Elisa segurava a sua mochila nas costas, estava com a sua saia abaixo do joelho e camisa por dentro, com os seus cabelos presos num rabo de cavalo mal feito.
— Acredito que ela está vindo para cá.
Maurício disse rindo e eu senti o meu corpo enriquecer...
Eu levantei-me quando ela se aproximou um pouco mais, mas ao invés dela me dizer um "Oi", Elisa apenas acenou com a cabeça na minha direção e passou por nossa mesa, indo para a quadra que ficava logo do outro lado do gramado.
— Uau!
Os garotos gritaram e começaram a me zoar em meio a gargalhadas.
— Então, né?
Disfarcei, espreguiçando-me e voltei a me sentar, já rindo com eles.
Levantamento de fatos que estavam na minha cabeça. Por que ela fingiu que nem me conhece? Alguém já disse que isso é estranhamente ruim? A minha mãe sempre diz que a indiferença é a pior sensação que existe e agora isso me parece coerente.
Eu quis ir atrás dela e saber. Por que ela não foi falar comigo e nem disse "Oi"? Esse aceno com a cabeça não me parece certo depois da noite de ontem, será que ela estava impressionada com a minha reação e acabaria rindo da minha cara quando fosse conversar outra vez? Bom, porque seria isso que outras garotas fariam, e o que eu faria também.
— Olivares, você não vai para a aula?
Quebra de tempo
Eu tinha as duas primeiras aulas de Matemática e a terceira era Química acredito que era a única que tínhamos juntos nesse ano com a Elisa.
Sentei-me numa carteira atrás dela, Pedro pareceu não gostar muito “nerd” como ela, no mínimo estava tentando algo com a minha garota.
"Podemos falar?"
Escrevi e dobrei num papel e toquei o seu ombro esquerdo, vi encolher os ombros num espasmo rápido e abafei o riso com a minha mão, soltei o papel na sua carteira e trouxe o braço de volta, apoiando os cotovelos na mesa e o queixo nas mãos fingi que estar a prestar atenção na professora.
"Responde!"
Enviei outro papel e ouvi ela bufar, sorri por isso, Elisa leu a bilhete e depositou o mesmo no estojo, ignorando o meu pedido de resposta.
Olhei para a professora que estava lendo algo no livro didático e rasguei mais um pedaço de papel, escrevendo outro bilhete rapidamente, dobrei novamente e estendi a mão, arrastando próximo do seu pescoço apenas para vê-la estremecer outra vez com o meu toque.
"Responde, por favor?"
Implorei, já apelando um pouco do meu orgulho que começou a aparecer, tentando chamar sua atenção e eu apenas estava ignorando seus sinais, esperando ansiosamente pela resposta dela.
"Sim, mas, por favor, pare de passar bilhetinho."
Esse foi o bilhete que aterrissou na minha carteira, eu sorri de ladinho e joguei o papel dentro do meu estojo, eu voltei a escostar na cadeira e cruzei os braços a fim de passar uma postura de bom aluno ou tentando provar a mim mesmo que eu sou um dos melhores estudantes desse Colégio Estadual, enquanto por dentro eu estava comemorando a resposta daquela garota que nem bonita era.
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Atualizado até capítulo 142
Comments
Nalú Faria Machado
Ela pode até falar com ele mais vai dizer pra ele rsquecer pois ela não quer nada com ele.
2023-08-01
1
Milena Silva
Eliza e bonita sim dani e tomara que no baile ela esteja linda pra vc para de se idiota
2023-01-29
3
Milena Silva
gostando muito da história
2023-01-29
2