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Ela perguntou com um tom preocupado... 

— Está tudo bem?

— É, só uns problemas em casa, nada demais.

Menti mais um pouco e ela assentiu.

— Eu... não sei porque você está me chamando para sair, eu... nem te conheço, não deveria estar me contando isso.

Deu de ombros, confusa.

— Eu... sinto confiança em você.

De alguma forma isso soou verdadeiro.

— Pode ser amanhã? Eu estava ajudando meu irmão com um trabalho.

Ela disse, mordendo os seus lábios e colocando a franja atrás da orelha.

— Não!

Eu disse rápido e ela assustou-se com o meu tom de voz.

— Digo... vamos hoje... eu espero você terminar, eu... vamos hoje, eu já estou pronto, eu reservei para hoje.

Eu dizia rápido a fim de acabar logo com aquilo.

— Está bem.

Suspirou e ergueu o rosto.

— Eu vou-me arrumar... Você se importa de esperar aqui? O meu pai não está em casa.

— Não tem problema.

Eu disse rápido, já me afastando.

— Ok. Eu não demoro.

— Não se preocupe, vai lá.

Eu disse na intenção de fazê-la entender que ela podia demorar se fosse para tirar aquele macacão e soltar o cabelo.

Entrei no carro e relaxei, peguei o celular do bolso e enviei uma mensagem para os meus amigos, dizendo que estávamos saindo da casa dela para jantar, que era para eles prepararem o dinheiro.

Elisa saiu de casa e eu pude vê-la se aproximar, usava um vestido sem decote na altura dos joelhos, segurando uma bolsa pequena e, por incrível que pareça, estava com saltos. Ela não estava feia, mas seu cabelo ainda estava preso.

Desliguei o meu celular e joguei ele sobre o painel do carro, saí do carro e corri até ela, que não me encarou, apenas baixou a cabeça em forma de submissão.

Abri a porta do carro e estendi a mão para ajudá-la a subir, Elisa apoiou a mão na minha e tomou impulso, encolhendo-se no assento devagar, sorri sozinho e fechei a porta, correndo para o meu lugar no carro.

— Aonde nós vamos?

Ela perguntou em tom baixo, olhando para as próprias mãos.

— Restaurant La Maison, já foi lá?

Eu perguntei e virei o rosto na direção dela, que encolheu os lábios e negou com a cabeça.

Eu olhei para frente acelerando um pouco, mas ao ouvi-la suspirar, diminui a velocidade, ela piscou devagar e sorriu sozinha.

Dirigi por mais um tempo e parei em frente ao restaurante; um funcionário abriu a porta para Elisa e a ajudou a descer, eu joguei a chave na mão dele; olhei para ela, que estava vulnerável ao meu lado.

Estiquei a mão e coloquei nas suas costas, conduzindo-a porta dentro do restaurante, paramos na recepção e, assim que disse o nome das reservas, o atendente nos levou à mesa. 

Elisa estava constantemente vermelha e eu fiquei pensando de que cor ela ficaria quando eu a visse nua, roxa talvez?

Elisa sentou-se e arrastou-se pelo sofá, deixando as mãos sobre as pernas junto com a sua bolsa.

Eu agradeci o homem ao meu lado e me sentei um pouco afastado dela, era melhor ser lento para não assustá-la, o rapaz nos abandonou e deixou em seu lugar um garçom, que nos entregou o cardápio.

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Comments

Socorrinha Lima

Socorrinha Lima

Cafageste quero q ele sofra

2024-02-05

3

Nalú Faria Machado

Nalú Faria Machado

Poxa tomara que ela não queira ir pro motel com ele pois vai acabar com a autoestima dela e se ele não se cuidar vai acabar engravidado ela.

2023-08-01

1

Sabrina Pinheiro

Sabrina Pinheiro

Apesar desse cara ser um bossal... a história está bem interessante!!! Doida pra ver ele se render a ela... rss

2023-01-24

4

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Atualizado até capítulo 142

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