Elisa estava parada no seu lugar e, conforme eu me aproximava, eu ouvia os garotos chamando-a de boa samaritana.
Rolei os olhos e não senti vontade de rir, como fazia alguns dias antes, senti que de alguma forma estavam todos nos olhando, então passei o braço por sua cintura e me inclinei, selando os meus lábios nos dela, até ela ceder um breve espaço para um beijo.
Ouvi uma gritaria e ignorei logo quando a sua língua tocou a minha, não havia nada além de nós dois, todas as vozes foram abafadas, uma pena que durou pouco tempo e logo estávamos saindo dali com os murmúrios dos estudantes sem nada o que fazer.
Peguei a sua mochila para mostrar um pouco cavalheiro e carreguei até uma das mesas, ela sentou-se e eu sentei ao seu lado, abraçando-a pelos ombros.
— Tudo bem?
Perguntei, vendo-a encolhida em sua cadeira.
— Não faça mais isso.
Pediu sussurrando.
— Isso o quê?
Contrai o cenho e me inclinei para ela.
— Não me beije mais em público assim.
Mordeu os lábios e eu olhei devagar, sem entender muito bem.
— Está bem, desculpe-me.
Ela abaixou a sua cabeça e se recostou a mim.
— Pega um suco para mim, por favor?
Pediu ela virando o rosto para mim.
— Pego sim.
Sorri e me levantei, caminhando até a máquina de suco, preenchi o copo e fui voltando devagar.
Jéssica me acenou e eu balancei a cabeça, cumprimentando-a, os meus amigos fazia sinais idiotas para mim, zombando Elisa, que me esperava em silêncio, encolhida na cadeira.
Suspirei mais uma vez, aquilo não seria fácil, e de alguma forma eu sentia que para ela muito menos.
— CUIDADO, Daniel Olivares!
James gritou irônico, empurrando-me com força pelos ombros de forma que o copo de suco virasse todo sobre Elisa.
Eu não acreditei que um dia isso fosse capaz de acontecer realmente, pois tinha de ser muito bem calculado, mas deu perfeitamente certo.
A camisa azul de Elisa estava completamente molhada e começava a ganhar transparência, ela tinha os olhos arregalados e as mãos na altura dos ombros, onde havia parado em meio ao susto.
— Desculpa!
Eu pedi inclinando-me para ela.
Elisa olhou para mim com os olhos cheios de lágrimas e eu senti a minha garganta trancar.
Virei-me imediatamente para James, que ria com as mãos no joelho e me aproximei firmemente.
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa ou alguém pudesse-me impedir, eu aproveitei a sua posição e dei um murro no seu rosto, ele gemeu e me olhou assustado, foi necessário apenas um movimento seu para que eu o empurrasse para longe com outro soco no rosto.
— Idiota!
Eu gritei, sentindo duas mãos me segurando por debaixo dos braços.
— Calma, cara, calma.
Miguel me pedia enquanto Maurício parava entre nós dois com os braços abertos.
— O que está acontecendo aqui?
A vice-diretora perguntou, aproximando-se, e eu soltei-me das mãos de Miguel.
— Vem.
Estiquei a mão para Elisa enquanto com a outra eu pegava nossas mochilas.
— Hum! O Daniel Olivares gosta de coraçãozinho?
Eles gritavam, referindo-se ao sutiã de Elisa, que ficou visível através da bula molhada.
— PERGUNTE PARA A SUA MÃE DO QUE EU GOSTO!
Eu gritei irritado enquanto abraçava Elisa próximo de mim.
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Atualizado até capítulo 142
Comments
Júlia Caires
gostei dessa atitude aí
2024-02-05
4
Nalú Faria Machado
Agora ele tomou uma atitude de homem adulto e não de moleque.
2023-08-01
1
Karhen
Acredito que Dani caiu no próprio golpe...
2023-02-15
4