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— Já escolheu?

Perguntei-lhe a ela, que negou com a cabeça e me olhou insegura, eu odiava quando ela me olhava daquele jeito, dava-me pena ou algo parecido com isso.

Eu fiz os pedidos ao garçon que anotou de imediato.

— Para beber?

Perguntou na sua postura, virei-me para Elisa.

— Suco de abacaxi com hortelã.

Disse num tom delicado, desviando os olhos do menu para o garçon.

— E para você meu rapaz?

— Traga um para mim também.

Eu disse sem nem saber o gosto que tem abacaxi com hortelã.

— Certo, com licença.

Ele retirou o menu e afastou-se.

— O que... você pediu Daniel?

Ela perguntou encolhida e eu sorri.

— Basicamente, frango com creme e queijo.

Eu respondi divertido e a vi sorrir verdadeiramente pela primeira vez.

— É um restaurante bonito.

Disse ela olhando devagar em torno de si, eu também olhei e dei de ombros.

— É realmente muito bonito.

Disse sincero e ela assentiu.

— Obrigada.

Ela murmurou e eu me virei para ela.

— Pelo quê?

Perguntei surpreso e ela encolheu os ombros novamente, sorrindo e baixando a cabeça devagar.

— Trazer-me aqui.

Ela disse e ergueu os olhos até os meus e... nossa, ela tem olhos bonitos... 

— Valeu por ter vindo.

Disse sorrindo e ela virou-se a sua cabeça para frente em seguida.

— E então, desde quando você estuda neste Colégio Estadual?

Eu sabia bem desde quando, mas foi a partir daquela pergunta que ela me contou que tínhamos algumas aulas comigo desde a oitava série, como se eu já não soubesse.

Conforme conversávamos eu fui percebendo que a sua timidez diminuiu um pouco e logo estávamos envolvidos em assuntos aleatórios que eu nunca imaginei conversar com Elisa Martinez, a esquisita do Colégio.

Nós jantamos tranquilamente, e embora fosse um restaurante francês e eu não conhecesse a maioria dos pratos, eu já havia provado aquele em outra vez e, para evitar constrangimento, repeti o pedido por precaução.

Pedimos a sobremesa e enquanto esperávamos eu arrastei-me para um pouco mais perto de Elisa, usei como desculpa a alça do vestido que havia escorregado gentilmente pelo ombro que agora estava descoberto.

Segurei a alça e o cobri novamente, não que eu quisesse, mas era necessária uma aproximação.

Senti que ela se encolheu um pouco e sorri divertido por isso, a sobremesa chegou.

Enquanto ela estava entretida com o seu sorvete, eu passei o dedo no chantilly e fiz um ponto com ele na sua bochecha, Elisa sorriu um pouco e se virou para mim com uma carinha emburrada.

Eu ri só de vê-la sorrindo e aproveitei o bom momento para colocar o braço no encosto do sofá, por trás do corpo dela.

Elisa tirou um pouco do chantilly da sua sobremesa e sujou a ponta do meu nariz sorrindo tímida.

Após perceber a nossa proximidade, encolheram-se novamente os seus ombros um pouco quando eu olhei para seus lábios, indicando o que eu queria.

Eu ainda tentei-me aproximar, mas ela virou o rosto para o outro lado.

— Ok.

Sussurrei e afastei-me.

— Melhor ir para casa, não é? Está ficando tarde.

— Também acho...

Concordou, limpando lentamente a bochecha com um guardanapo.

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Comments

Jordânia Maria

Jordânia Maria

espero que ele quebre a cara

2025-01-23

2

Nalú Faria Machado

Nalú Faria Machado

Tomara que ela não queira entrar com ele ali e vai embora pra casa.

2023-08-01

2

🌹

🌹

Pessoas estranhas na verdade são aquelas que não tem caráter que desconhece o significado de respeitar os outros.As pessoas tímidas são geralmente as mais inteligentes,educadas e doce.

2023-07-26

1

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Atualizado até capítulo 142

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