16

Dirigi até o centro e estacionei perto ao meio fio, se passaram alguns minutos até que algumas garotas começaram a sair e eu desci do carro, fechei a porta e fiquei escorado nele com as mãos no bolso da calça, esperando ver Elisa entre todas elas.

Sorri ao vê-la descendo as escadas conversando com uma mulher um pouco mais velha.

Elisa usava uma meia fina preta, um macacão curto e uma camiseta larga por baixo, caindo no ombro direito.

Os cabelos desordenados num rabo de cabelo mal feito, quase soltando-se sozinho, ela ficou estática quando me viu, algumas garotas olhavam e comentavam entre si, eu fingia não dar importância a isso.

Esbocei um sorriso fraco e ela piscou algumas vezes, como se quisesse acreditar que eu estava ali. Forcei um sorriso um pouco maior e ela abriu a boca, depois fechou e olhou para sua professora que intercalou os olhos de mim para ela e vice-versa, depois sorriu.

Ouvi murmúrios quando ela se aproximou de mim e eu desencostei para cumprimentá-la com um abraço... Até agora não sei ao certo por que quis abraçá-la.

— Não disse que viria.

Reclamou ela emburrada e eu toquei a ponta do seu nariz num gesto... carinhoso.

— Eu quis fazer uma surpresa.

Disse, ouvindo as garotas suspirarem, soltei um riso baixo e Elisa rolou os olhos graciosamente, rindo em seguida.

— Suponho que não vai mais precisar da minha carona, certo?

A mulher com quem Lisa conversava antes se aproximou e sorriu maliciosa.

Elisa começou a encolher os ombros.

— Não precisa, pois quero levá-la para comer um lanche.

Disse para a mulher, que sorriu.

— Cuide dela.

Disse a mulher toda séria.

— Vou cuidar.

Falei rápido e sorri sem jeito depois.

— Ok, até mais, Elisa.

— Até mais, professora.

— Vamos?

Eu chamei animado, abrindo a porta do carro.

— É, vamos.

Disse pedindo a minha mão para subir, estendi e a ajudei na tarefa antes de fechar a porta.

Eu dei partida e o silêncio reinou nos primeiros instantes, Elisa parecia um pouco nervosa e eu estava me questionando quantos dias seriam necessários até que ela se acostumasse com a minha presença e parasse de mexer tanto nos dedos como se quisesse quebrá-los ou algo do tipo.

Aquilo realmente me deixava irritado, e me fazia sentir como se eu fosse um monstro e pudesse fazer algum mal a ela.

Para cessar com aqueles movimentos irritantes, eu estiquei a minha mão e pousei sobre as dela, Elisa ficou imóvel no mesmo momento em que as nossas mãos se relaram.

Fiz um carinho suave com o polegar e pensei em retirar a minha mão, mas de repente os seus dedos me pareceram mornos e confortáveis, então eu entrelacei eles aos meus e algo estranho aconteceu com o meu coração, qualquer coisa que eu nunca senti ao segurar a mão de uma garota antes, aquilo precisava passar ou eu iria sufocar, tamanha falha na minha respiração.

— Então.

Disse tão alto que ela sobressaltou, eu ri e apertei a sua mão na minha.

— Burger King ou McDonald's?

Perguntei, passando o polegar na mão dela.

— Burger King. 

Ela disse e eu sorri.

— Eu... eu... não posso demorar, Daniel... Eu tenho que estudar ainda.

— Não tem problema, vamos comer e eu te levo em casa, está bem?

— Ok.

Sorriu e virou o rosto para a janela.

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Comments

Maria Do Rosário Nunes Jarimba

Maria Do Rosário Nunes Jarimba

😀😀😀👏👏👏👏👏

2024-02-08

1

Nalú Faria Machado

Nalú Faria Machado

Nossa ela aos poucos está conquistando ele pois so assim ele não vai magoar ela pois ele não percebeu ainda que está gostando de estar com ela.

2023-08-01

2

Sabrina Pinheiro

Sabrina Pinheiro

Eca... o dia todinho sem banho... 😳

2023-01-24

4

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Atualizado até capítulo 142

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