18

Eu sentia o meu coração palpitando enquanto um misto de sensações me invade e se manifestavam por todo o meu interior. 

Talvez a certeza de que Elisa nunca havia beijado não fosse tão certa assim como eu havia pensado, pois, ela sabia bem como controlar a língua e dosar a saliva.

Elisa quebrou o beijo e os meus olhos foram se abrindo lentamente, a minha visão demorou um pouco a entrar em foco e só então pude vê-la. Ela parecia nervosa e envergonhada, mas isso foi fácil de descobrir, digo isso porque as suas bochechas estavam totalmente rosadas e os seus olhos não sabiam para que lado olhar.

Ergui a mão até o seu pescoço e passei a sua franja para trás da orelha, os seus olhos pousaram em mim e eu abri um sorriso idiota... Ela mordeu os seus lábios e sorriu envergonhada.

— Eu tenho de ir.

Disse ela baixa.

— Vou te levar para casa.

Pisquei e me afastei, puxando o cinto e vendo-a fazer o mesmo.

Dirigi em silêncio até em casa, eu tive vontade de falar sobre qualquer coisa várias vezes, não gostava muito do silêncio, mas notei que ela precisava daquele momento de reflexão, afinal, ela beijou Daniel Olivares e não tinha nenhuma amiguinha para sair a dizer ou algo do tipo.

Ela ainda estava vermelha e eu não queria constrangê-la ainda mais, só pude perceber quão desatenta ela estava quando estacionei o carro em frente a sua casa e ela nada fez, apenas continuou a passar os dedos uns nos outros.

Ri sozinho e desci do carro, caminhei até ela e puxei a porta, ela assustou-se e depois sorriu sem jeito.

Ajudei-a a descer e fechei a porta, caminhando com ela até a varanda de sua casa, segurando sua mão na minha.

— Obrigada.

Ela agradeceu e eu sorri, segurando as suas mãos.

— Não tem de quê.

Eu disse, acariciando a sua pele com o polegar.

— Boa noite! Dani.

Ela murmurou, olhando os próprios pés, e pude notar a sua petrificação quando ela observou os meus pés se aproximarem um pouco mais dos seus.

Ergueu devagar a cabeça e observou a minha aproximação, até que eu novamente encostei os meus lábios aos dela e a beijei.

As nossas línguas envolveram-se facilmente dessa vez, e ela parecia um pouco mais acostumada com a situação toda, mas a peguei de surpresa quando soltei as suas mãos nos meus ombros e levei as minhas nas suas costas, trazendo-a um pouco mais para perto, o que a fez tropeçar nos meus pés.

Nós rimos e quebramos o beijo por isso, eu a abracei devagar e me peguei sorrindo feito um tonto enquanto inalava o cheiro de seu pescoço, suspirei e a soltei devagar.

— Boa noite!

Ela disse, levando a mão à maçaneta.

— Boa Noite Lisa.

Acenei e beijei a sua bochecha rapidamente antes de sair correndo de volta para o carro.

Pouco antes de entrar, eu ergui o rosto para ela, que estava encostada no batente, Elisa acenou para mim e eu sorri, acenando de volta.

Ela bateu a porta e eu senti o meu coração disparar sem motivo aparentemente, apertei com um pouco mais de força a maçaneta da porta do carro.

Meio caminho andado...

Essa aposta é um erro, mas se eu tivesse sorte ninguém nunca saberia sobre isso.

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Comments

andrea diniz

andrea diniz

Essa história é tão linda e meiga 😍apesar das más intenções dele!!

2024-02-14

2

Júlia Caires

Júlia Caires

ele está de apaixonando por ela, mas a idiotice é tão grande que acha que será só uma aposta

2024-02-05

2

Nalú Faria Machado

Nalú Faria Machado

Eles estão gostando de estar juntos não percebeu que eles estão namorando.

2023-08-01

1

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Atualizado até capítulo 142

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