Acordei animado, de alguma forma eu queria vê-la, mais os boatos eram rápidos, maldosos e chatos, eu queria ela longe disso, eu queria ela no meu carro tomando sorvete, pois ninguém riria das nossas bocas sujas... Ninguém questionaria o porquê de estarmos juntos, e isso nos faria ficar longe da resposta, a aposta.
— Bom dia!
Eu disse tão animado como quando acordei.
— Daniel Olivares, eu vou te avisar uma última vez, pare de usar o meu desodorante!
A minha irmã gritou assim que saiu do quarto.
— Eu não estou usando seu desdorante.
Dei de ombros.
— Gay.
Ela disse a rolar os olhos assim que sentou na mesa.
— Idiota.
Eu retruquei, sentando-me na mesa também.
— Imbecil.
— Vadia...
— Chega!
A minha mãe gritou lá da cozinha então peguei a minha mochila e comecei a comer a rosquinha, então me levantei e terminei de comer antes de sair andando.
Despedi-me da minha mãe que estava na cozinha, e corri para o meu carro, gritando que já estava saindo.
Cheguei na escola e antes de sair do carro, fiquei um bom tempo parado, olhando o pátio cheio de estudantes.
Procurei Elisa com os olhos, se eu a beijasse dentro do carro não precisaria beijá-la fora, e isso já fazia diminuir as possibilidades de ser zoado pelos meus amigos.
Desci do carro e ativei o alarme, ajeitei a minha mochila no ombro e coloquei as chaves do carro no bolso, após andar pela secretaria e pelo refeitório, avistei os meus amigos que estavam no mesmo lugar de sempre e foi onde eu me sentei.
— E aí, Dani!
Maurício me cumprimentou e eu apenas sorri.
— Que cara é essa?
Miguel contraiu o cenho, rindo.
— Já dei um passo.
Disse, ajeitando a mochila sobre a mesa.
— Que passo?
Carlos perguntou curioso.
— Nós já se beijou.
Eu disse sorrindo.
— Nossa, que enorme passo!
Ele disse com desdém, eu não considerava aquilo pouco, não quando estávamos juntos, foi um grande avanço, pelo menos entre nós dois.
— Eu acredito que sim.
Disse sincero e Maurício rolou os olhos.
— Cuidado para não se apaixonar...
Ele me zoou, deitando o rosto sobre a mochila, olhando quem entrava e saia do refeitório.
— Sua namoradinha chegou.
Carlos me zoou assim que Elisa passou pela porta do refeitório, nada diferente do que eu já estava acostumado a ver, mas desta vez de alguma forma ela fez meu corpo formigar de ansiedade.
Ela me olhou e olhou em torno de si, apertou a alça da mochila e começou a fazer o caminho de volta.
Levantei-me sem dar ouvidos ao que os caras diziam, caminhei rápido até ela e lhe segurei o antebraço com cuidado, ela se virou para mim.
— Hey, bom dia!
Eu disse animado, ela ergueu o rosto na minha direção e sorriu tímida.
— Bom dia!
Disse com a voz suave.
— Dormiu bem?
Perguntei, descendo a mão até a sua mochila segurando cuidadosamente.
— Sim, e você?
Respondeu simplesmente.
— Também.
Quando olhei para trás, Maurício fazia sinais com as mãos com significado de beijos, eu ri baixo e me virei para Elisa.
— Vou pegar a minha mochila, me espera aqui?
— Sim.
Soltei a sua mão e corri até a mesa para pegar o meu material.
— Nos queremos ver.
Carlos disse e eu ri.
— Ver o quê?!
— Um beijo para acreditarmos que vocês realmente se beijaram.
— Hum! Ok.
Dei de ombros e joguei a mochila nas costas.
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Atualizado até capítulo 142
Comments
Nalú Faria Machado
Não acredito que ele vai fazer isso com ela babaca.
2023-08-01
5
🌹
Garoto canalha 🤬🤬🤬
2023-07-26
1
Sabrina Pinheiro
É idiota ao extremo... 😡😡😡😡
2023-01-24
4