-Vamos almoçar?
-Sim, estou faminta. Você sempre cozinha?
-Eu tive uma cozinheira, mas não gosto de outra pessoa perambulando pela minha casa.
-Bem, agora vai ter que se acostumar. Eu gosto de cozinhar, mas vou ter que aprender a fazer suas comidas saudáveis.
-Você não gosta?
-Tá brincando? Depois de três anos comendo as mesmas coisas, agora eu gosto de absolutamente tudo.
-Então, sirva-se.
Lucy se serve de uma porção generosa e fico feliz em vê-la comer tão bem, comemos juntos e em silêncio e a paz desse momento me faz questionar do porque eu achei que esse dia seria um inferno. À princípio, pensei que a moça ficaria triste por estar aqui e que me odiaria por tê-la comprado, mas ela tem se mostrado bem cordial, talvez possa dar certo. Talvez consigamos viver em paz debaixo do mesmo teto.
-O que vai fazer durante a tarde?
-Trabalhar.
-Vai matar alguém? -Pergunta temerosa.
-Não, vou estudar um possível alvo.
-Entendi. Boa sorte. Eu posso sair?
-Mas já? O que quer fazer?
-Sair, ué?! Passei tanto tempo trancada.
-Não, Lucy. Não hoje, a enfermeira virá esta tarde, eu te avisei.
-Ah, verdade. E amanhã, eu posso?
-Amanhã nós vamos ao cartório resolver as pendências do casamento e regularizar seus documentos, também vamos ao banco pra abrir a conta conjunta.
-Então já estou ansiosa para amanhã.
Terminamos nossa refeição e Lucy retira os pratos e os coloca na lava louças, aviso a ela que estarei no escritório e provavelmente ficarei algumas horas por lá.
O próximo alvo enviado por Charles é ninguém mais, ninguém menos que Edward Miller, o segundo líder mafioso mais poderoso dos Estados Unidos, abaixo apenas do próprio Charles. A segurança dele é impecável, são inúmeros homens de plantão durante o dia e a noite inteira, fora da casa e dentro da casa. Miller é casado e tem duas filhas de 15 e 17 anos, sua esposa é Kristen Miller, aproximadamente 40 anos de idade, intocável e quase nunca sai da residência. Será um grande feito conseguir entrar e matá-lo sem iniciar uma guerra civil ou sem morrer lá dentro. Terei que estudar de perto, me camuflar ao redor da casa, seguir Edward por onde ele for, pra tentar entender melhor a rotina dele e buscar alguma brecha dentro dela.
Quando termino de trabalhar, vejo que já são 18:47pm e decido ver como Lucy está. Ela não me interrompeu em nenhum momento e eu nem me atentei à enfermeira que viria para vê-la de tão focado que estava no caso Miller.
-Oi. -Digo ao entrar no quarto. Lucy está sentada na cama lendo um livro. -Vejo que já inaugurou a biblioteca.
-Sim, me senti sozinha nessa casa gigante. A enfermeira foi embora poucos minutos atrás. Tomei as bolsas de sulfato ferroso e já me sinto melhor, ela também trocou o curativo e limpou a sutura. E você não sabe?
-O quê? -A forma que ela me olha já me faz ter ideia do que ela vai dizer.
-Estou completamente liberada para fazer sexo. Nada muito selvagem, ela disse.
-Então quer dizer que não posso pendurar você em colunas de madeira? Ou chicotear?
-Pois é, acredita? -Lucy ri. -Espero que esteja brincando.
-Sim, estou brincando. Não curto essas coisas...
-Como foi seu trabalho?
-Não é uma coisa sobre a qual quero falar com você. É muita sujeira e muita crueldade. Prefiro manter sua doçura.
-Acha que sou doce? Você nem me conhece.
-E você também não me conhece, prefiro manter assim. Você só conhecerá o Tyler pessoa, o Tyler assassino fica dentro do escritório.
-Está bem, eu gosto disso.
-Oswald. -Atendo o telefone no segundo toque. Faço sinal com o dedo para Lucy esperar um segundo. -Claro Oswald, entre e deixe tudo no sofá, já desço pra te ajudar. -Desligo o telefone e olho para Lucy entusiasmado. -Tenho uma surpresa pra você.
