Copiei parte da matéria que a professora havia escrito, mas não tive tempo para copiar tudo o que a professora havia passado, pois, levantei peguei a minha mochila apoiando na lateral do corpo enquanto caminhava para fora da sala.
Elisa estava encostada na parede segurando a sua mochila da cor rosa bebê contra o corpo, acho que estava me esperando.
— Hey.
Disse aproximando e senti o meu estômago dar uma volta inteira.
— Oi!
Disse ela encolhendo os lábios em seguida.
— Vamos... comer alguma coisa?
Eu apontei com a cabeça para o refeitório, sem ter certeza de que deveria fazer aquilo.
— Acho melhor não.
Ela disse a baixar a cabeça e eu arqueei as sobrancelhas.
— Por que não?
Perguntei abrindo um pouco os braços.
— Porque você não quer ser visto comigo.
Ela sussurrou, olhando-me, e eu senti o meu estômago afundar, neguei rapidamente com a cabeça.
— Eu não estou aqui falando com você? E não estou te convidando para ficar o intervalo comigo?
Ela disse sim, com a cabeça.
— Então!
Dei de ombros e passei o meu braço em torno dos ombros dela, assim que passamos da porta, senti as minhas pernas hesitarem, eu estava a ponto de sair correndo.
Jéssica cobriu a boca aberta de espanto e começou a rir junto com suas amigas, que não pareciam achar tão engraçado assim, mas a seguiram.
Escolhi uma mesa no canto e puxei uma cadeira para Elisa, ela me agradeceu e se sentou, deixando a sua mochila na cadeira ao lado, como se quisesse me manter afastado.
Coloquei a minha sobre a dela e me inclinei sobre ela.
— O que quer comer?
Perguntei, olhando.
— Qualquer coisa.
Ela murmurou.
Peguei a bandeja e coloquei dois pratos pequenos sobre ela, peguei um pedaço de bolo de cenoura com calda de chocolate e coloquei dentro de um deles e no outro eu coloquei um lanche natural.
Senti um empurrão e soube na hora que era Maurício logo que eles começaram a rir, eu fiz careta e caminhei com eles até a máquina de sucos, peguei dois copos e os preenchi, deixando-os sobre a bandeja em seguida.
— E aí cara já beijou?
Miguel perguntava curioso, seguindo-me.
— Não, nós vamos conversar, saiam do caminho.
Eu disse rindo.
Aproximei-me de Elisa e deixei a bandeja sobre a mesa, puxei uma cadeira para perto dela, sentando ao seu lado.
Se ela pensou que eu desistiria pelo sinal que ela deu, estava enganada, vou fingir que nem reparei em nada disso.
— Estão olhando para nós.
Eu comentei divertido, retirando a embalagem de plástico do meu lanche.
— Eu odeio isso, odeio gente me olhando, odeio quando ficam falando sobre mim e eu sei que estão.
Elisa falou rápido e suspirou, fechando os olhos e os abrindo em seguida.
— E por que isso?
Perguntei curioso.
— É maravilhoso quando as pessoas falam sobre você.
— Porque eles não sabem nada sobre mim, e falam coisas que... não são verdade.
— O que eles falam sobre você?
— Nada demais.
Ela deu de ombros.
— Nada do que eu deveria contar a você ou algo do tipo.
— Nossa.
Disse surpreso, colocando o lanche sobre a mesa.
Apoiei os antebraços sobre ela e virei o meu rosto na direção de Elisa.
— E, porque eu não deveria saber?
— Não é que você não deva saber, só não, é algo que eu queira falar.
Olhou séria e segundos depois curvou os lábios num sorriso que nos fez sorrir.
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Atualizado até capítulo 142
Comments
Nalú Faria Machado
Ele não pode fazer nada que possa prejudicar ela na escola.
2023-08-01
2
🌹
Ela vai sofrer muito quando for humilhada por esse canalha.
2023-07-26
1
Solange Soares
ele que merece ser humilhado
2023-02-15
4