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Pedi a ajuda da minha mãe para reservar um restaurante bom, ela fez toda orgulhosa por eu querer levar uma garota a um lugar especial, mal sabe ela do motivo por trás disso.

Dormi a tarde toda despreocupadamente e só acordei quando a minha mãe entrou e disse que eu deveria começar a me arrumar para surpreender a tal garota.

Concordei de mal gosto e fui para o banheiro tomar banho, imaginei que Elisa já estaria pronta enquanto eu saia do banheiro para começar a me vestir.

Coloquei uma calça azul escuro, uma camisa social branca, coloquei o meu calçado e arrumei o meu cabelo, perfumei-me e peguei dinheiro suficiente para bancar essa noite.

Restaurante e motel de boa qualidade costumam sair caro...

Despedi-me dos meus pais e entrei no meu carro, guardei a câmera no porta-luvas para ter como provar aos garotos que eu merecia aqueles R$3.000,00.

Parei o carro em frente a casa dela e desci do carro e caminhei devagar até à casa, tentando adiar, ou pelo menos atrasar, aquele momento.

Respirei fundo e toquei a campainha duas vezes consecutivas, coloquei as mãos no bolso e subi na ponta dos pés, depois voltei e fiz mais uma vez, mas parei ao ver a porta se abrir.

Prendi a respiração sem nem mesmo perceber, arregalei os meus olhos e senti um nó se formar na minha garganta.

— Você... está... linda?

Eu disse, sentindo os meus punhos cerrarem automaticamente dentro do bolso.

— Eu não estou pronta.

Disse ela e eu suspirei aliviado.

Macacão com dois suspensórios presos e blusinha branca não é uma roupa muito bonita para jantar.

— Ah, tudo bem, eu... vou te esperar no carro, está bem?

Eu disse, apontando na direção do veículo com o polegar e me virei.

— Eu não vou.

Ela disse com a voz fraca.

Eu me coloquei estático, sem saber exatamente o que fazer, virei-me devagar e traguei em seco.

— Não?

Perguntei, sentindo o sangue escoar da minha mão, tamanha força eu dedicava para cerrar os punhos.

— Não.

Ela disse simplesmente, recostando-se ao batente...

— Por que não?

Eu perguntei, acercando-me, ela não pareceu afetada.

— O que lhe faz pensar que eu entraria no seu carro e iria para algum lugar com você?

Eu respirei fundo e disse.

— Ok, já entendi.

Suspirei e a encarei.

— Olha, Elisa, eu...

— Dani.

Ela disse num tom baixo, eu assenti.

— Elisa, eu sei que você está chateada com o que eu fiz, mas eu não estou em um dia bom, digo... não estava...

Eu não acredito que eu estava gaguejando ao dizer para a Elisa.

— Não é isso, calma!

Eu pedi e irritei-me comigo mesmo, ela passo a sua língua nos lábios e cruzou os braços devagar.

— Ontem eu estava num dia ruim e... bom, nós passou um tempo juntos e eu gostei da sua companhia, me fez bem, pensei que hoje... hoje você pudesse sair comigo e nós poderíamos passar um tempo a sós e se conhecer...

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Comments

andrea diniz

andrea diniz

Alguns fatos parecem com o filme "um amor para recordar " 😍

2024-02-13

1

Nalú Faria Machado

Nalú Faria Machado

Espero que ela não caía nessa lorota pois ele e um tremendo babaca quer ganhar dinheiro as custas da virgindade dela.

2023-08-01

1

Karhen

Karhen

O maior problema em acreditar nas pessoas erradas, é que um dia você acaba não acreditando em mais ninguém.

2023-02-15

3

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Atualizado até capítulo 142

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