gerente e o mesmo chama os seguranças, e eles tiram o uniforme a força a deixando só com sua roupas íntimas.
— Serei legal com você, vá colocar suas roupas._digo a encarando com desdém_
A mesma tentava esconder o corpo com as mãos
— Eu...eu...eu não trouxe roupas, só essas._confessa encarando o chão_
Suspiro
— Então... não posso ajudá-la, seguranças.
Ela me fita apavorada
— Não não... por favor... não... não pode fazer isso.. perdão... por favor.
— sorrio — Não posso? Eu posso e vou fazer. E que isso sirva de lição para todos aqui, quem for racista ou pensar em ser, terá o mesmo fim da mulher a sua frente.
Os seguranças a levam para longe, porém mesmo com uma considerada distância nós podíamos escutar seus gritos. Me viro encarando os funcionários.
— Alguém poderia me mostrar os vestidos?_pergunto sorrindo_
— "Por aqui senhora"._todos dizem em uníssono_
Ótimo. Respeito, eu adoro isso.
"O seu maior erro foi ter dito essas coisas para a minha mulher, você não vai ser só demitida, você vai viver uma vida miserável, não irá conseguir nenhum emprego, nem como vadia em um bordel qualquer, farei da sua vida um inferno, e você vai pedir, implorar, pela morte, e eu não darei ela a você. Tudo isso porquê decidiu mexer com a minha mulher."
...Henry Winchester...
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Atualizado até capítulo 47
Comments
Ediene Andrade
uau adorei 😍
2024-01-11
1
Ely Ana Canto
🫢🫢☺️🫢🫢😱😱😱😱😳😳😳🫣🫣
2023-11-16
0
Valéria Alencar
🤯🤯🤯🤯
2023-11-10
0