As minhas últimas três aulas passaram bem devagar, os ponteiros pareciam estar com preguiça de se mover.
Despedi-me dos meus amigos e entrei no carro, assim que dei partida, vi Jéssica tocar na janela com isso desliguei o meu carro e abri a janela para ela.
— Será que você não quer me levar... para casa?
Mordeu o lábio, debruçando-se sobre a janela, sorri totalmente intimado a mandá-la entrar.
Antes que eu respondesse qualquer coisa, os meus olhos foram puxados para um estrondo vindo da escada principal.
Ah, lá estava ela, Elisa Martinez, jogada de joelhos no chão, levantando-se do tombo que fez os seus cadernos e livros, vários deles voaram por todo o gramado.
— Desculpa, hoje não vai dar, Jessy.
Eu disse, pulando para fora do carro e correndo pelo pátio até Elisa, que tinha a saia erguida até os joelhos, olhando as pernas raladas.
Peguei parte do seu material enquanto ela se inclinava para pegar os cadernos mais próximos. Alguns dos garotos gritavam coisas como "esqueceu de colocar o antiderrapante nas sapatilhas?", com essas falas eu queria muito dar risada também, mas isso não entrava nas circunstâncias, por isso me mantive sério.
Eu sabia que naquele momento estava acabando com a minha reputação, mas eu podia sentir o cheiro das notas oferecidas por meus amigos.
— Aqui.
Eu disse, sem saber ao certo se era aquilo mesmo que eu deveria falar... Ela não me olhou, apenas pegou o que havia nas minhas mãos.
— Obrigada.
— Quer ajuda?
Perguntei, virando-me para segui-la enquanto ela andava apressada em direção ao portão da saída.
— Não, Olivares, obrigada.
Ela disse baixo.
— Deixe-me ajudar.
Pedi, já um pouco irritado por ela estar correndo de mim.
— Eu não preciso de ajuda.
Murmurou ela atravessando o portão.
Entrei no carro e dei partida, saí da escola e segui para o lado oposto ao que costumava fazer, Elisa estava andando perto da calçada, lutando para segurar todos os seus livros entre os braços e andar depressa, eu ri um pouco antes de abrir a janela e apoiar o braço para fora.
Quanto antes eu conseguisse o que deveria, mais rápido me livraria da missão.
— Carona?
Perguntei, ela virou o rosto para mim e depois se virou para frente, visivelmente assustada.
— Qual é, Elisa.
Eu disse, rolando meus olhos, levando o carro para perto do meio fio.
— Eu já estou chegando.
Ela disse, apertando o material contra o corpo.
— Não está não.
Joguei verde, nem sabia onde é que ela morava.
— Não importa, eu não vou entrar no seu carro.
Disse baixo e eu me peguei sorrindo por conta da sua voz, soava tão bem, mesmo ela esforçando-se para ser grossa.
— Não seja chata, entre aqui.
— Eu não aceito ajuda de estranhos!
Ela disse falando muito rápido sem mesmo olhar para mim...
— Você sabe o meu sobrenome, eu não sou tão estranho assim.
Eu argumentei e ela bufou de nervosismo.
— Você vai me deixar em paz depois disso?
Perguntou, virando-se inteiramente para mim.
— Sim.
Sorri abertamente e parei o carro próximo a ela, estiquei-me meu braço e abri a porta do passageiro para Elisa se sentar do carro.
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Atualizado até capítulo 142
Comments
Nalú Faria Machado
Ele não vai conseguir pois ela apesar de ser humilde ela e honesta.
2023-08-01
3
tuca
Nossa que chato isso
2023-01-27
3
Lourdes Rodrigues
aí poxa 🥺
2023-01-25
2