19

Acordei animado, de alguma forma eu queria vê-la, mais os boatos eram rápidos, maldosos e chatos, eu queria ela longe disso, eu queria ela no meu carro tomando sorvete, pois ninguém riria das nossas bocas sujas... Ninguém questionaria o porquê de estarmos juntos, e isso nos faria ficar longe da resposta, a aposta.

— Bom dia!

Eu disse tão animado como quando acordei.

— Daniel Olivares, eu vou te avisar uma última vez, pare de usar o meu desodorante!

A minha irmã gritou assim que saiu do quarto.

— Eu não estou usando seu desdorante.

Dei de ombros.

— Gay.

Ela disse a rolar os olhos assim que sentou na mesa.

— Idiota.

Eu retruquei, sentando-me na mesa também.

— Imbecil.

— Vadia...

— Chega!

A minha mãe gritou lá da cozinha então peguei a minha mochila e comecei a comer a rosquinha, então me levantei e terminei de comer antes de sair andando.

Despedi-me da minha mãe que estava na cozinha, e corri para o meu carro, gritando que já estava saindo.

Cheguei na escola e antes de sair do carro, fiquei um bom tempo parado, olhando o pátio cheio de estudantes.

Procurei Elisa com os olhos, se eu a beijasse dentro do carro não precisaria beijá-la fora, e isso já fazia diminuir as possibilidades de ser zoado pelos meus amigos.

Desci do carro e ativei o alarme, ajeitei a minha mochila no ombro e coloquei as chaves do carro no bolso, após andar pela secretaria e pelo refeitório, avistei os meus amigos que estavam no mesmo lugar de sempre e foi onde eu me sentei.

— E aí, Dani!

Maurício me cumprimentou e eu apenas sorri.

— Que cara é essa?

Miguel contraiu o cenho, rindo.

— Já dei um passo.

Disse, ajeitando a mochila sobre a mesa.

— Que passo?

Carlos perguntou curioso.

— Nós já se beijou.

Eu disse sorrindo.

— Nossa, que enorme passo!

Ele disse com desdém, eu não considerava aquilo pouco, não quando estávamos juntos, foi um grande avanço, pelo menos entre nós dois.

— Eu acredito que sim.

Disse sincero e Maurício rolou os olhos.

— Cuidado para não se apaixonar...

Ele me zoou, deitando o rosto sobre a mochila, olhando quem entrava e saia do refeitório.

— Sua namoradinha chegou.

Carlos me zoou assim que Elisa passou pela porta do refeitório, nada diferente do que eu já estava acostumado a ver, mas desta vez de alguma forma ela fez meu corpo formigar de ansiedade.

Ela me olhou e olhou em torno de si, apertou a alça da mochila e começou a fazer o caminho de volta.

Levantei-me sem dar ouvidos ao que os caras diziam, caminhei rápido até ela e lhe segurei o antebraço com cuidado, ela se virou para mim.

— Hey, bom dia!

Eu disse animado, ela ergueu o rosto na minha direção e sorriu tímida.

— Bom dia!

Disse com a voz suave.

— Dormiu bem?

Perguntei, descendo a mão até a sua mochila segurando cuidadosamente.

— Sim, e você?

Respondeu simplesmente.

— Também.

Quando olhei para trás, Maurício fazia sinais com as mãos com significado de beijos, eu ri baixo e me virei para Elisa.

— Vou pegar a minha mochila, me espera aqui?

— Sim.

Soltei a sua mão e corri até a mesa para pegar o meu material.

— Nos queremos ver.

Carlos disse e eu ri.

— Ver o quê?!

— Um beijo para acreditarmos que vocês realmente se beijaram.

— Hum! Ok.

Dei de ombros e joguei a mochila nas costas.

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Comments

Nalú Faria Machado

Nalú Faria Machado

Não acredito que ele vai fazer isso com ela babaca.

2023-08-01

5

🌹

🌹

Garoto canalha 🤬🤬🤬

2023-07-26

1

Sabrina Pinheiro

Sabrina Pinheiro

É idiota ao extremo... 😡😡😡😡

2023-01-24

4

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Atualizado até capítulo 142

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