-Pra mim? -Lucy sorri.
-Fique aqui, já volto.
Encontro Oswald no hall de entrada e a quantidade de sacolas que ele carrega é surpreende, são bolsas e mais bolsas de roupa, sapatos, acessórios e até produtos de beleza.
-Eita pørra! Por isso você demorou tanto.
-Exagerei, senhor?
-Não. Oswald você foi perfeito! Superou todas as minhas expectativas.
-Na verdade, foram minhas filhas. Eu pedi ajuda e elas foram me encontrar.
-Comprou coisas pra elas também? -Mereciam muito depois desse trabalho todo.
-Não, senhor.
-Pois então, leve-as em quantas lojas quiserem ir e deixe elas escolherem o que quiserem. Nem precisa me devolver o cartão. Depois que usar com elas você devolve. Nada mais justo depois do trabalho que vocês tiveram. Agora me ajude a subir com tudo isso.
Subimos as escadas e Oswald me ajuda a carregar todos os presentes, agora preciso abrir espaço no meu closet pra todas essas roupas, já que a menina quer ficar no mesmo quarto que eu.
-Obrigado, Oswald. -Digo depois que descarregamos todas as sacolas no chão do quarto sob o olhar atendo de Lucy, Oswald deixa a última sacola e vai embora.
-O que é tudo isso? -Lucy pergunta, curiosa.
-É tudo pra você. Abre!
-Jura? -Lucy se empolga imediatamente.
Depois de abrir algumas sacolas e tirar vestidos, calças, camisetas de lá de dentro, Lucy pega uma caixa cor de rosa e abre, fica olhando por alguns segundos e então se levanta com a caixa nas mãos.
-Esse eu quero experimentar, posso?
-É claro, é tudo seu.
Lucy praticamente corre pra dentro do closet e eu fico até um pouco animado com a animação dela, mas depois de quase dez minutos começo a ficar preocupado. Ela não sai de lá de dentro, será que aconteceu alguma coisa? Não quero tirar a privacidade dela, mas a preocupação está me corroendo. Decido entrar no closet atrás dela.
-Uau! -Quando vejo ela vestida naquela lingerie branca fico duro imediatamente, mas então percebo que ela está triste. -O que foi?
-Eu coloquei essa lingerie, queria desfilar pra você. Mas essa foi a primeira vez que parei de frente a um espelho e me olhei de verdade, depois que saí daquela jaula. Eu não me reconheço mais... Estou tão magra e com hematomas espalhados pelo corpo, meu cabelo está poroso e minhas unhas corroídas. -Uma lágrima solitária escapa por seus olhos.
-Pequena, você continua linda. Eu vou cuidar de você agora e você vai ficar ainda mais linda. Vai esquecer de tudo o que passou naquele cárcere.
-Entendi agora porque você disse que não tocaria em mim. -Lucy abaixa a cabeça e cruza os braços, escondendo o corpo.
-Ei, não é nada disso. Olha o que você faz comigo. -Pego a pequena mão branca e delicada e levo até a ereção entre minhas pernas. Os olhos de Lucy finalmente encontram os meus. -Você é linda e está gostosa pra caralhø nessa lingerie. Está liberada então? Só que nada muito selvagem... Veremos o que posso fazer.
Sorrio maliciosamente e me aproximo do corpo esguio na minha frente, sim, ela está muito magra, sim ainda tem algumas marcas e feridas, mas é linda e gostosa, muito mais do que qualquer outra que já conheci e já que ela quer e eu preciso, vou me afundar nesse corpo até estar plenamente satisfeito.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 110
Comments
teti andrade
Tyler é um homem de verdade porque encontrou Lucy em seu pior momento e mesmo agora onde ela está frágil e cheia de hematomas, ele faz com que ela se sinta acolhida e desejada 💯😍
2025-03-23
8
Joelma Oliveira
nem alguns "homens de bem" tratam a mulher tão bem assim.... se alguém souber onde encontra um desses me avisa e eu aviso tb... caso eu encotre 2 desse kkk
2025-04-01
0
MARIA LUZINETE DIAS SILVA
Tyler é um fofo.
Pelo temperamento e determinação dela, acho que teremos imã dupla de assassinos de aluguel
2025-04-02
0